Almas que Nasceram uma para outra
Trabalhar e viver precisam ser a mesma coisa. Trabalhar não deve ser uma obrigação; se for, é escravidão, não trabalho. Por isso, trabalhe no que ama viver. Se o que ama viver não existe no mercado, faça esse trabalho passar a existir.
Você se depara com uma situação e, em vez de apenas observar, sua mente começa a interpretá-la como um problema. Ao fazer isso, você passa a sentir esse "problema" emocionalmente, e, no final, ele se torna real para você – mesmo que seja algo que você mesmo criou na sua mente. Assim, um simples acontecimento se transforma em um problema apenas pela forma como você o vê e reage a ele.
O afeto está no que você dá, não no que você recebe. O que você dá é seu, é uma parte de você que permanece; o que você recebe, não é seu, pois passa por suas mãos e se vai.
A maior prova disso é a morte, que nos leva. Tudo o que é nosso, tudo o que verdadeiramente fizemos, fica. Os afetos que oferecemos, as marcas que deixamos, essas permanecem no mundo, na memória das pessoas, em tudo que tocamos.
Já o que recebemos, como algo externo, não nos acompanha para além da vida. Ele se desfaz, não carrega a mesma profundidade, pois não nasce de nós. O que damos, sim, se mantém, pois é o que alimenta o coração de quem fica.
O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.
O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.
Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.
Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.
Assim como na hipnose, a mídia nos oferece uma proposta para que a assistamos. Ela nos hipnotiza ao focarmos nela, enquanto nos distrai da sociedade ao nosso redor. Dessa forma, ela nos mantém presos em um estado inconsciente, fazendo com que continuemos concentrados em uma realidade que nos mantém dormindo, em um transe constante. Em vez de estarmos atentos ao que realmente acontece ao nosso redor, seguimos sendo guiados pela narrativa que nos é imposta, sem perceber o controle sutil que ela exerce sobre nossas percepções e ações.
Aquele sentimento de angústia, na verdade, é paz. Uma paz que sua mente, por pensar demais, está evitando de sentir. Ao tentar lidar com tantos pensamentos e preocupações, você acaba se distanciando dessa sensação de tranquilidade interior.
Aceite, entenda e permita-se sentir essa angústia, sem medo. Foque nele, sinta-o dentro de seu peito, bem profundo. Desprenda-se da razão e das distrações do mundo ao seu redor. Conecte-se com o sentimento dentro de si, sem pressa ou resistência.
E ao fazer isso, você perceberá que, no fundo, esse angústia nada mais é do que a paz que sempre esteve com você. Ela estava ali o tempo todo, apenas esperando que você parasse para reconhecê-la.
O pensamento é uma junção de tudo aquilo que olhamos, ouvimos, cheiramos, sentimos e tocamos desde o momento que nascemos até o momento em que morremos.
O sofrimento interno é a paz que não aceita sentir em uma determinada situação; aceitando a paz nessa situação, o sofrimento passa.
Quer ajudar uma pessoa de verdade mesmo? Entre na mesma situação que ela e mostre como sair; se você não sair, é porque precisa de ajuda também.
E quem precisa de ajuda não pode ajudar quem precisa.
Qualquer sentimento negativo que eu tenho é uma ilusão, e a maior prova disso, irrefutável, é o momento em que estou dormindo. Quando durmo, estou em paz. Se eu não estivesse em paz, não conseguiria dormir, é simples assim. Então, o que me faz sentir mal quando acordo? A ilusão que eu mesmo crio na minha mente. A ilusão desaparece assim que percebo que, toda vez que me sinto mal, na verdade, sou eu mesmo me iludindo com um sentimento que, no fundo, não existe. O sentimento verdadeiro e real é o de paz.
Quando tento reprimir, evitar ou bloquear essa paz, é quando sinto a ilusão de sentimentos negativos. No entanto, a paz é o único sentimento que realmente existe dentro de mim, tanto quando estou dormindo quanto acordado. Basta aceitar essa paz. Ela está sempre presente, mesmo que eu não perceba, e é nela que encontro a verdade do que sou.
Um instante, um minuto, uma simples frase ou mensagem pode mudar drasticamente a nossa forma de pensar e agir, as pessoas não tem noção do poder que tem. Da mesma forma que pode fazer o nosso dia o mais feliz de todos, pode trazer a destruição de tudo.
Não é por acaso que temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. Isso mostra que devemos observar e ouvir mais do que falar. Antes de dizer qualquer coisa, é preciso entender.
Escutar e olhar nos ensinam muito mais do que falar. Quem fala sem ouvir, quem fala sem olhar, fala sem saber. A boca é só um, porque falar deve ser a última etapa, depois de aprender.
E isso vale para a comunicação em geral. Ser fluente não é apenas saber outros idiomas ou escrever bonito. É saber falar a linguagem certa para cada pessoa. É explicar algo difícil de um jeito simples para sua avó, para uma criança, para um universitário, para um humilde, para quem nunca ouviu falar do assunto.
Cada pessoa entende de um jeito. Para comunicar bem, você precisa ouvir e observar qual é a linguagem dela. Só assim você vai conseguir falar para que ela realmente entenda.
Mas isso exige humildade. Se o ego falar mais alto, você só vai criar conflitos, porque não ouviu nem entendeu antes de falar.
Por isso, dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Primeiro, observe. Depois, escute. Por último, fale.
Se uma professora mulher não compreende as dificuldades contemporâneas de uma aluna mulher, que enfrenta seus próprios traumas e desafios pessoais, a educação deixa de ser libertadora. O discurso de “professora sábia” torna-se equivocado. Todo o conhecimento que o(a) professor(a) acumulou perde valor se sua atitude afasta os alunos da sala de aula, comprometendo o direito deles a um futuro digno. Assim, a promessa e a missão do(a) professor(a) em formar cidadãos participativos, críticos e cooperativos, capazes de atender às necessidades básicas de aprendizagem; não se concretizam. De nada adianta o discurso bonito e bem elaborado se as atitudes e palavras forem desmotivadoras para o(a) aluno(a).
Uma escola que protege e acolhe, onde cada pessoa existe, pertence e floresce; uma escola de liberdade, dignidade e vida.
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