Almas que Nasceram uma para outra

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Ser chamado para cuidar do rebanho não é uma profissão, e sim, um ministério divino que promove o crescimento e a edificação do mesmo.

O ponto de partida para o Embarque Espiritual para uma eternidade feliz e abençoada está à porta do seu coração, a morte para todos os seus pecados em nome de Jesus.

Ame sorrir como a simplicidade e a pureza de uma criança para que as tristezas e as falsidades sumam do coração.

O remédio para uma liderança eclesiástica estagnada espiritualmente é a unidade entre as igrejas e a sua luta pela fé evangélica.

As guerras acabariam se os presidenciáveis cantassem vitórias a Cristo e o mundo seria uma canção de amor e de transformação.

Melhor tomar uma injeção para melhorar o corpo do que ouvir uma maldição e acreditar que não tem cura.

Conversa simples e humilde é fácil e muito objetiva, porque tem a qualidade de uma comunicação compreensível.

Uma mulher cristã pode causar escândalos em sua comunicação, se ela ignorar os princípios bíblicos da educação sábia, espiritual e eficaz.

Chore quando não pode mudar a situação; mas, se alegre quando houver uma marcante transformação.

Edificar, exortar e consolar pessoas perdidas sem a visão espiritual é uma grande contribuição para elas encontrarem a Bússola Celestial, que aponta o caminho da salvação e da esperança eternas.

Uma atitude extorsiva fere a moral, o caráter e os princípios da liberdade, da honestidade e da personalidade daqueles que participam de uma sociedade justa, correta e coerente.

Revelam total ignorância e negligência para com Deus e desrespeito para com uma organização aqueles que usam de autoridade, com falsa função e verdadeira bajulação, mostrando sua incompetência pública e social para escravizar outros membros para seus próprios interesses, aplicando pouca sabedoria na prática do bem, do progresso, do crescimento e com pouca edificação.

Tente diversas vezes até encontrar
uma nova solução: vale a pena achar
as falhas para sair como experiente quanto competente.

⁠Alguém que é digno do seu amor nunca o colocará em uma situação em que você sinta que tem que sacrificar sua dignidade, honestidade ou autoestima para estar com eles.

⁠AO DIVINO ASSASSINO

Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.

O Pai

Deus não fala comigo
nem uma palavrinha das que sussurra aos santos.
Sabe que tenho medo e, se o fizesse,
como um aborígine coberto de amuletos
sacrificaria aos estalidos da mata;
não me tirasse a vida um tal terror.
A seus afagos não sei como agradecer,
beija-flor que entra na tenda,
flor que sob meus olhos desabrocha,
três rolinhas imóveis sobre o muro
e uma alegria súbita,
gozo no espírito estremecendo a carne.
Mesmo depois de velha me trata como filhinha.
De tempestades, só mostra o começo e o fim.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

⁠Ultimamente fiz uma pequena descoberta, descobri que tentar encontrar a resposta pras nossas maiores questões existenciais é como entrar na auto estrada em contra mão, mais depressa levamos com o que não queremos do que chegamos a saída que procuramos.
Querer saber quem somos ou porque existimos... Só nos traz mais dúvidas e questões. Acho que o segredo é mesmo aceitarmos quem somos, sem questões. Apesar de a partir desse momento, passarmos a ter que lidar com um estranho que vive em nós.

É que na realidade, pensava que o facto de estar sozinho, se devia a uma anormalidade minha.
Afinal é apenas a minha maior e mais importante arma ou atributo.
Eu estou sozinho porque ,até encontrar alguém que ouça e Sintonize a mesma frequência, tenho a capacidade de rejeitar as outras e não as deixar mudar de posto emissor no meu próprio rádio.

A ingratidão é filha de uma alma pequena e mãe de todas as rupturas indignas: primeiro, porque não reconhece o que recebeu sem merecer; depois, porque renega sem vergonha o bem que se lhe fez.

"Compre uma estética e a chame de personalidade."