Ama a Ti Mesmo
Se vou conquistar todos os meus sonhos eu não sei,...mesmo porque se trata de sonhos, mas afirmo que nunca vou deixar de lutar, pois estamos aqui pra isso mesmo,..lutar, lutar e lutar!
Mesmo sabendo do meu amor me trocou por quem já lhe tinha traído. Sempre soube de suas mentiras me deixei usar por amor na esperança que ela mudaria. Fui alertado de suas traições, fingi não entender, paguei o boleto do medo e o da dor da verdade, por acreditar que a mentira nunca viria a tona. Falsas foram as mensagens de recíproca no amor, que na verdade existiu sim, mas só o meu. Hoje luto contra a sede de vingança. Gritar para o mundo o quanto ela me machucou. Alertar o próximo do futuro ou passado o quanto foi cruel ao me ferir me levando a morte em nome da sua "FELICIDADE A QUALQUER PRECO". Que talvez hoje eu não consiga pagar. O pregão financeiro do amor se desvalorizou na bolsa da ingratidão de quem só fez dele um negócio!
O Peso da Lealdade
Quando Davi encontrou o velho cão na estrada, pensou em deixá-lo ali mesmo. Era magro, mancando e tinha os olhos cansados de quem já vira muita ingratidão. Mas bastou um olhar para entender: aquele animal não conhecia outra vida senão a de esperar por alguém.
Davi levou-o para casa, deu-lhe água, um cobertor e um nome — Faro. Em poucos dias, percebeu que a presença silenciosa daquele companheiro era mais honesta que muitas promessas humanas. Faro não pedia nada além de um canto e uma mão que o afagasse.
Certa madrugada, um ruído despertou Davi. A porta dos fundos se abria devagar. Faro rosnou baixo, depois latiu tão firme que o ladrão se assustou e fugiu. Quando o silêncio voltou, o cão encostou o focinho na perna de Davi, como quem dizia: Estou aqui, sempre estarei.
Naquele momento, ele compreendeu que lealdade não é barulho nem jura em voz alta. Lealdade é permanecer. Mesmo cansado, mesmo ferido, mesmo quando ninguém mais vê.
Amar, Mesmo Sem Querer"
Te amei como quem mergulha inteiro
sem medir o fundo, nem temer a queda
Te amei até quando fui o derradeiro
a enxergar verdade onde havia entrega cega
Fui traído, mas permaneci
Não por perdão, talvez por hábito
Ou por medo de partir de mim
e me perder num espaço sem rastro
Teus olhos ainda me conhecem bem
mas o reflexo que vejo já não sou
Sou sombra de um desejo que vem
e se vai, como maré que não ancorou
Estamos juntos, mas em que lugar?
Divido a cama, mas não sei se habito
Te escuto falar, mas é como escutar
um idioma antigo, bonito e extinto
Quero partir, mas não sei pra onde
Quero ficar, mas pra quê, se não sinto?
Amar se tornou um cárcere de ontem
e eu sou o prisioneiro do meu próprio instinto
Será amor, ou só memória vestida?
Será apego, medo, ou puro cansaço?
Já não sei se te quero pra vida
ou se apenas me perco no mesmo laço
E assim sigo, meio teu, meio ausente
preso ao que fomos, ao que talvez nunca fomos
Amando, talvez. Ou apenas doente
de um querer que esqueceu como é que somos
Eu caí
Eu caí no teu amor pirata
Sabia de todas as suas trapaças
Mas mesmo assim
Sempre achei que no fim do mundo
Nós correríamos com os lobos
E superaríamos os nossos monstros juntos
Ao sentir a solidão, a andorinha ferida, mesmo sem fazer verão, ensina os filhotes a voar com raiva e ternura.
Deus já interferiu deixando o sistema pronto, Ele já realizou as suas orações antes mesmo da sua existência, agora é agir.
“Na verdade, se alguém renunciasse a um reino ou ao mundo inteiro, mantendo-se fiel a si mesmo, não teria renunciado a absolutamente nada.”
“O olho através do qual vejo Deus é o mesmo olho através do qual Deus me vê; meu olho e o olho de Deus são um só olho, um só olho que vê, um só que sabe, um só que ama.”
Perder referências, perder o norte, perder o apoio, perder o suporte
é quase uma morte, mesmo para os fortes.
Ninguém se molda ao nosso querer.
Cada qual único, como um nascer do sol.
Mesmo gêmeos têm suas singularidades.
Na diversidade, reside a humanidade.
Livro: O respiro da inspiração
Estava observando um morador em situação de vulnerabilidade, e vi que, mesmo à margem social, ele tentava expressar uma felicidade.
O portal de sua alma — seus olhos — mostrava a tristeza e os vários estigmas que carrega por andar nas ruas.
Por ser observador do mundo e de mim mesmo, percebo que, para a ciência, ele é apenas um drogado, um louco, por estar à margem social e por falar sozinho.
Para mim, na visão que tenho — mais ligada aos meus conceitos cristãos e espíritas — esse cidadão pode ser uma alma perturbada por espíritos obsessores, ou uma alma de luz que está em sua última encarnação.
Não tirei uma conclusão definitiva, mas lembrei de um texto que li:
“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”
Essa frase, muitas vezes atribuída a Nietzsche.
Senti inveja da sua liberdade das amarras sociais.
Às vezes, não sei se o que penso é real.
Minhas ideias parecem simples devaneios — ao mesmo tempo me perturbam e me libertam dos meus medos.
Para quem observa meus textos, talvez pareça loucura. E tudo bem.
Me identifico com Raul Seixas:
“Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”
O que eu era há um segundo já não me representa mais.
Esse “eu” que você viu passou.
Você conheceu o Tarin que morreu há instantes.
Se quiser me entender, tente conhecer o Tarin que está aqui agora.
Só assim suas conclusões farão algum sentido.
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