Aline eu te Amo
Não quero qualquer coisa no meu caminho. Quero o melhor. Na vida, surpresas boas não me satisfazem, elas precisam ser magníficas.
E você lembra das vezes que foi machucada, e sabe que poderá correr riscos de acontecer novamente, mas mesmo assim dá uma nova chance ao amor!
As vezes me pergunto como posso te amar tanto assim, e chego a conclusão que o amor não é feito de respostas exatas, o amor é pra se sentir, e muitas vezes não se pode ser explicado!
As vezes pergunto a Deus o porquê de tudo isso, e logo me vem a cabeça, que cada momento que vivemos ao lado um do outro, foi apenas uma sinopse daquilo que Deus tem reservado pra nós dois no futuro!
A História de Amor que Deus tem pra nós dois é tão linda, que mesmo não sendo no tempo certo agora, ao nos encontrarmos não resistimos e logo nos apaixonamos de prontidão.
Verde na memória
Lembro daquele dia verde. Nublado, mas verde.Era de um chove-mas-não-molha impressionante. E tanto era, que ficamos nós dois ali, deitados na tua cama: eu tentando te convencer de que o dia valia ao menos um mergulho na piscina, e você dizia que ia começar a chover. E chovia, sempre. Você olhava nos meus olhos, eu olhava teus sinais e tentava ligá-los, fazer algum desenho no teu rosto; e aí meus olhos encontravam os teus, tão atentos e sorridentes em mim. Eu me perdia em você. Ria, chacoalhava pra lá e pra cá. Te beijava os olhos fechados, e te amava mais uma vez. Pelo menos eu tinha consciência do quanto estava feliz ali, naquele momento - e em tantos outros. Hoje, só me resta saudade. E quando o dia é assim, parecido com aquele verde-nublado, meu coração dói, meus olhos choram a cor deles para fora, minha boca treme tua ausência, meu corpo sente a falta do teu contorno. Dias assim me fazem querer estudar física e o que mais for necessário só pra poder construir uma máquina do tempo e te viver mais uma vez, sem ser apenas dentro de mim desse jeito.
Longe
Às vezes lembro
que ainda não te esqueci,
e enxergo:
pontinho preto,
bem pequenininho,
bem ali no fundo
bem escondido dentro de mim
Gosto de viver, gosto de sentir, de amar, de sorrir... Gosto de tudo que faz meu coração bater mais forte... Gosto de ser beijada, abracada, amada... Gosto que gostem de mim, gosto de gosta de você!
TENRO
suave, cedo e doce:
afável
essa coisa tão delicada
e dúbia
quanto os corações
que facilmente se partem
e nos cortam
nós:
alma branda
e carne mole
nós:
como crianças,
sensíveis aprendizes,
sendo roídas pelo tempo
e mastigadas pela vida
nós:
volúveis e voláteis
(esse pleonasmo inconstante
e ainda assim contínuo)
enroscados e presos
mas nunca
frívolos
A memória não se restringe apenas àquilo que lembramos, mas a tudo aquilo que o tempo nos permitiu preservar como legado. Ela nem sempre nasce do afeto, do consenso, como afirma Halbwachs, mas das relações de poder que atribuem a memória novos significados. Já a história, que figura no tempo como antítese da memória, sujeita-se à vontade de quem a seleciona, de quem a escreve. Assim, nessa relação dialógica entre a memória e a história, cabe ao espírito inquieto do pesquisador penetrar os silêncios, questionar os vestígios e avaliar tudo aquilo que a história legitimou como digno de permanecer em arquivos, bibliotecas e museus nacionais.
Lá no fundo, bem no fundo, sabemos que a outra pessoa não nos ama. Ainda assim insistimos em algo que, no íntimo, reconhecemos que não dará certo. Sabemos que virá a frustração, mas escolhemos permanecer e sentir a dor de não ter escutado a voz interior que já nos alertava.
**Diário Pessoal - 26 de Maio de 2025**
Hoje, segunda-feira, 26 de maio de 2025, a rotina matinal foi retomada às 5h, como de costume nos dias úteis. Aos sábados, permitimo-nos o luxo de repousar até que o corpo o deseje.
O dia transcorreu de forma agradável. Acompanhei minha filha até a escola, onde realizou uma avaliação com grande confiança em obter o desempenho máximo, o que me enche de alegria. Ao término das aulas, recebi-a como sempre, e a imagem daquela menina radiante e feliz ao meu encontro é sempre revigorante.
Preparamos o almoço juntas e desfrutamos da refeição em um colchão improvisado na sala. Momentos de descontração, brincadeiras, canções e a audição de nossas músicas favoritas preencheram a tarde. No entanto, uma cefaleia repentina nos levou à farmácia, onde recorremos ao Advil para alívio.
