Amam mais não sabem Amar
"Amo os que sabem a hora de correr risco, e, com toda prudência sabem mergulhar no abismo em busca do desconhecido."
"Os bons poetas sabem que não poderiam suportar a fama em vida, muitos se tornariam infrutíferos e medíocres!"
“Saber o que outros sabem não é de valor prático, a sabedoria desejável é aquela que adquirimos no topo da montanha, onde chegamos sozinho “
Há aqueles que sabem como encantar serpente, o mesmo fazem concernente à poesia: Agitam, com os pés sujos as águas rasas para parecerem profundas...
As discussões são inúteis, quando ambos os lados não sabem sobre o que discutem, quando não têm convicção sobre seus pontos de vista...
"99 % das pessoas que andam com um livro na mão não sabem o que o livro contém, isto serve para a bíblia também."
A vida termina sempre em hora incerta, todos sabem disso, mas vivem como se ela fosse eterna. São inveterados nos seus hábitos, não abrem mão do seu direito de resposta, sempre esperando que os outros lhes concedam a honra de terem razão."
Nazistas destruíam obras de arte, e roubavam as valiosas. Embora não respeitem a cultura, sabem o valor ....
O Homem dos Sete Instrumentos
Chamam-me assim —
homem dos sete instrumentos —
mas não sabem:
não são sete,
nem instrumentos.
São cicatrizes.
São fomes.
São vozes que nunca couberam num só corpo.
Toco o violão como quem acaricia um amor perdido
que ainda respira na madeira.
O piano, como quem dialoga com espectros —
meus mortos têm teclas.
Canto como quem sangra acordes pela garganta.
Escrevo como quem rasga o próprio peito
à procura de um som
que ainda não nasceu.
Componho canções, poemas,
romances e vertigens.
Verso o que não sei nomear.
Não sou um, nem sou muitos.
Sou aquilo que sobra
quando o som se desfaz,
quando o aplauso se cala
e só resta o eco.
Sou o intervalo entre duas notas,
a pausa onde mora o abismo,
o silêncio que sustenta a beleza.
Cada instrumento em mim é um vazio domesticado,
uma ausência que aprendi a afinar.
Cada palavra, um grito soterrado.
Cada acorde, uma oração profana.
Sou feito de ecos e assombros,
de mãos que buscam o invisível,
de olhos que enxergam o que não se mostra.
Carrego um palco dentro do peito —
feito de memórias e ruínas —
onde cada noite,
sem que ninguém veja,
enceno minha última vez.
Se me chamam homem dos sete instrumentos,
é porque ainda não perceberam:
sou o que resta
quando a vida desaprende a dizer,
quando o mundo se recolhe
e só o humano
ainda insiste
em cantar.
''O que os educadores não sabem é que muitos dos alunos continuam querendo uma ultrapassagem cultural de seu mundo e não apenas uma pequena melhoria econômica. Fui um desses pardais que sonhavam com alturas e não com migalhas caídas no chão. E o lugar onde pude exercer esse projeto foi na biblioteca pública. Nela, não havia conteúdos predefinidos, nem o desejo de me moldar.
( ... ) Podia eleger o tipo de leitura, e fiz isso sem nenhum método, porque a biblioteca me permitia ser sujeito de minhas escolhas, mesmo que elas recaíssem sobre livros de autores errados. Nunca me senti tão independente como dentro de uma biblioteca pública, percorrendo ao acaso prateleiras e descobrindo livros sobre os quais não tinha nenhuma informação. Se o saber escolar chegava formatado (refletindo preconceitos didáticos), a biblioteca era o espaço livre e não solicitante. Muitas vezes, eu apenas caminhava entre os livros, vendo capas e deixando passar o tempo.''
O que os profanos chamam de mistério, os iniciados sabem ser apenas a verdade oculta à vista de todos.
Muitos invejosos estão tentando copiar minhas conquistas expostas, o que não sabem é que o mistério acontece em oculto.
