Alma
“Não sou feito para a calmaria. Meu coração bate forte, grita alto e ama com a alma inteira. Ou é tudo, ou não é nada. Intensidade não é escolha, é essência.”
Ser intenso não é escolha, é necessidade. É sentir tudo de uma vez, a dor que rasga, a paixão que consome, o amor que não cabe no peito. É viver sem filtro, sem medo de se expor, porque para quem é intenso, o raso nunca foi suficiente. Ser intenso é estar à beira do abismo, mas se jogar sem hesitar. É abraçar o caos interno e transformar cada cicatriz em combustível para continuar lutando, amando, desejando mais. Não é para qualquer um. É para quem tem coragem de ser real, de ser bruto, de ser vulnerável e poderoso ao mesmo tempo. É ser fogo que queima, que ilumina e que não se apaga fácil. Porque amar pela metade, sentir pela metade, viver pela metade… isso não é vida. Quem é intenso quer o tudo, o prazer, o sofrimento, a glória. Porque só assim, de peito aberto, a gente realmente vive.
Aqui não tem meio-termo, é tudo ou nada.
Há momentos em que a alma pede silêncio, e o corpo clama por descanso. E é ai que o final de semana se revela não apenas como um intervalo na rotina, mas como um presente sagrado, para deixar de ser escravo do relógio, para agradecer a Deus pelo milagre da vida, é o momento de respirar fundo, saborear a vida, ouvir o canto dos pássaros, colocar a conversa em dia com quem se ama, abrir um bom livro, cozinhar sem pressa rir com, sem motivo, e simplesmente existir, sem
metas, sem cobrança, apenas sendo.
A vida não tem sido fácil, nesse momento eu gostaria somente de um forte abraço.
Minha alma pede socorro, mas não posso me deixar vencer pelo cansaço.
Deus, vem ao meu encontro! Me pegue pela mão e me leve numa direção onde eu possa ser feliz.
Silêncio que Respira
No ruído das máquinas,
busco um silêncio que respira.
Onde a alma não se explica
ela apenas é.
Há pixels que brilham,
mas não iluminam.
Há palavras que gritam,
mas não curam.
No fundo da ausência,
escuto o que o mundo enterra:
a ternura do instante,
a fé sem altar,
a justiça sem plateia.
As mãos vazias,
que não postam, não vendem, não imploram
essas sim, sustentam o invisível.
Essas escavam a verdade
que o ouro não compra
e que os likes não alcançam.
Na palma da mão, não carrego espadas,
mas sementes.
E mesmo que a terra esteja dura,
é nela que insisto em plantar
o impossível.
Porque há um Deus que não cabe em dogmas,
um amor que não vira tendência,
e um eu que não quer mais performance
quer presença
O mais belo,
e acolhedor
em uma história de amor,
que marca a alma,
que deixa saudade,
é estacionar os pensamentos
em tudo que viveu.
Pois, já pensou,
em quantos amores,
as pessoas deixaram de viver
em suas breves vidas?
O abuso narcisista não deixa hematomas visíveis, mas fere profundamente a alma.
Manipulação, controle, invalidação e destruição da autoestima são algumas marcas deixadas por quem usa amor como arma.
Minha alma está à espera que nunca vêm. A dor da perda e o abandono me deixam sem fé. Eu pedi por cura, por proteção, por amor, mas o silêncio foi a única resposta. A família, que deveria ser o refúgio, virou as costas. Eu e minha filha fomos deixadas para lutar sozinhas, sofrendo e passando fome. Agora, eu exijo uma prova da existência de Deus. Quero ver, quero sentir, quero saber que não estou sozinha. É hora de Deus mostrar sua face, de provar que ele existe e se importa conosco. Eu estou esperando.
Quantas vezes me calei pra manter a paz dos outros, enquanto a minha própria alma gritava por socorro… E ninguém ouvia. Nem eu.
Eu estudo a alma humana e existem motivos para que uma pessoa aja de uma derminada maneira, mas quando se trata de amor, parece não ter lógica nenhuma.
EM TI QUE A ALMA AQUENTA (soneto)
Inverno... de prosas macilentas
Cheia de saudade, melancolia
Tão triste as trovas friorentas
Carregadas de soturna poesia
Pardo inverno de horas lentas
Sempre iguais, densa melodia
Ó versar, por que te apoquentas?
Não soluces mais, adoce, alivia!
Tudo é pressa, passa, é correria
Dos dias invernados do cerrado
Vai-se na poética que acalenta
Verás sim, soneto de invernia
Que canta o canto orvalhado
É em ti que a alma aquenta.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/06/2025, 14’45” – Araguari, MG
As guerras do mundo nascem das guerras da alma.
Enquanto o homem fugir de si mesmo, continuará ferindo os outros.
A paz verdadeira não é um tratado entre nações,
mas um encontro corajoso entre o eu e Deus.
— inspirado em Søren Kierkegaard
O intelecto apenas prejudica a alma quando pretende usurpar a herança do espírito.
Sonhos são como cartas que sua alma escreve a sí mesmo, com símbolos, memórias, advertências e possibilidades futuras, para que possa de alguma forma te auxiliar na tua trajetória de vida e manter teus passos, alinhados.
Ver alguém apenas cumprir o mínimo, sem alma, sem escuta, sem presença... é lembrar que o fazer sem ser é só mais um modo de ausência disfarçada.
Escrevo para você, escrevo para mim, escrevo para lembrar e enriquecer a minha alma, não são apenas palavras, mas vida.
Vida minha, vida sua !
São textos que te fazem refletir.
Esconder sua face pode parecer sensato, mas será o verdadeiro eu que vejo?
Dentre tantas escolhas resolveu se achegar aqui, nesse cantinho simples, recanto que acolhe, mas nada bobo , a penas sensato.
A recíproca é verdadeira.
Na mesma medida, na mesma moeda.
Mas o sabiá continua triste
Perdido sem um ninho
Vaguea por aí
Poesia de Islene Souza