Infelizmente, o fornecimento de água foi interrompido, forçando-nos a adquirir água mineral até que a Sabesp restabeleça a ligação. A situação, embora inusitada, não me causa grande surpresa, considerando os eventos recentes. Diante das adversidades, coloco a proteção divina à frente e seguimos em frente.
Hoje, recebi mais uma comunicação da imobiliária, informando que a análise contratual deverá ser concluída em três dias úteis. Em seguida, fui notificada de que solicitaram prioridade ao departamento jurídico, expondo a nossa situação. No entanto, a celeridade do processo depende da demanda do setor. Permanecemos, portanto, em compasso de espera.
Avançamos significativamente na venda dos nossos bens. A maioria dos móveis foi vendida, e uma parcela considerável foi destinada à doação. Outros itens foram negociados por valores simbólicos, com o intuito de auxiliar na nossa subsistência. Mantemo-nos resilientes, amparados pela fé.
Embora o medo seja uma constante, a responsabilidade de guiar minha filha me impõe a resiliência e a força necessárias para enfrentar os desafios.
Eu e minha filha estamos bem, dentro do possível. Acreditamos que onde há amor e respeito, o sucesso é inevitável. A oração constante nos fortalece, e nutro a crença de que somos amparadas pelos anjos do Senhor, pelo meu pai, Naurives Antônio Gomes, e pelo meu esposo, ambos na eternidade ao lado de Deus.
Ainda enfrentamos a iminência do despejo, mas a fé me impulsiona a lutar por uma moradia digna e segura, onde minha filha e eu possamos viver em paz. Que Deus nos abençoe.
Após o jantar frugal, composto por macarrão e chocolate, recolhemo-nos para o repouso noturno, antecipando o despertar para um novo dia.
Um novo dia representa um novo recomeço, uma nova oportunidade concedida por Deus para amar e apreciar a beleza da vida.
Amo minha filha incondicionalmente, e dedicarei minha existência a guiá-la pelos caminhos da paz, da tranquilidade, do amor verdadeiro e da fé em Deus.
Prezado Diário, 28 de maio de 2025
O dia iniciou como de costume, às 05h, com uma oração matinal compartilhada com minha filha. Em seguida, desfrutamos de nosso habitual leite com achocolatado, um ritual matinal que apreciamos particularmente.
Após nos aprontarmos, acompanhei minha filha até a escola. Aproveitamos o breve trajeto para conversarmos, enquanto ela repousava em meu colo. Ao soar o sinal, ela se juntou aos seus colegas.
Dirigi-me à missa e, posteriormente, retornei ao lar. Mais uma vez, minhas tentativas de locação imobiliária foram infrutíferas, sem que me fosse apresentada uma justificativa plausível. Permanecemos, portanto, nesta moradia, sentindo-nos indesejadas. Confesso que a incerteza me assola diante da sucessão de negativas nas imobiliárias.
Um incômodo persistente tem nos acompanhado: fortes dores de cabeça que se manifestam ao adentrarmos nossa residência. A situação se torna cada vez mais preocupante. No entanto, deposito nossas vidas nas mãos de Deus, nosso Pai Todo-Poderoso.
A vizinha, em mais um gesto desesperado de carinho alienou parte de nossos pertences para garantir nossa subsistência. Nossos recursos se esgotam gradualmente.
Interrompo esta escrita, pois a cefaleia se intensifica. Dedicarei este momento aos cuidados de mim e de minha amada filha.
Quase me esquecia de mencionar o encontro fortuito com uma pessoa extraordinária na escola de minha filha. Sua beleza transcende o físico, revelando uma alma repleta de bondade e amor. A providência divina se manifesta ao colocar pessoas especiais em nosso caminho, nos momentos mais oportunos.
Até amanhã, caros leitores. Que a bênção divina os acompanhe sempre.
Com afeto,
"Quando o Amor Espera, Ele Floresce"
(Para nossos filhos, com todo nosso amor)
Era um culto de jovens, noite serena,
Mamãe ali, coração com antena.
E então, entre hinos e orações,
Ela viu papai
Foi a amiga quem nos apresentou,
E ali, bem baixinho, algo em mim despertou.
Conversamos, rimos, e o tempo passou,
Mas o destino, por hora, nos separou.
Mesmo longe, sem toque ou presença,
Mamãe o amava — em silêncio, com crença.
Via seu rosto pelas redes sociais,
Sentia saudade nos dias normais.
O tempo seguiu, e os anos voaram,
Os caminhos distantes, mas corações não mudaram.
Dez anos depois, como num livro encantado,
O amor adormecido foi reanimado.
Foi em setembro, com um gesto singelo,
Mamãe enviou uma música — do nosso dueto belo.
Uma foto, uma letra, um toque do passado,
E ali o destino sorriu, encantado.
Papai respondeu, com sorriso discreto,
O reencontro foi doce, sutil e completo.
