Almas que Nasceram uma para outra

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0038 " 'Com um limão' há quem diga 'que faz uma limonada', o que é óbvio. Mas, se o interese é por uma laranjada, só mesmo 'milagre' ou alguém sem conversa fiada!"

0039 "A vizinha chegou aqui dizendo que a garota da Casa da esquina engravidou, 'porque é uma perdida'. Um mês depois, a própria filha dessa vizinha também engravidou mas, segundo ela, 'porque o mundo está perdido'! São assim. Alguns são assim!"

0062 "Pelo que vejo, leio e ouço, o que de fato faz uma língua é o povo e o hábito. E hábitos mudam. Não é justamente por isso que existem Regras e Acordos Ortográficos?"

0081 "Inacreditável isso de 'tumor benigno'. Como uma porcaria de tumor pode ser algo 'benigno?"

0128 " Isso de 'Na minha humilde opinião' tem sido uma das mais falsas opiniões que já ouvi. E que, lamentavelmente, continuo ouvindo!"

0173 "Não sei 'com quantos paus se faz uma canoa'. Acredito que vai depender de quantos homens estejam por lá (para fazer a tal canoa). Ou existe outro cálculo?”

0179 "Se eu morri, diga que eu morri, não que eu 'fui para uma melhor' ou coisas semelhantes. Eufemismo comigo, não, Hum!"

"A melhor e a pior desculpa são uma só: falta de tempo. Se há tempo como pode haver falta? O que existe é falta de prioridade, desorganização na agenda, mentira ou tudo isso, junto!"
Frase Minha 0015, Criada no Ano 2006

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

ACHSA SPRAGUE. - RAÍZES DO ESPIRITUALISMO MODERNO. A MULHER QUE TRANSFORMOU O SOFRIMENTO EM UMA VOZ PARA A ESPIRITUALIDADE. UMA INFÂNCIA MARCADA PELA INTELIGÊNCIA E PELO DEVER.
Nas montanhas de Vermont, nos Estados Unidos, nasceu em 17 de novembro de 1827 uma menina cuja trajetória desafiaria os limites impostos à mulher do século XIX. Achsa White Sprague cresceu em uma sociedade que reservava às mulheres uma existência discreta, limitada ao ambiente doméstico e às responsabilidades familiares.
Desde muito cedo, porém, revelou extraordinária aptidão para os estudos. Dotada de rara inteligência, dedicava-se intensamente à leitura de literatura, poesia e filosofia moral, cultivando uma sensibilidade que mais tarde marcaria profundamente sua atuação pública.
Apenas aos 12 anos de idade já exercia o magistério na escola de sua comunidade, fato incomum para alguém tão jovem. Seu talento como educadora demonstrava maturidade intelectual e um profundo compromisso com a formação humana, características que permaneceriam presentes durante toda a sua existência.
OS ANOS DE DOR E O SILÊNCIO DA ENFERMIDADE.
Quando completou cerca de 20 anos, sua promissora carreira foi abruptamente interrompida por uma grave enfermidade, descrita pelos registros da época como uma combinação de febre reumática e artrite inflamatória severa.
As dores tornaram-se constantes. As articulações perderam mobilidade e sua condição física deteriorou-se progressivamente. Durante aproximadamente sete anos, Achsa permaneceu quase totalmente incapacitada, confinada ao leito e considerada incurável pelos recursos médicos então disponíveis.
A jovem professora, antes ativa e admirada, viu-se mergulhada em um longo período de sofrimento físico e reflexão espiritual. A enfermidade não apenas limitava seus movimentos, mas também colocava diante dela as grandes questões sobre a existência, o sofrimento e o destino da alma.
A EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL QUE MUDOU SUA VIDA.
Em 1854 ocorreu o episódio que transformaria definitivamente sua biografia.
Segundo o próprio testemunho de Achsa Sprague, ela experimentou intensa manifestação espiritual durante o período em que permanecia enferma. Declarou sentir a presença de Espíritos benevolentes, aos quais chamava de seus guardiões, afirmando haver recebido deles o incentivo para levantar-se e dedicar sua vida ao serviço da humanidade.
Os documentos históricos registram que, após esse período, sua saúde apresentou notável melhora, permitindo-lhe abandonar a condição de inválida que a acompanhara durante anos.
A causa dessa recuperação permanece objeto de diferentes interpretações. Para os espiritualistas, representou uma intervenção da espiritualidade. Para a historiografia, trata-se de um fato biográfico cuja origem não pode ser determinada com certeza. Independentemente da interpretação adotada, o resultado foi inequívoco. Achsa recuperou sua autonomia e iniciou uma nova etapa de sua existência.
A MÉDIUM E ORADORA QUE PERCORREU A AMÉRICA DO NORTE.
Após sua recuperação, Achsa Sprague tornou-se uma das mais conhecidas conferencistas do movimento espiritualista norte-americano.
Durante aproximadamente sete anos percorreu diversas cidades dos Estados Unidos e do Canadá, realizando palestras públicas que atraíam expressivo interesse.
Antes de falar, costumava entrar em estado de transe, condição que afirmava permitir a inspiração ou comunicação dos Espíritos. Seus discursos impressionavam pela riqueza vocabular, coerência lógica e profundidade filosófica, despertando curiosidade tanto entre simpatizantes quanto entre críticos do Espiritualismo.
Sua atuação ocorreu poucos anos antes da publicação de "O Livro dos Espíritos", em 1857, fazendo parte do amplo movimento de fenômenos mediúnicos que despertava crescente interesse na Europa e na América.
UMA VOZ EM FAVOR DA DIGNIDADE HUMANA..
Muito além das manifestações mediúnicas, Achsa utilizou sua notoriedade para defender princípios profundamente humanitários.
Em suas conferências sustentava a necessidade da abolição da escravidão, da ampliação dos direitos civis das mulheres, da valorização da educação e da reforma moral da sociedade.
Essas posições exigiam coragem incomum para uma mulher de sua época. Em pleno século XIX, quando o voto feminino sequer existia e o debate público era predominantemente masculino, sua presença nos palcos representava uma ruptura significativa com os padrões sociais vigentes.
Seu exemplo demonstrava que espiritualidade e responsabilidade social podiam caminhar lado a lado.
O ÚLTIMO CAPÍTULO DE SUA MISSÃO.
Os anos de intensas viagens, conferências e trabalho contínuo acabaram debilitando novamente sua saúde.
A antiga enfermidade reapareceu progressivamente, limitando suas atividades. Mesmo assim, Achsa permaneceu fiel aos princípios que abraçara desde sua recuperação, continuando a divulgar suas convicções enquanto suas forças o permitiram.
Em 6 de julho de 1862, aos 34 anos de idade, encerrou sua existência terrestre.
Embora sua vida tenha sido breve, deixou importante legado para a história do Espiritualismo moderno, demonstrando que a mediunidade pode ser compreendida como instrumento de consolo, reflexão moral e serviço ao próximo, quando orientada por elevados princípios éticos.
Allan Kardec posteriormente ressaltaria que toda manifestação espiritual deve ser analisada com discernimento, razão e critério, distinguindo os fatos observáveis das interpretações pessoais. Sob essa perspectiva, a trajetória de Achsa Sprague permanece como um relevante testemunho histórico do intenso despertar espiritual que marcou o século XIX.
"Quando a dor parece prolongar a noite da existência, a esperança continua sendo a luz que prepara o amanhecer do Espírito."
Fontes históricas:
Vermont Historical Society.
University of Kansas. Pesquisas sobre Achsa W. Sprague.
"Spiritualism's Place". História do Espiritualismo Norte-Americano.
Registros biográficos contemporâneos de Achsa W. Sprague.
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Existe a carreira construída por uma trajetória longitudinal, sólida e consistente. É essa trajetória que sustenta o verdadeiro crescimento.


