Alma
O Convite à Leveza da Alma
O domingo chega como um bálsamo, trazendo um convite silencioso para desacelerarmos o passo e respirarmos com mais presença. Para aqueles cujos corações hoje carregam o peso de uma dor, de um sofrimento ou de uma grande preocupação, fica aqui um pedido afetuoso: dê um tempo para esse fardo. Permita que suas dores descansem um pouquinho. Se precisar, amanhã você as recolhe de volta, mas hoje, tente viver apenas o agora. Viver com leveza é entender que a alma precisa de pausas para não adoecer. Hoje, olhe para si mesmo com mais gentileza. Respire fundo, esvazie a mente dos excessos, sinta a gratidão pulsar no peito e acolha o milagre do momento presente. Que a gente tenha a sabedoria de desarmar o coração, deixar a vida fluir e lembrar que dar um dia de trégua aos nossos problemas é o jeito mais bonito de proteger a nossa própria luz.
Deus reina; tudo que se encontra na alma é santidade ao Senhor. Não há em seu coração qualquer motivo que não esteja de acordo com a vontade divina.
Isso é muito JUSTO, excessivamente JUSTO, que Deus deve tomar a alma de um recém-nascido e lançá-la no TORMENTO ETERNO.
Jonathan Edwards – Miscelâneas
Doutrina Maniqueísta
A graça preveniente visita a noite da alma antes do amanhecer da fé. Ela desperta o prisioneiro do pecado, quebra seus grilhões e o convida a caminhar na luz de Cristo.
A tribulação é a luz que atravessa a alma: nela se revelam o Deus que carregamos no coração, a fé que nos sustenta e a verdade sobre quem realmente somos.
Naquela noite escura em que o seu choro se fez oração silenciosa e a alma implorou por fôlego para não desistir, Jesus não estava ausente. Ele estava ali, encarnado na sua angústia, segurando o seu coração exausto e provando que a Graça se manifesta exatamente no exato instante em que o nosso próprio vigor se esvazia.
Encantar-se por Deus é deixar a alma encontrar o seu primeiro amor; seguí-Lo é atravessar os desertos da existência guiado pela esperança; encontrá-Lo é descobrir que, desde o princípio, era Ele quem nos procurava.
Há uma cegueira trágica na alma que clama por revelação, mas ignora a Escritura aberta. Essa postura nos reduz a mendigos sentados sobre um banquete, ou a infelizes que agonizam de sede às margens de um oásis inesgotável, esperando que o milagre dispense o ato simples de estender a mão.
A soberba é o disfarce que a alma insegura veste para andar entre os homens. Uma autoilusão trágica, na qual a pessoa precisa gritar para o mundo a sua falsa força, apenas para silenciar o próprio pavor de encarar a sua fragilidade.
A oração que nasce apenas na hora da crise revela uma alma que vive na periferia da presença de Deus. Se os seus joelhos só se dobram quando o mundo desaba, o seu verdadeiro problema não é a tempestade ao seu redor, mas a aridez do seu próprio coração.
Deus vê os recantos mais escuros de tua alma; contudo, com amor eterno e inefável, abraça-te como ninguém mais ousaria.
Amai a todos, mas guardai a vossa alma para o Senhor. E, para resguardar o vosso coração das trevas, apartai-vos resolutamente daqueles que vos afastam da graça e da presença de Deus.
O pecado recorrente anestesia a alma, transformando o que deveria ser santo em pura banalidade existencial.
Quem justifica a falta de tempo para orar, muitas vezes, reflete uma alma desalinhada com as prioridades de Deus; pois onde falta comunhão e vigilância espiritual, abre-se espaço no coração para o pecado.
