Amar por Obrigaçao
Um ser humano filhote te ensina a amar um ser inocente, após descobrires o amor é preciso que emanes ele a ponto de ser exemplo vivo, com rotina no amar para teu filho.
Tu demonstra tua verdadeira maestria quando ama a todos igualmente... E não é fácil, tem que treinar.
Se tentares tratar teu filho como tua única fonte de amar em vida será que não ensinaras uma forma distorcida de amar?
Ele irá procurar semelhança no mundo e se identificara com o seu exemplo.
Seja um pai gentil, ou sua filha irá padecer na mão de um grosseirão.
Se ame, ame as pessoas e elas vão amar você na proporção do que tiverem.
Sou como a pena que descai o semblante.
De súbito, te afogo em um afago.
Quem poderia amar mais que um homem que beija teu ventre?
Me vi perdido em uma chuva de meteoros com essa moda de amar por uma noite. Quando começou esse surto coletivo?
Amar é ter brevemente a sensação de morrer e se sentir vivo no paraíso, em uma real dúvida de estar acordado ou sonhando.
O amor não é a posse que se tem de poder, mas é a liberdade que se tem de poder amar até a posse de não ter o que possuir.
“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.
Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.
Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.
Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.
Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.
“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.
E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”
Quantas vezes desconstruímos a nossa vida por alguém que nos abandonou, mas esquecemos de amar quem nunca nos desampara, mesmo em dias difíceis, sempre esteve ao nosso lado.
Quem entender de amor, não necessariamente entenderá de amar. Amor é teoria hermética, conceitual; enquanto amar é prática natural, instintiva.