Uma carreira sem trajetória é como uma casa construída sobre a areia: ao primeiro vento forte, desaba.

Fez da dor um estúdio, do sangue um pincel, e da alma, uma
obra-prima.

Viva Frida Kahlo.

Quando você olhar em volta e não encontrar uma saída para os problemas que afligem seu coração, lembre-se: Deus está a uma oração de distância. Fale com Ele, confie no Seu agir e descanse, porque no tempo certo a resposta virá. Amém!

Não existe na História da Humanidade sequer uma intervenção militar unilateral que tenha alcançado o êxito de solucionar um problema político ou de ordem humanitária.

A desumanização de um
povo até a total destruição,
nunca foi uma construção
do dia para noite
em nenhum lugar do mundo,
O ardil da insistência
cansa e cala parar criar
a perigosa habituação,
e até mesmo a conformação.


Tu és feito de realidade,
não autorize que criem
um diferente cenário,
Quero que seja você o soldado
solitário armado com a palavra
e a pacificação no fogo cruzado
das trincheiras da comunicação,
para não se render a silenciação.


A gravidade tem mostrado
que não precisa de prova
do que tem sido reverberado,
e que em nenhuma hipótese
será regra permanecer calado;
Porque sempre a cada nova
guerra pelo mundo afora
a cautela tem convocado.


Zelar pela reputação coletiva
significa zelar pela sua reputação,
diante desta época de abdicação
voluntária da inteligência natural;
Dependendo do assunto,
não acredite que ignorar basta,
para deixar cair no esquecimento,
é permitir agir livremente o veneno.


Quem eleger por conforto
ficar com a boca fechada,
não poderá falar mais nada,
Não é de censura que estou falando,
mas de calúnias espalhadas
como travesseiros de penas
sendo rasgados em tempo real.

O aroma de Jambu Air
maduro e fresco,
Os teus lábios fazem
festa e desejo.


...


Uma Bunga Kantan
você me deu,
O amor teu
o peito acolheu.


...


