Ama se pelo Cheiro

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⁠No segurar das mãos, o olhar, o sorriso, o toque, o cheiro, o olhar nos olhos e enxergar a alma, e mergulhar na essência e aprendermos juntos o verdadeiro significado de dar e receber!

Ascendo um cigarro e, a memória da noite passada parece se reproduzir na fumaça.
O cheiro dela... Se desfaz na lembrança de sua pele fresca junto ao aroma suave de alfazema que sinto nos lençóis.
A cada trago, lembro-me de seus beijos com sabor frutal do batom vermelho rubi. Parece que sinto a maciez dos teus lábios na minha pele.
Cinzeiro, cinzas e pontas de cigarro. Lembranças da cama desfeita, dos nossos corpos largados e exaustos de tanto fazer amor só por amar...

Não se volta o ponteiro, mas se pode carregar o cheiro do passado no presente.

O cheiro de terra molhada é a canção mais antiga que o planeta entoa.

A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.

Há um silêncio que tem cheiro de infância perdida. Ele se esconde nas gavetas e nos retalhos do falar. Quando me ponho a escrever, o silêncio ensina como ferir com calma. Sinto que as palavras são pontes frágeis entre mundos. E atravessá-las é ato de coragem e covardia.

Minha alma tem o cheiro de livros antigos, daqueles que ninguém mais abre porque têm medo do que as páginas amareladas podem revelar sobre o passado. Sou um acervo de histórias que ninguém quer ler, guardado em uma biblioteca que o tempo esqueceu de demolir.

​Às vezes, o olfato me trai e me devolve aquele cheiro ferroso, acre, de um tempo que eu gostaria de ter deixado para trás. Vejo-me novamente confinado naquelas caixas de concreto frio, em quartos de hospital onde o sol nunca ousava entrar com força. A memória é um curto-circuito, flashes de um ambiente sem relevo, uma monotonia de cinzas onde o único relevo era o barulho incessante das máquinas monitorando o que nos restava. É uma lembrança que não flui, ela fere em fragmentos frios e mecanizados.


- Tiago Scheimann

Habito um labirinto estreito e obscuro, uma mente feita de escombros. Há um cheiro persistente de esquecimento no ar e o gosto áspero de ferrugem na boca. Um lugar maldito, confuso, que consome quem entra. Mas é sob o peso dessa escuridão que minhas epifanias sangram. Eu pertenço a essa ruína.

MANUELA NA SOMBRA DE UM GIRASSOL 🌻
Na infância de Manuela,
o amor tinha cheiro de pão,
mas o silêncio da casa
doía mais que a escuridão.
Entre afeto e tempestade,
aprendeu cedo a resistir:
mesmo quando tudo faltava,
seu coração quis florir.

O Encontro dos Contrastes.


Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."

Memórias da infância


Minha casa da infância imatura
Guarda o cheiro, o afeto e a memória,
Onde os primeiros passos, inseguros,
Levaram-me a correr de forma notória.


Minha infância tem memórias
Tem cantigas e esconde-esconde
Guardo tudo da minha história
Que o coração aqui responde.


Bola de gude e pique-bandeira,
Passatempos de um tempo bom.
Hoje a tela criou distância,
As telas mudaram o nosso tom,
Deixando longe a nossa infância.


A casa que outrora estava sempre cheia,
Agora está vazia, sem o calor de alguém.
O aroma da comida ainda vagueia,
Lembrança viva do que esse tempo já não tem.


Quantas alegrias juntos em família,
Gritos, correrias e orientações.
Tudo fez parte dessa vigília,
Que hoje relembramos com emoções.


O espaço dos cômodos vazios
Parece ser maior com nossa ausência
A casa agora tão extensa e fria
Respira dor, tristeza e carência.


No quintal, árvores com galhos secos
Lembram dias de glórias e brincadeiras,
Cheiro de chuva na terra molhada
E o pé na lama dessa maneira.


Ah, que saudade desse tempo,
Doce parte da minha história!
São lembranças levadas ao vento,
Que eternizam nossa memória.


O tempo se encarrega de fazer esquecer
Lembranças amargas que só entristecem,
Mas traz também alegria e florescimento
De situações que na alma enriquecem.


Raimundo Nonato Ferreira
Julho/2026

⁠Siga seu rumo, seu prumo, espalhe sua luz, seu cheiro, seu encanto... Siga forte, siga lindo, seu maior charme é viver sorrindo.

Eu amo a chuva. Seu barulho e seu cheiro me acalmam. Olhar para ela e para a vida que traz ao solo depois dela, me deixam feliz, e toda vez que olho para o céu, penso na teoria que as crianças usam para explica-la: "As nuvens estão chorando." Ou "Papai do céu está triste." E me sinto consolada, sinto que a tempestade que estava dentro de mim escapou, como se o céu mostrasse ao mundo como me sinto, mas sem dizer que sou eu. Que essa tempestade que veem quando olham para o céu é minha.

"Quem joga o outro aos lobos para se salvar, esquece que o lobo também sente cheiro de medo."

Opiniões alheias são como perfume barato.
Quem usa demais, quer esconder o cheiro da própria verdade.

A verdade dói.
Mas a mentira fede.
E há quem prefira o cheiro.⁠

O livro é mudo. não alardeia seu conteúdo, mas nunca perde sua essência, seu cheiro, sua mensagem. Preciso decorar um livro antes que sejam queimados. Qual livro vivo serei? O artista da fome, Metamorfose, O apanhador no campo de centeio?(Walter Sasso)

O friozinho ainda traz seu cheiro. Viver a vida é colecionar instantes: teu riso no café, silêncios entrelaçados, o amor que não se apaga, mesmo distante. O melhor em envelopes de tempo. Cartas não enviadas, promessas em suspenso. A saudade? Um véu fino sobre a pele, que aquece quando a noite cai, e a memória sussurra teu nome.

Alexandre Sefardi

Tem gente que tem cheiro de estrambelhado, respirando os dias que correm com a corda do tempo, e tem gente que sabe o dia em que dá vontade de jogar tudo para o alto. Mas aquilo que faz o seu coração pulsar mais rápido irá guardar onde ninguém poderá tocar. Tem gente que abraça o mundo e ele sorri de volta. Se joga para a vida, devolve flores e amores. Não quer maturidade o tempo todo. E tem gente que dança no chuveiro para lavar a alma e deixa escorrer pelo chão as coisas da vida que não valem a pena. Tem gente Sonha! Acredita que seguir em frente é necessário. Um coração que é capaz de sonhar pode te levar aonde você nunca pode imaginar, ...
Tem essa coisa de Gente
Essa,
Vida de Solteiro,
Alexandre Sefardi