Aline eu te Amo
Fui traída e ele foi ingrato comigo. Eles que sempre esperam eu falar de amor. Agora não dá pois não há nada de legal e bonito nisso daí. Eu só escrevo sobre o amor lembram ? .
E vocês pensando que eu sofria quando escrevia sobre o amor...a traição nos impede de falar de coisas lindas como o amor. ..não há nada de inspirador nisso aí. ..............
Meu amor eu tenho muito uma coisa comigo que Deus nunca dá um fardo maior do que podemos suportar
Então meu amor tudo que está acontecendo tem um propósito, sim tem um porque . Mas isso tudo só vamos saber depois, bem lá na frente vamos rir de algumas coisas ou até mesmo chorar com a certeza é o alívio de que tudo aconteceu porque tinha que acontecer.
Não é à toa que eu vim até aqui. Venci todos os obstáculos do caminho. Bati na sua porta como quem não quer nada e com o meu sorriso imbecil e singular estampado na cara. Olhei para essa sua expressão de bobo, esses seus olhos perturbados e admirei a sua vontade de falar o que guarda no peito - e até umas velhas conhecidas malícias -, como quem se fascina com uma obra de arte. Apenas o empurrei para dentro da casa que, por si só, já é o seu caos, e ri. Eu vim para falar.
Não do plural. Não das coisas que fizemos outro dia. Nem de quando o vi pela primeira vez distribuindo clichês e se mostrando em danças estúpidas. Não de nós dois. Sou excêntrica por natureza, você me conhece. Tão bem e tão irracional que parece querer ser uma parte de mim.
Saiba, porém, que não tenho desenhado em minha mente as ilusões. Mas constantemente transformo a carga pesada que é a realidade em duas situações mais fáceis de levar. A primeira, amor, é garra e gana por lutar. A segunda, é saber reconhecer todas as belezas que existem por trás do concreto dos prédios e dos sons que essa gente costuma propagar.
Aqui, escancarada entre as paredes mal pintadas do seu lar, eu não tenho perguntas. Estou farta de todas elas com as respostas primitivas. Eu trouxe a mim mesma, apenas. Com os meus pensamentos embriagados, minha boca seca e a respiração ofegante. Trouxe a sujeira da rua, o resquício da tempestade lá de fora e do temporal que costumo fazer aqui dentro. Trouxe a minha loucura, mas abandonei os fantasmas, os fragmentos do passado que parecem com as tralhas obsoletas que querem enfeitar a sua sala. E, trouxe a admirável e eterna baderna que é a minha alma. Assim, admito, veio junto toda a desorganização, porque não suporto esses seus discos e livros guardados por formatos e cores elevando mais uma das suas manias.
É, amor, eu trouxe a certeza de que não quero mais tempos cinzentos. Feche a porta, portanto, e deixe a chuva lavar e o vento arrastar o que não nos serve mais.
Secretamente, ela pedia sempre: que eu tenha agora o meu melhor momento! E, discretamente, ela seguia em frente, mantendo a vida em seu movimento...
Alimento minha alma com sonhos
Se eu deixar de sonhar,
não serei mais nada
Morrerei na estrada
Alimento minha alma com amor
Se ao amor renunciar...
Serei vazio, serei dor
Uma flor a murchar!
E o que eu gosto é porque eu gosto e não devo tentar compreender a razão. A vida é
dar asas para quem aprende que a emoção é a liberdade de saber voar.
Eu não quis falar, não quis lembrar, não queria, não tava a fim! Queria ficar na minha, mais sozinha do que nunca. Talvez quisesse dar um grito dentro do guarda-roupas isso de alguma forma me fazia bem, quem sabe pôr a cabeça no travesseiro, colocar meus velhos fones e ouvir minha playlist de fossa no maior volume possível, mas não tinha certeza se era bem isso que eu queria. Na verdade ainda não sei o que eu queria, o que eu sentia, o que eu temia; só sei que tinha algo, incomodava, chateava, me irritava! Mas como vou brigar contra uma coisa que não sabia definir o que era? Daí, minha cabeça girava 180 graus, os pensamentos voavam, o coração, esse aí coitado já não sabia mais o que sentia! Não era amor, não era TPM, não era alegria, não era carência. Os “sintomas” eram indefinidos, tanto quanto eu. Era aquela coisa sei lá o que! Preferi “denominar” de cansaço. É eu estava psicológica e emocionalmente cansada! A beira de um ataque de nervos, aturando tudo, equilibrando um mundo na minha cabeça, sem ninguém pra me segurar.
EU:
redundante, tautológica, pleonástica
repetidarepetidarepetida
excessiva em inúteis repetições:
mesmas memórias,
mesmos ciclos,
vai-e-volta
perissológica
e sem lógica nenhuma
Conselho calado
olha, menino,
eu se fosse tu,
tomava cuidado com essa mulher
tu brinca de mergulhar nos olhos castanhos e pequenos dela,
como se nunca fosse se afogar
tu brinca de achar graça nos rodeios que ela te dá,
como se não quisesse ir direto ao ponto
tu brinca de deitar no chão e deixar ela passar por cima,
como se nada te machucasse
olha, menino, cuidado,
que mulheres,
principalmente dessas geminianas,
são indecifráveis demais
tu não devia deixar essa menina
brincar com teu coração,
que isso é dessas coisas quebradiças demais
olha, eu se fosse tu,
tomava cuidado com essa menina-mulher-em-construção
porque de coração quebrado, menino,
a gente já guarda caco demais
