Aline eu te Amo
Vida sem trava língua. Vida para evoluir com os erros, desacertos, desconcertos... Para ser aproveitada. Vida de eterno recomeçar, porque nada melhor que o gosto e o cheiro do novo. Vida para ser rebeldia. Vida para ser bebida. Para ser embriagada e tragada.
Não tenho vergonha de mostrar meu lado não-bom, meu lado triste, meu lado desesperado, desamparado. Não preciso nem sempre mostrar, nem sempre recolher. Nem quando feliz, nem quando não saber, não poder mais. Precisa-se de um equilibrio. Eu não tenho medo de cantar minha felicidade, por isso, não abafo minha tristeza.
De que são feitos os sonhos?
Hoje acordei achando que estava dentro de um sonho teu. Por quê? Será que você sonhou comigo também? Será que a gente pode entrar assim no sonho do outro? Sem bater na porta, sem pedir licença? O que será que se passa dentro de você? O que será que acontece aqui dentro de mim? Sinto como se eu estivesse repetindo palavras buscando um jeito de traduzir o meu interior. Talvez o silêncio explique a bagunça que me preenche. Ou talvez seja necessário criar palavras. Talvez, ainda, fosse necessário apagar memórias para que desse jeito teu rosto não me apareça mais na mente. Nem teus olhos, orelhas, sobrancelhas, boca, nariz, pescoço, costas, barriga, tudo. Nem teus sinais e essas coisas que me aparecem repentinamente e eu acho que podem significar qualquer coisa. Nunca sei. Tem como saber? E se for nada? Mas e se for tudo? Quase enlouqueço. Meu subconsciente vê teu nome sempre e em todo lugar. O que faço? Queria que cada vez que eu escrevesse teu nome tuas aparições diminuíssem em minha cabeça. Eu dançava, tu me olhavas. De longe, nossos olhos estavam juntos. E nossos corações? Me abraçavas. As palavras sumiam. Onde mais eu buscaria palavras quando todas me desapareceram em plena madrugada? Por que as músicas são mais tuas do que dos próprios autores? Por que mal consigo escutá-las? Nunca mais darei Chico, Caetano, Otto, Beatles ou qualquer outro para ninguém.
Momento de lucidez: é minha cama agora, onde está você?
Por que eu chorava? Por que tu calaste? Ainda é sonho? Onde terminou esse devaneio? Era meu ou era teu?
A gente parece filme quase queimado, negativo de foto que esqueceram de revelar.
Há pouco tempo estive em um mar de abismos. Cercada por estratégias que falharam. Dentre tantas e outras coisas eu tive que superar meus medos e confrontá-los. Mesmo minha vontade sendo voltar pra cama e fingir que é tudo um sonho, ou melhor, um pesadelo. Mas o melhor de termos problemas, é que uma hora ou outra teremos que encará-los, e mesmo que a moleza chegue antes de as coisas acontecerem, a gente aprende por pressão a ser forte.
É que na verdade, tudo é muito mais complicado do que parece. Expor sentimentos não é o meu hobby e se você quer saber, eu nunca senti a necessidade de expor eles também. Mas dentro de um tempo, as coisas se complicam, ficam difíceis, e o que dava pra suportar passa a ser angustiante. Quero uma maneira pra inserir teu nome nessa história. Perda talvez. Tenho medo de te perder e ficar apenas com as lembranças em minha mente. Eu não suportaria a dor de viver com tua ausência. Seria muito para mim. Viver se resumiria apenas em existir. Por algum momento eu abro os olhos na esperança de te ver na minha frente, e ouvir tuas palavras aconchegando-me de que vai ficar. Mas sei que isso não passa de uma imaginação, fértil talvez. Mas por enquanto que as coisas não caminham ao meu favor, eu fecho os olhos e te imagino no meu caminho pelo resto dos meus outonos.
Quando vi aquele sorriso perfeito, mesmo com seus erros, meus olhos se encheram de brilho de um modo tão diferente quando comparado aos outros. Tinha uma expressão única. Eu observava cada detalhe seu, desde o modo de abrir a boca até os cantos se fecharem aos pouquinhos. Talvez esse fosse o maior motivo pra continuar a insistir em você. Digo, quem resistiria a um sorriso daqueles?
Ergui castelos, gastei areia
Cheguei em casa
A meia-noite e meia
De lua cheia
Dancei no asfalto
Roubei as flores que nasceram no planalto
Mas quem foi que disse que eu não tinha intenção de incomodar?
Imediatista
Quero hoje e agora. Quero pra ontem. Amanhã não sei – nem sei quem sabe. Não deixe para trás a minha bagunça: queira me arrumar. Queira reparar os erros, juntar meus pedaços, cantar uma música para mim. Ou suma de uma vez, você que sabe, mas decida logo. Eu tenho vontade de seguir, mas acabo ficando. Fico esperando que tanta coincidência dê em algum lugar, que me dê ao menos uma resposta das tantas outras que me faltaram. Eu quero passar, quero ir. Quero parar de ter tanta contradição assim dentro de mim. Mas o que faço com você? Quero o sim, mas também quero o não. Quem quiser que se atreva a me entender.
Coração na mão, quase caindo.
Depois pode ser tarde demais: não me perca.
O grande problema dos relacionamentos é a generalização: Os homens estão cada dia mais acostumados a tratar mulheres como números, e as mulheres, por sua vez, os tratam como verdadeiros objetos
