Alma
Alma Sozinha
Cruzo com seu olhar
você nem me enxerga
Você mal responde
quando eu sussurro
alô
Podia ser minha alma gêmea
dois seres de afinidade espiritual
Talvez não sejamos nada disso
Acho que nunca
saberemos
Minha própria mãe
você me carregou dentro de si
Agora você nada vê
além do que estou vestindo
As pessoas lhe perguntam
como eu vou
Você sorri e acena com a cabeça
não deixe isto parar
por aí
Me coloque
embaixo do céu de deus e
me conheça
não enxergue apenas com seus olhos
Tire
essa máscara de carne e osso e
me enxergue
em minha alma
Sozinha
Uma dose de equilíbrio interior, calma, paz e leveza na alma. Uma porção de risos, um sol, alguns sonhos e um amor é o que peço a Deus! Sem pressa. Tudo na hora certa. No tempo certo. No tempo de Deus!
Humilha-te, humilha-te, alma minha! E já não terás ocasião para honrar-te. Breve é a vida para cada um!, Tu, praticamente, a consumiste sem respeitar a alma que te pertence, e, entretanto, torna dependente a tua felicidade á alma dos outros.
Dentre todas as Almas já criadas -
Uma - foi minha escolha -
Quando Alma e Essência - se esvaírem -
E a Mentira - se for -
Quando o que é - e o que já foi - ao lado -
Intrínsecos - ficarem -
E o Drama efêmero do corpo -
Como Areia - escoar -
Quando as Fidalgas Faces se mostrarem -
E a Neblina - fundir-se -
Eis - entre as lápides de Barro -
O Átomo que eu quis!
Yôga é como música: o ritmo do corpo, a melodia da mente e a harmonia da alma criam a sinfonia da vida.
A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.
Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.
A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.
É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.
Espalhar alegria não é apenas contar piadas, ou dizer coisas engraçadas.. é sim fazer uma alma sorrir quando ela quer chorar.
Palavras cortam não só o coração a alma
As palavras e capaz de decidir a vida de uma pessoa
As palavras e capaz de mudar uma pessoa
As palavras . . .
As palavras machucam
As palavras nos tornam invisíveis
As palavras acabam nos matando
Prefiro fugir. De corpo e alma. E se não puder levar meu corpo, pelo menos deixo minha alma escapar.
Minha alma e meu coração vestiram o luto eterno, pois sua perda é irreparável e o momento mais difícil que até hoje tive que enfrentar.
Retrato e Alma: O Olhar que Fala
No retrato, mais do que rostos, o que se busca é a alma. Um olhar, quando capturado com verdade, pode dizer mais que mil palavras — pode contar histórias, revelar silêncios, expor fragilidades e, ao mesmo tempo, guardar mistérios.
A fotografia de retrato não se limita à superfície. Ela atravessa a pele e chega ao invisível. É a tentativa de traduzir em imagem o que não pode ser tocado: a essência.
Por isso, diante da câmera, não basta posar. É preciso se permitir ser visto — mesmo que em partes, mesmo que nas frestas de um olhar distraído ou numa expressão que escapa sem querer.
O retrato verdadeiro não é apenas sobre quem é fotografado, mas também sobre quem fotografa. É o encontro entre dois mundos: o da lente que busca e o da alma que, por um instante, se deixa revelar.
Um olhar pode ser espelho, pode ser janela, pode ser abismo. No retrato, ele é tudo isso ao mesmo tempo.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
A música que toca dentro da gente é a única que faz vibrar os nossos sentidos e põe nossa alma para dançar.
O traje da alma...
Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com
o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega
e, de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranqüilidade o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?!
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?!
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!...
- Ah! Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um
médico e não uma vestimenta.. .
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem
parece um médico...
- Veja bem as coisas como são - disse o médico - as vestes parecem não
dizer muitas coisas, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que a
senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um \\\"boa
tarde!\\\".
Um dos mais belos trajes da alma é a educação.
Bastam, às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da
vestimenta se transforme em barro.
Colaboração enviada por: MARIA CRISTINA DEGLI ESPOSTI DA SILVA
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Se é paixão, me nego.
Já resvalei, a alma em pêlo,
nesse áspero despenhadeiro.
Se é paixão, não quero.
Conheço seus espinhos de mel,
sei aonde me conduz
embora prometa os céus.
Se é paixão, desculpe-me, não posso.
Conheço suas insônias
e a obsessão.
Se é paixão me vou, não devo ...
não adianta teus apelos.
Resistirei, porque aí
morri mil vezes.
Paixão é arma de três gumes,
e ao seu corte estou imune.
Se é paixão, me nego
e não receio que me acuses de medo.
Do desvario conheço todos os segredos.
Se é paixão, recuso-me e sinto muito,
pois foi há custo
que saí do labirinto.
