Aline eu te Amo

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Um brinde às cores, aos amores e ao preto do céu.

Inserida por alinediedrich

Os caminhos são incertos e inseguros, mas justamente onde não se pode enxergar o futuro, estão as portas de todas as possibilidades.

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Vou jogar fora tudo que há de podre. Vou rasgar meus versos inacabados e derrubar os castelos nunca terminados. Não! Não vou reescrever ou reconstruir. Agora, de propósito, vou ao encontro das novidades da vida.

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O vento levou embora as folhas mortas como simbologia daquelas dores que exorcizei. Bastava de masoquismo. Bastava do mais autêntico masoquismo da alma. Junto das pessoas, haviam adormecido todas as agitações e perturbações. Eu não. Eu, ainda sob o efeito hipnotizador dos olhos do moreno, deixei que o som embalasse a noite, madrugada adentro, como uma imperfeita boneca de pano que desperta da inércia, com todas as suas curiosas inquietações. As luzes da cidade pareciam saudações, vistas da janela do alto daquele prédio, num bairro sujo no país das maravilhas.

O etílico, ah o etílico! Mais uma dose apenas e não ficaria nada além das verdades, principalmente das ironias, que libertou. Bastava de meias verdades. Propus, portanto, brindes ao meu estúpido domínio da razão. Às vezes que bati com a cabeça na parede dando de cara com as atravancas do caminho. Brindei aos meus olhares tortos, aos olhares fixos, aos outros amores atravessados. De tudo, guardei o saber de que páginas viradas não voltam.

“Good vibes”, ele falou e despencou, em queda livre, num sono e em sua esquisita apneia de onde voltaria umas cinco horas depois com cheiro e gosto de café amargo. Ah moreno...

Em sua magnitude, debochado, o céu quase sorria pra mim. Os paralelepípedos, lá embaixo, assombrados, esperavam ansiosos pela oscilação da vida. Eu, absolutamente honrada como aquela que sobreviveu ao caos e todos os cacos deixados pra trás, sorri de canto, disfarçada, como cúmplice, e pedi perdão pelos meus paradoxos, mas sem nenhuma pretensão em deixar de tê-los.

Então, do vento não veio a tempestade. E eu, onipotente, megalomaníaca por natureza, finalmente me senti pequena diante do sol que surgiu tímido e trouxe com ele o cheiro de jornal das manhãs. Quem diria, justamente eu, que – sem meio termo - era preto no branco, descobri que existiam todas as cores em mim.

Ah, moreno... Se você soubesse...

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Podemos construir algo enorme, mas são as pequenas ações que transformam. Temos muito para oferecer: um afeto, um afago, um sorriso são suficientes num lugar cuja principal carência é de sentimento de humanidade.

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Um carro velho que emitia muito monóxido de carbono. Velocidade abaixo do permitido naquela via rápida. Ainda ouvia fitas de um velho rock and roll. Óculos escuros para evitar o sol de frente no final da tarde. Cabelos que balançavam com o vento gelado do inverno. Finalmente noite para libertar a energia acumulada o dia todo como se fosse bateria recarregável. A pista, uma boca bem desenhada, olhar sedutor e qualquer corpo bastavam.

Um estúpido - como diria a música - cupido que causava buracos feito cupins na madeira. E uma paixão por alguém, depois por algo, para preencher aqueles espaços vazios uma vez por semana. Dez lances de flechas erradas. Mais de mil recordações.

Sintonia fina. Garçom, por favor, dois copos de atitude. As luzes cansavam a visão. O barulho, antes música, depois apenas ensurdecedor barulho que irritava os tímpanos. Nada tão bonito que não pudesse esquecer, exceto seus sapatos de salto comprados especialmente para ocasiões como aquela, então levados em mãos e largados no mesmo carro – calhambeque – num momento de completo delírio causado pelo etílico das bebidas. Achou-se Cinderela. E foi na busca por achar-se que tantas vezes se perdeu.

Cinderela de profundas olheiras. Cara borrada pela maquiagem comprada na farmácia. Corpo suado. Enfim, só. De frente para ela mesma num reflexo confuso que sugeria ser mais bonito do que realmente era. As fotos espalhadas pelas paredes pareciam sorrir. Pareciam. Acessórios de camelô. Decoração barata. Moradora de apartamento de um canto pobre da cidade.

Ainda assim habitante do mundo e um mundo que habitava nela. Como todo mundo. Amiga dos versos, das poesias tortas, das músicas dançantes, dos cupcakes e dos gostos amargos do amanhecer. Passagem pelo hospício. Mas para quem foi dado o direito de julgar? E como chamar alguém de louco na era do politicamente correto? Pensamentos viraram questionamentos que careciam de respostas para todo o sempre. Despiu-se. Despiu a alma também como um atentado violento ao pudor.

__ Louca. Crazy. Crazy. Crazy!

Dizia para si mesma como tapa na cara em frente o espelho.

Transtorno Obsessivo Compulsivo foi o último diagnóstico. TOC. Toque. Vícios? Possuía muitos. Principalmente os de linguagem.

__ Perdoe-me pelos mal conjugados verbos.

Desculpou-se em oração.

