Aline eu te Amo
A verdade é que quando você volta, eu mando você ir embora de novo. E quando você vai embora, eu quero que você volte mais uma vez.
E no meio de tanta confusão, eu só quero cuidar de mim. Quero pode mexer em caixas velhas com lembranças que não vão me machucar mais, ou até vão, mas eu quero fazer isso sozinha. Quero não precisar mostrar todas as minhas qualidades e defeitos de novo, e depois, agir como se esperasse o fim antes mesmo do começo. Não quero ajuda, não quero consolo, não quero mais ninguém. Eu só quero ser dona dos meus próprios passos e dar satisfações apenas pro meu destino. Em um mundo onde o amor é descrito com temores e dor, só resta a esperança.
“Tenho tpm assumida. Tenho mau-humor assumido e avisado. De vez em quando eu sumo. Não atendo telefonemas, digo que não estou pra ninguém, não costumo falar sem vontade. Sou muito cheia das vontades, movida a vontades, além de ter uma obrigação com a verdade (por mais que machuque). Falo sem pensar. Falo pensando, só não falo dormindo. Converso comigo e falo sozinha. Dou sorriso à toa. Falo palavras à toa. Não sou fresca e sento no chão cheio de poeira. Sou fresca e não como pimentão. Adoro amar e tenho medo dos efeitos colaterais do amor. Sou montanha-russa, caos, tormenta, confusão.”
Muitas vezes eu também já me perguntei se adianta a gente se empenhar para abrir o coração num tempo de tantos corações rigidamente trancados, em que o medo parece dar as cartas e descartar possibilidades de troca, espontaneidade e amor.
Houve instantes em que duvidei e me questionei se não seria mais seguro, mais tranquilo, mais fácil, tentar interromper o fluxo e fechar o meu coração de novo. No máximo, deixar apenas uma fresta aberta por onde espiar a vida de longe.
Embora não seja necessariamente mais seguro, mais tranquilo, muito menos mais fácil, continuo sentindo que é bem mais leve, alegre e desapertado viver com o coração mais aberto. Sobretudo, para nós mesmos. Ainda que às vezes a gente sinta estar na contramão. Ainda que às vezes esse nos pareça ser um movimento solitário.
No mínimo, corre mais vento.
Você não sabe quem sou eu quando ninguém está por perto, então não me julgue quando me vir na multidão!
Se os opostos se atraem eu não sei
Prefiro simplesmente dizer
Que eu não consigo entender
Como eu posso gostar de você
Senhor,
Eu Te peço o dom da humildade.
Eu não quero ser arrogante, não quero ser maior do que os meus irmãos.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero me lembrar sempre de que sou pó e ao pó haverei de voltar.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero servir com amor sem esperar nada em troca.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero viver cada dia lembrando-me de Teus ensinamentos.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero cuidar e permitir que cuidem de mim sem nenhuma arrogância.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero ser um servidor.
Eu Te peço o dom da humildade.
Amém.
Amor é quando você olha pro seu ex e pensa, "Como eu pude perder meu tempo com isso?". Amor próprio.
Vou passar a eternidade me perguntando se você sabia que eu estava encantada em conhecê-lo.
Desculpa se eu te machuquei, eu estava tão machucada que eu não consegui ver o quanto você era melhor que os outros, eu cheguei sem medo e sem coração, você me ensinou a ter medo e devolveu meu coração, em troca eu dei toda a minha solidão, sei que não mereço seu perdão, mas me entrego em suas mãos, pode sacrificar meu coração.
Eu andei procurando até reencontrar esse pedaço. Esse rio que corre em 3 córregos. E permeia margens tão diferentes que acabam refletindo anseios mútuos. São os opostos que convergem nessa vida!
Você quer a verdade? Ok, então lá vai.
Eu estou cansada de acreditar nas pessoas e depois ela simplesmente me decepcionarem. Não consigo me acostumar com essa rotina, cara.
Essência
Eu queria mergulhar em um poço de palavras inexistentes, um universo onde cada termo fosse moldado exatamente para carregar o peso e a leveza dos meus sentimentos. Palavras que se encaixassem perfeitamente, ocupando todos os espaços vazios da comunicação, como água preenchendo cada canto de uma fenda.
Sonho com letras que não apenas descrevam, mas respirem — que tragam no sopro de cada sílaba a essência do que sou e sinto. Que falem de coração para coração, sem deixar margem para dúvida, sem arestas que cortem a compreensão.
Que cada palavra escolhida seja um reflexo límpido de um pensamento decifrado. Que cada frase construída seja uma ponte direta para a alma. E, acima de tudo, que esse mergulho profundo permita um amor compartilhado, onde nada precise ser dito além do que já foi perfeitamente sentido.
E se por um acaso eu sumir.
Eu estarei bem.
Só darei uma pausa no meu
cotidiano tóxico.
E me esconderei em meio aos
meus pensamentos.
Eu ficarei bem.
Assim espero eu.
E, de repente, eu senti a leveza de me interessar por outro alguém. Sem passado pesando, sem presente passando despercebido. Fiquei feliz, não em começar uma possível nova história, nem em, quem sabe dessa vez, acertar. Não tava surtando e planejando um futuro lindo, com filhos correndo pela casa e cachorro no quintal, com o cara que eu mal conheço. Nada de planos bonitos, que sempre acabam rasgados pelo chão. Era um interesse simples, era pele, olhos nos olhos, arrepio, nada demais. O que me fazia sorrir de canto a canto era eu estar andando na direção de um outro alguém, sem me sentir acorrentada a nada e a mais ninguém. Sem nenhuma expectativa e nenhuma obrigação. Não tava ali pra adormecer minha dor por umas horas, não tava distraindo minha saudade. Tava ali e só, ficando bem, sem forçar. O ponto não era o novo cara, entende? Era meu reabrir de asas. Revoei.
