Amar um Inutil
É Absurda nossa sintonia,
É incontável em proporção,
De um único verso nossa poesia,
E já preenche a imensidão.
A boneca trocada
Por um martelo,
Quebrando pedrinhas,
Descascando castanhas,
Pesando o desgaste
Sobre os joelhos,
Nas olarias sufocando
As entranhas.
Caímos no sarcasmo
De atributos hilários,
É um insulto tratar monstros
Como empresários.
Amaldiçoados
Financiam a morte,
E o marasmo infantil
Serve como suporte.
Levitando
Atravessando aquele pátio,
Vi uma santa sem andor,
Não sou um rapaz simpático,
Não sou conquistador.
Tenho mais de mil pecados,
Mas só um eu confessei,
Um desejo abominável,
De adorar quem eu deixei.
Livre, leve, leviano sem você.
Livre, leve, levitando com você.
Ia me perder
No precipício do prazer,
Mas ia saber
Que tinha algo por fazer.
Afoguei meus vícios em lástimas,
O erro era meu.
Troco simplesmente tudo,
Por mais um suspiro seu,
Por mais um carinho seu,
Por mais um sorriso seu.
Livre, leve, leviano sem você,
Livre, leve, levitando com você.
Atravessando aquele pátio,
Vi uma santa sem andor,
Não sou um rapaz simpático,
Não sou conquistador.
Pergaminhos contam que em um período,
Haviam muitas da espécie feminina,
Mas como não as preservaram,
Elas se foram para além das colinas.
A pobre menina carente,
Viveria infeliz para sempre,
Se não fosse por um nobre alfaiate,
Que achara um sapato de cristal.
Eu só quero poder acreditar em Deus, cara.
Do meu jeito, à minha maneira e com um objetivo real e prático. Sem nenhum religioso fanático, me dizendo o que eu não posso fazer. Sem nenhum cientista lunático, me dizendo o que eu devo fazer.
Faço um esforço tremendo,
Para crer em tudo que digo,
Discordo de tudo o que dizem,
Contudo, não diga nada a ninguém.
Inominado Forasteiro
Foi o semideus
Que incendiou o limbo,
Um ateísta santo
Que afogou os mitos.
Violando belas ordens
Sem consentimento,
Profanador congênito
Inebriando-se ao relento.
Partiu faminto e enfermo
Ao Gulag desértico,
Lançado em cova rasa
Por tuas heresias.
Após ser condenado
Por teus ensinamentos,
Salvou povos santificados
De tuas convenientes tiranias.
O extremo ermitão
Em solo trivial,
Derradeiro eremita
Do solilóquio corriqueiro,
Ateando tuas máximas
De teor espiritual,
Foi mencionado como
O Inominado Forasteiro
O derradeiro eremita
Do solilóquio corriqueiro,
Foi mencionado como
O Inominado Forasteiro.
Für Matchenka
Sei que poderia escrever uma frase,
Uma dedicatória, um texto, uma música,
Um conto, uma crônica, um poema ou poesia,
Um relato, reflexão, trova, divagação ou
Singelos pensamentos avulsos para ela.
Porém, não chegariam nem próximo,
De um muito-mais-que-merecido agradecimento,
Pelo fato, de que sem ela, eu não haveria de existir.
Todavia, graças a ela existo e por ela insisto,
Que sou tudo aquilo que fizeste de mim.
"Merci Matchenka".
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.
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