Aline eu te Amo
Eu posso ser tudo;
Menos o que você quer;
Gritando ou mudo;
Sei que te incomodo mulher.
Não quero seu mundo;
Nem serei um qualquer;
Bem lá no fundo;
Espero apenas o que vier.
Em você eu pude ver;
A fantasia de uma realidade;
E não posso crer;
Que pode acabar em saudade.
Quero de você um abrigo;
Sou seu amigo;
Tenho dor;
Tenho amor...
Se é necessário suplicar;
Ou fazer o que for;
Só quero te amar;
E ter o seu amor.
Pare de fugir de mim;
Deixa eu te fazer feliz;
Escrevermos uma história sem fim;
O que você me diz?
Sou você;
Mas não quer ver;
Um mundo pra nós;
Mesmo à sós;
Vou sempre crer;
Soltar minha voz.
Um momento nosso.
Estar você e eu... Um par...
... Você e eu... Ímpar;
O gostar é amar... Sem falar;
Apenas estar... O tempo não vai parar.
Tem cor... Vigor... Suave pétala de flor;
Esse amor... Brinca com nosso pudor...
... Sem se opor... Calor;
É vontade... Depois saudade;
O tempo é pura crueldade... Sobriedade...
... Felicidade...
Na simplicidade da verdade... Reciprocidade.
Ainda calados... Enamorados;
Amados... Afagados... Transbordados;
Fardos são pesados... Nós nossos passados... Ilhados.
Sonhamos... Sem enganos;
Nos minimamos...
Apenas falamos... Você e eu nos amamos...
... Todos os segundos que passamos.
Como nada é realmente definitivo na vida, eu foco minha energia no agora, talvez assim seja feita a minha melhor versão do viver.
Me enoja a cultura do que eu quero não é o que quero e sim o que os outros querem, cria um ciclo de que todos querem pelo outros não por si e ninguém tem o que realmente quer.
Em teus olhos meus
Nos seus olhos eu posso ver, sim eu vejo;
Sonhos e anseios, realidades e desejos;
Vejo tua angustia nos limites que a vida ensina;
Mas também vejo vivas as tuas fantasias de menina.
Do príncipe encantado, ao homem hoje amado;
Do imenso castelo, ao quarto pequeno, mas belo;
Nada mudou, a não ser o teu olhar, eu posso ver;
Não é mais o que você tem, mas o que deixou de querer;
Mordera a maçã envenenada da bruxa chamada vida;
E não achas o príncipe que com um beijo lhe cure a ferida.
Do momento que esqueceu de como sonhar...
Ao momento que acordou.
Do momento que voltou a deitar...
Ao momento que não mais sonhou.
Quando eu estiver de cabeça baixa, entenda, não estou sentindo o peso da batalha, estou orando, buscando minha vitória!
Não, eu não lhe quero, eu não quero você
Não por um só dia, não por um simples prazer
Te quero pra vida toda, eu quero te ver crescer
Eu quero te cuidar nos detalhes, não, eu não te quero, mas quero amar você....
Uma noite só iria me deixar mais apaixonado, por alguém que me enlouquece por não estar do meu lado. Talvez você só não me queira, e isso não te faz culpado, culpado sou eu por acreditar, que o amor é dos apaixonados....
Dizem que o fator tempo tem grande valia na jornada do viver, e eu dedico-me ao máximo das 24 horas do dia para empreender e sinto que isto é vida.
Eu sou o tempo, e tudo em mim se manifesta.
Sou tudo que você precisa, sou cada instante que te rodeia
Sou tudo que muitos queriam ter, e também sou a sobra desperdiçada.
Sou a criança que acabou de nascer.
O adolescente que se apaixonou pela primeira vez.
O adulto que seus sonhos realizou.
E o ancião que no leito de sua morte, olhou cada minuto do ponteiro do relógio.
Eu sou a certeza que tudo é passageiro.
Sou precioso para quilo que não é eterno, e eterno para aquilo que é preciso.
Eu me sentia indisposta, mas não era de rejeitar serviços.
Atendimento agendado para o sábado, tínhamos que viajar, a professora e no momento minha cliente, tinha casa em outra cidade.
No caminho todas as conversas possíveis, eu sempre atenta a ouvir e aprender, e blá-blá-blá...
Lá pelas tantas... Silêncio absoluto! (e sequer um "aham"... eu dizia)
A professora fez uma pergunta:
– Jô, você está direitinha?
– Não professora! – proferi quase em agonia. – Estou mal, tenho calafrios.
– O que posso fazer para ajuda-lá?
A viagem ainda era longa...
Dos dois lados da estrada canavais, lá ao longe se avistava uma casa... dois agricultores do lado de fora...
A professora desceu do carro...
Perguntou se a dona da casa estava.
Um resmungo e um aceno de cabeça afirmavam que sim...
Da porta da frente se avistava o quintal, vindo em nossa direção aquela senhora simpática... nos acolheu.
Uma curta cortina servia de porta, no lugar do chuveiro um pote com água e uma cuia.
Era ali que eu tinha que me aliviar do mal estar.
Muita agradecida pelo gesto de carinho...
E nossa viagem prosseguiu serena até o destino previsto.
(Contos que conto)
