Almas Gemeas que se Separam

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“Sob as sombras da árvore, gotejam dores em almas verdes de porvires incertos.”

Quem manipula a verdade cria massas obedientes, mas nunca constrói almas livres.

⁠“Mentes inquietas buscam respostas que aplacam a sede de conhecimento. Almas inquietas buscam a paz que silencie as vozes do tormento.”

⁠“A cidade une corpos e separa almas. O campo separa corpos, mas aproxima do sagrado.”

Entre Palavras e Ventos -Gêmeos


Gêmeos nasce com dois rostos,
duas almas num só corpo leve,
feito vento que muda de rumo
mas nunca esquece o que escreve.


É verbo, é riso, é pensamento,
é curiosidade em movimento,
mente ágil, sempre alerta,
porta aberta a todo momento.


Virtudes pulsam sem descanso:
inteligente, comunicador,
versátil como poucos sabem,
leva conversa onde for.
É criativo, entusiasmado,
tem sede por aprender,
com olhos que brilham fácil
ao ver o mundo acontecer.


Mas também traz seus espinhos
instável, disperso, inquieto,
seu afeto pode ser brisa
ou sumir no próximo teto.
Inconstante no sentir,
impreciso no prometer,
às vezes fala demais
sem pensar no que dizer.


Foge do tédio como da dor,
pode parecer sem direção,
vive em mil mundos ao mesmo tempo,
mas nem sempre cabe em um coração.


Gêmeos: alma em dualidade,
magia feita de contradição.
Encanta, confunde, provoca
é poema em construção.

"Quando duas almas encontram a inocência uma na outra, o mundo exterior se dissolve, e o momento presente se transforma em um portal de luz, onde o amor pode fluir livremente."

Nas operas encobertas sonsas almas
Delinear de virtudes apenas flores num deserto.
Digo-lhe que sou mero fruto de um mundo devastado.
Homens e seus ideais transcende a destruição por suas futilidades.

“Gotejam dores em almas verdes de porvires incertos.”

As redes sociais mostram rostos sorrindo e almas gritando.

Almas semelhantes se reconhecem.

A música liberta as almas das pessoas carentes de querer mais um pouco de prazer por ouvir músicas.


@VivaMusica

“Há almas que acendem tua paz…
e outras que a devoram em silêncio.
Aprende a diferença antes que tua calma morra também.”


Dayana Silva

“Benditas sejam as almas rudes, pois nelas encontrei o reflexo daquilo que não quero ser.
Foi entre espinhos que aprendi o valor da rosa
— e entre sombras, o preço da luz.”




Dayana Silva

A Lapidação das Almas


Cada ser humano é uma pedra bruta.
Uns nascem como diamantes escondidos no carvão, outros como esmeraldas com rachaduras que contam histórias. Nenhum nasce pronto. Nenhum nasce polido.


A vida é o lapidador.
E cada golpe, cada perda, cada recomeço é uma passada do disco que remove as arestas.
Dói, sim. Mas é na dor que o brilho nasce.
É no atrito que a alma aprende a refletir luz.


Tem gente que brilha rápido. Tem gente que demora um pouco mais.
Mas brilho verdadeiro não é só reflexo — é resistência.
A pedra que suporta o processo sem se quebrar é a que mais vale.


Agora, tem algo que o mundo ainda precisa entender:
No mercado das pedras, o valor muda conforme a cor.
Na vida também.
Quantas vezes nossa cor, nosso jeito, nossa origem fazem o mundo tentar colocar preço onde devia haver respeito?


Mas a verdade é que cor nenhuma diminui brilho algum.
O brilho é interno. É alma. É essência.
E nenhuma mão humana pode apagar o reflexo de quem foi lapidado por dentro.


Somos pedras raras, moldadas pelo tempo, polidas pela dor e destinadas a refletir a luz que um dia tentaram apagar.
Uns tentarão nos comparar, mas o lapidador sabe:
não existe brilho igual — existe brilho verdadeiro.


E talvez ser lapidado doa, mas permanecer bruto custa o brilho que o mundo precisava ver.


ReflexãoDaAlma LapidaçãoHumana EngenhariaDaAlma BrilhoInterior




—Purificação

⁠Algumas almas de pessoas que já se foram podem ter tocado na alma de uma nova pessoa.

Almas Mais Escuras


As almas mais escuras não estão no abismo,
Não queimam no inferno, nem vivem no exorcismo.
Elas andam entre nós, silenciosas e caladas,
Ocultas na rotina, em vidas disfarçadas.


São sorrisos falsos, olhares vazios,
Corações que carregam segredos sombrios.
Na multidão, se perdem, invisíveis, sutis,
Suas dores profundas, sem fim, sem perfis.


Carregam fardos pesados, invisíveis ao olho nu,
Em um mundo de sombras, onde a luz não vem, não flu.
Masculinam sorrisos, mascaram o tormento,
Navegam em mares de dor, sem alento.


Cada passo é um eco de angústia e temor,
Almas perdidas, sem brilho, sem cor.
Silenciam seus gritos, sufocam seus ais,
Vivem entre nós, mas se sentem jamais.


Não é o inferno que as consome, mas a vida cotidiana,
Onde suas sombras dançam, uma dança insana.
As almas mais escuras estão ao nosso lado,
Caminham em silêncio, num eterno fado.

Cora, Voz dos Becos e das Almas
Neide Rodrigues




Nos becos da velha Goiás,
a vida fala em voz mansa e antiga.
As pedras guardam passos de sonhos,
e o vento sopra estórias esquecidas.

No tear da memória,
ela abre o seu Livro de Cordel,
onde cada verso é um pedaço da vida,
costurado com linha de fé e simplicidade.

De um Vintém de Cobre, faz riqueza
pequena no bolso, imensa na alma.
Confessa à lua suas meias confissões,
entre o pão, o quintal e a esperança.

Na Casa Velha, mora o tesouro:
um pote de ternura, um cheiro de pão,
lembranças bordadas no linho do tempo,
e o amor doce como o mel da infância.

E quando o sino toca em Vila Boa de Goiás,
a menina Aninha desperta outra vez,
espalhando poesia nas ruas de barro,
onde o coração da vida ainda floresce.

✨ Por Neide Rodrigues
(À Cora Coralina — a mulher que fez da simplicidade sua eternidade.)

"Talvez a morte seja um alívio para as almas fadadas a viver, pois o verdadeiro sofrimento é estar vivo."

Sob o céu cinza e molhado da cidade,
Odores de almas abandonadas,
Mulheres tristes, como tardes encharcadas,
De uma cidade cheia de gente perdida,
E outras que nunca foram encontradas.

Um espaço que se move, dissimulado,
Ela veio, mas nada mudou,
A nave parada no vasto espaço,
A estrela quase se apaga, no fracasso.

Hoje mesmo, sob o céu de cinza,
Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo,
Parecia triste, como atriz em desgraça,
Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo.

Olhos que amaram, mas não foram amados,
Tentaram se encaixar na máscara requerida,
Ela veio só com a alma revelada,
Esqueceu a fala, quis ser a própria vida.

Ela derramou uma lágrima, silenciosa,
Dor contida na língua de guerra,
No fronte, firme, em sua causa silenciosa,
Enfrentando a batalha verdadeira.

Sob o mesmo céu de chuva, molhado,
Ela era a gota que cai do céu,
Na terça-feira cinematográfica, em pranto,
A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.

Escrevo
Para me comunicar com as almas,
porque me chamo poema,
par não ser devorado pela omissão.
Garça branca, noite escura,
mas noturna a solidão,
tudo foi literatura.