E depois, sem fôlego para mais uma dança e cansada por não conseguir parar de pensar, deitou-se. Adormeceu. Sonhou e encontrou um mundo distante do seu. Mesmo assim eloquente. E o relógio mais compulsivo e transtornado então despertou.

E despertou. E despertou...

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É tempo de jogar fora a coleção de meias horas, meias furadas, meias palavras e frases que não tem porque falar. Mandar embora as perdas e os ganhos que não fazem mais sentido e o eterno dar um tempo para pensar. É momento de reinventar.

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Continua teu caminho, estrela, deixa teu rastro de luz e nunca permitas que apaguem teu brilho.

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Que as vibrações positivas nos tragam a força que precisamos para correr atrás da realização de nossos sonhos.

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A desordem é a prova do movimento constante da vida, pois tudo que fica parado, estagnado, sem embalo, acaba por perder a graça.

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Trata de viver e deixa o resto acontecer, porque o segredo é não esperar a tempestade passar para saber do sol que existe escondido pelas nuvens escuras.

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A linha entre expectativas e decepções é tênue, menino. Mas as tentativas não são vãs ou vazias. O correr dos riscos nos impulsiona e nos aviva. Eu sei, a frequência dos acontecimentos é o que assombra. Cada episódio é fugaz e tão passageiro quanto nossas vontades. É que o futuro é abusado, ele vem e nem pede licença.

Engraçado, menino, a vida sempre tem graça. E como você diz, “basta de pretéritos”, por mais perfeitos que eles tenham sido. Então, que o vento impetuoso arraste para longe essas folhas mortas que nos mostram que até mesmo nas pétalas secas há mais estímulo do que nas flores de plástico. E que o tempo tirano continue a transformar em pipa que voa e não volta, tudo que não é mais importante pra vida da gente.

Menino, já é madrugada. A rua e a garrafa estão vazias, mas nossas memórias cheias ainda causam estúpidas explosões de risos. É menino, não é hoje que encontraremos o sentido das coisas. Mas, antes de entrar em casa, vamos amassar os últimos papéis do juízo e, perante o infinito, firmar o compromisso de aceitar todas as expectativas e também os desenganos.

As nossas pândegas expectativas...

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Ah, amigo, quanto a mim nada existe de peculiar ... Apenas a liberdade poética e o fato destas qualidades minhas serem também os defeitos meus...

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Não é simples encontrar o que buscamos, mas o princípio está naquilo que transmitimos. A vida tem essa mania de mostrar que as nossas vitórias ou perdas são resultados das sementes que um dia espalhamos.

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Levo a lição da lagarta que passou a ser borboleta. A constante repetição de hábitos pequenos e maravilhosos. O poder de ser atrevida, submetida à deliciosa loucura de ser. As passagens por aqui, por acolá, vezes vem e vai - tantas vezes vã - feito um passarinho de asas feridas que sempre reaprende a voar.

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Ela não se contenta com amor comum, com história vazia, com vida sem graça... Ela precisa do que lhe tira os pés do chão, faz balançar e, ao mesmo tempo, acalma a sua alma. Precisa do que lhe encanta e desperta todas as sensações. Do que supera as expectativas. Precisa ser mais do que ela consegue imaginar.

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Mandei embora os desprazeres, os desamores, as intenções que causam desconfianças. Não sou morada de dissabores. Afastei de mim as especulações, as contradições, as histórias mal contadas. Fui embora das prisões da mente. Fui embora para voltar a mim mesma. E não importa quantas despedidas eu tiver de acumular e quantas partidas vou somar para o meu próprio bem haver. Tem horas que é só assim para a vida dar certo, sabendo se desfazer. Borboletas não são feitas para ficarem sempre habitando um casulo.

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Celebro meus sons, especialmente o do riso. As imagens, independente de seus contrastes. Celebro a minha mania linda de livre viver e as ideias de quem eu sou e de quem eu quero ser. Celebro as realizações que tive (e as utopias também).

Inserida por alinediedrich

Sou do tipo que deixa as borboletas e os pássaros livres. Seria uma grande contradição tentar prendê-los, quando prezo pela minha própria liberdade e pela capacidade de alçar novos voos.

Inserida por alinediedrich

Ela é do tipo que guarda as moedas até quando realmente valer apostar. Ela não mergulha em águas pouco profundas e calmas, só onde pode afundar. Ela entende o valor dos espinhos que escondem a verdadeira beleza da flor - e de seu interior. Ela zera toda vez que precisa ajustar os ponteiros pra voltar a andar e escalar. Ela conta os segundos pra derrubar as paredes e pintar as memórias de outra cor. Ela não tem interesse, de jeito nenhum, pelas coisas óbvias, convenientes ou malas fáceis de carregar, porque a vida é de quem sabe arriscar. Ela nem teme seguir adiante, tomar outros rumos, outra direção, enfrentar seus fantasmas, proteger seu leão. E no lugar em que menos se espera, baixa a guarda, fica de prontidão, pairando feito um balão. Pois ela sempre vai levando com uma dose exagerada de insensatez e outra de razão. Em um mundo tão pequeno, ela é a dona de toda grandeza, a alteza de sua própria imensidão.

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