Rafflesia desabrochada
pelo caminho que levam
para os teus olhos aos meus,
Poética e benção magnífica
que o Misericordioso Deus
generosamente me concedeu.

Conto uma Bunga Akar Kuning
por uma como quem despreocupada
conta muitas estrelas douradas
na Via Láctea sem me importar
como o tempo por mim passa,
Sou o poeta exilado que conta
versos nos poemas no silêncio
d'alma inspirados pelo tempo
inventado do Homem como remédio.
...


Bunga Jejarum
floresce no caminho,
Nos teus olhos
está escrito o destino,
E no meu coração
o quanto pressinto.


...


Bunga Tasbih esplendente
tal qual o coração
que pelo teu amor sente,
Tudo entre nós é crescente.
...


Anggerek Ungu florescendo
serena enquanto outros
querem se sobressair uns aos outros,
Sou como ela que não
se permite nada que interrompa
o seu florescimento,
sem me importar quanto tempo,
e sem temer o esquecimento.

Das heranças vivas
nas minhas veias
sei uma por uma,
O quê é e o quê
não é indígena,
tal qual o quê é
e o quê não é nativa;
Não menos bonita,
e confessamente
encantadora como
a Chuva-de-Ouro
de terras distantes,
que fascina a visão
e inunda o coração
fascinando a estação
com a sua floração.

Negro, esguio, barbudo,
aparentando ter uma idade avançada,
com o seu chapéu de palha trançada
de maneira incomum e delicada,
com suas roupas de algodão,
e com vários assuntos na ponta língua.


Janjão caminhava muito o dia todo,
com o seu cajado e com um saco
enorme nas costas repleto de soluções,
para todas as classes e estações:
Nunca o vi exaltado ou reclamando,
não havia quem não o saudasse,
e não adiantava nem mesmo
oferecer caronas, pois rejeitava todas.


Acreditava que ficaria mal acostumado,
e dizia que se parasse de caminhar
a morte o alcançaria muito mais rápido.


Até hoje não sei como levava
o mundo nas costas o dia inteiro,
dentro daquele saco nada murchava,
o quê era de horta e as ervas medicinais
até pareciam colhidas na hora;
Sem contar os objetos de madeira
pacientemente esculpidos
que mostrava todo orgulhoso.


Todos compravam com ele,
o povo e os doutores
que tinham os seus sítios,
e quem não pudesse pagar,
Ele dizia para pegar o quê
quisesse sem se preocupar.


A sabedoria dele era sem falha,
parecia que Deus através
dele quando conosco conversava.


Nós como crianças gostávamos
de ir até ele para conversar,
para viver a aventura do caminho
que levava para a casa dele,
e que parecia mais um
jardim botânico paralelo
ao rio completamente cristalino,
Tudo ali era plantado
por ele e sem nenhum equívoco.

Ele era uma figura misteriosa,
um mulato de beleza única,
com um corpo musculoso,
olhos verdes andando,
fala aveludada e respeitoso.


Com o seu cavalo bem cuidado,
ele um autêntico peão brasileiro,
o nome dele era Dario,
que mantinha o orgulho elevado
do ofício desempenhado,
e rezava com fervor inigualável
o Santo Rosário em dedicação
à Nossa Senhora de Aparecida.


Eu ainda bem menina dava
um trabalho danado
junto com as crianças da vizinhança,
a nossa infância era além
muito do pé no barro,
mas os cabelos também por nossa
própria obra era alcançado.


E assim pela estrada a gente fugia,
ele sempre muito paciente
depois de tudo o quê fazia,
e se fosse preciso párava tudo,
para acompanhar as Mães
em busca intrépida de cada
um por toda a estrada vazia.


Não tem como eu me
esquecer destas inúmeras
vezes quando na porta
de casa ele um por um trazia,
ou quando ele passava
sem montado com o seu Baio
e me via pela estrada,
e prontamente dizia:

- Já para casa, menina!


...


Nota da Poetisa sobre a palavra "mulato":


​"O termo 'mulato' utilizado para descrever Dario neste poema é uma escolha deliberada e histórica, fiel à linguagem da época e da região das minhas memórias de infância. Naquele contexto, a palavra era o descritivo de sua ascendência mista e da sua beleza singular. Longe de qualquer intenção de depreciação, a figura de Dario é celebrada aqui em toda a sua dignidade e força. O uso é uma homenagem à sua pessoa, e não uma adesão ao peso pejorativo e racista que o termo carrega historicamente."

Instruir e blindar os âmagos
para acrisolar as influências
externas e transformar uma
por uma em mansuetude,
para não cair nos braços
deste mundo que nos ilude.


Permitir que a saliva seja
a velatura e o sussurrante
nos cubra com o amavio
lenitivo que com o alento
seduza e com rara seda
coloque em quiescência.


Atrair com convencimento
para colher pequis juntos
pequis no quintal dos fundos,
para sedutoramente plantar
os tremores amáveis rotundos
e espasmos mais profundos.