Conversas renasceram, memórias também,
Como se o tempo dissesse: “Agora está bem.”
No dia dez de outubro, no alto da emoção,
Na roda gigante, pediu seu coração.
E mamãe, com lágrimas e mãos trêmulas, disse:
"Sim!" — e ali recomeçou o que nunca se omisse.
Depois veio junho, num dia de luz —
Quatro de junho, aliança, amor que conduz.
O mesmo amor que nasceu lá atrás,
Agora mais forte, seguro e em paz.
Agora, filhos, saibam o porquê
De estarmos aqui, eu e você:
O amor verdadeiro não morre ou some,
Ele apenas se espera, se molda, renome.
Vocês são parte do que sempre sonhamos,
Do amor que buscamos, da fé que guardamos.
E essa história é só o começo a contar —
De tudo que juntos ainda vamos formar.
"Meu Pequeno Yan"
(para o meu sobrinho, com amor infinito)
Você chegou tão pequeno, em braços tão meus,
E desde então meu peito não é mais só meu.
Com dois aninhos e olhos que brilham,
Você enche a casa — e a alma — de vida e riso que cintila.
É inteligente, esperto, um amigo de ouro,
Fala com graça, inventa tesouros.
Corre, descobre, encanta o lugar,
Com você, tudo é motivo pra amar.
Desde que nasceu, eu estive aqui,
Cuidando, zelando, sonhando por ti.
Talvez por isso meu coração te abrace
Num espaço que ninguém mais alcançasse.
E tem algo em você que me faz chorar
— um jeito, um traço, um olhar no olhar —
Você se parece com alguém que foi luz,
Meu pai, teu avô, que está com Jesus.
Ele te amou como poucos amam na vida,
E te ver crescer reacende essa ferida.
Mas também me cura, também me acalma,
Porque é como se um pedaço dele ainda morasse em tua alma.
Tenho outros sobrinhos, amores sinceros,
Mas contigo, meu bem, é algo mais perto.
É laço de tempo, cuidado e raiz,
É um amor que me dobra, me toca, me diz:
“Espero que cresças sabendo de mim,
Do colo que fui, da força que vim.
Que mesmo adulto, ao seguir teu caminho,
Leve na memória: eu fui teu cantinho.”
Se um dia o mundo tentar te afastar,
Lembra que o meu amor vai sempre estar.
Porque amar você é viver outra vez
Sou como a água de um rio…
Calada, disfarço minha fúria,
Você olha, acha que é calma,
Mas no fundo… sou abismo.
Tente mudar meu caminho, ouse me parar,
Levante barreiras, cave desvios…
Só não esqueça:
Minha força não se mede na superfície.
Debaixo do que parece paz,
Escondo correntezas traiçoeiras,
Buracos que te puxam,
Te arrastam… te afogam.
Pode tentar me secar,
Gole a gole,
Como quem suga por um canudo…
E quando achar que me venceu,
Surjo, escorrendo onde você menos espera.
Eu sei esperar…
Silenciosa, espero o tempo das chuvas.
E quando elas caem,
Eu transbordo.
Eu invado.
Eu quebro.
Eu retomo tudo aquilo que é meu.
E nesse instante, meu caro,
Só resta dobrar os joelhos,
Pedir perdão ao Deus que te resta…
Porque eu te puxo,
Te abraço nas minhas sombras,
E te mostro que com a força de um rio…
Ninguém jamais deveria brinca
Ando infeliz.
Não que seja culpa de alguém.
São os pesos das escolhas.
Os pesos das ações.
Não de alguém — mas minhas.
Cada dia que passa, o peso chega e dói ainda mais nos meus ombros, já machucados nesses anos.
É como ser um fardo pra mim mesma.
É como ser um fardo que ninguém quer carregar.
Só existo eu por mim.
Me sinto presa a uma vida da qual nem lembro quando assinei esse contrato.
Deveria ter pensado mais...
Teria poupado tanta dor e sofrimento.
Não teria lágrimas nos olhos,
Nem sorrisos forçados,
Tentando mentir pra mim mesma que consigo dar mais um passo,
Se eu parar para respirar a cada movimento que dou.
Me vejo no espelho da vida
E, sinceramente, tenho vergonha de mim.
Minha família não me ama como eu precisava.
Meu marido é ignorante.
Só pensa em si e me deixa aos trapos.
O único amor que conheci de verdade é o da minha filha.
Sinto que nasci pra servir meus inimigos — e conviver com eles.
Jesus… até quando?
Até quando tenho que chorar calada?
Até quando vão me invalidar?
Estou a um ponto de acabar com minha vida com minhas próprias mãos…
Nem que seja em palavras, como estou fazendo agora:
Sozinha, na minha própria casa.
Só eu, uma xícara de café amargo
E gritos contidos, enquanto engulo amarguradamente cada gole.
