Alguem que Voce Gosta te Chama de Irresponsavel

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⁠"O verdadeiro amor é como uma chama constante, que aquece sem queimar, ilumina sem ofuscar, e perdura além das estações."

Raphael Denizart

Os sonhos acendem a chama, a inspiração guia o caminho, e a dedicação transforma cada passo em talento — porque quem persiste não apenas sonha, constrói o próprio destino.

Sou vento, sou sombra, sou chama acesa,
sou o que fica e o que se desfaz,
um enigma que aprende com a própria incerteza
a ser inteiro…
Assim mesmo, encontro
Paz.

Topa tudo por dinheiro,
até engole o próprio nome,
vende a alma no varejo
e ainda chama isso de “fome”.
Finge valor, posa de digno,
mas negocia até o caráter,
no leilão sujo da vida
quem paga mais vira mestre.
Cortesia? Já morreu faz tempo,
foi enterrada sem velório,
hoje o respeito tem preço
e a verdade é só acessório.
Helaine machado

Sapinha
Me chama de sua sapinha…
mas cuidado com o nome que escolhe,
eu não pertenço — eu conduzo.
Sou o veneno doce
que você pede em silêncio,
o erro que você insiste em provar.
Exijo respeito
mesmo quando a pele grita,
porque o meu jogo
não aceita distração.
Eu me entrego…
só o suficiente pra te prender,
e recuo
quando você acha que venceu.
No meu toque mora o perigo,
no meu olhar, a sentença:
você não me tem —
você me deseja.
E é isso…
que tempera a nossa relação.
— Helaine Machado

O egoísta sempre te chama de egoísta por não fazer o que ele quer.

Tem quem escreva qualquer coisa e já se chama de autor,
repete o que os olhos veem, mas não conhece a dor.
Tolo é quem se acha forte só no falso parecer,
o poder não é achismo, é encarar e vencer.

Manhã desperta, sol à janela,
Teu sorriso me guia, vida bela.
Coração pulsa forte, chama singela,
Te quero bem, nessa aquarela.
Vem viver, alma donzela!
Assim, é o domingo sentimento que alegra
Em um curto descanso, deixa aberta a cancela
Amor vespertino... Manhã de aquarela;

O homem comum é refém das circunstâncias e chama sua covardia de destino. Eu domino a mim mesmo para subjugar o caos ao meu redor. Onde a hesitação alheia abre o abismo, minha atitude impõe a ordem e o comando imediato.

Sozinho, de oração em oração, a gente chama quem segura nosso chão.

A Lua e o Sol podem ir a todos os lugares do mundo.
A hora que quiser.
Isso se chama sorte...

A alma é uma chama que não pertence ao corpo, mas o habita como peregrino; cada dor é apenas o vento que a faz tremular, e cada alegria, o clarão que recorda sua origem no fogo divino que jamais se apaga.⁠

Cada sonho é uma chama que pede céu, mas arde primeiro no peito; e quem o segue descobre que não há triunfo sem ferida, nem voo que não nasça da promessa secreta da queda.

*Calma que Queima*

Eu vi.
Vi o sorriso torto que chama de apoio.
Vi a mão que aplaude na frente
e aponta por trás do espelho.

E sabe? Não vou gritar.
Gritar dá palco pra quem vive de mentira.
Minha revolta é silenciosa.
É tirar você da minha mesa sem fazer alarde.

Falsidade cansa.
Cansa porque gasta nossa fé à toa.
Cansa porque obriga a gente a duvidar
até de quem é verdade.

Então eu escolho a calma.
A calma de quem não deve explicação.
A calma de quem vira as costas
e segue com a consciência limpa.

Você pode até ganhar aplauso,
mas nunca vai ter paz.
E eu... eu durmo em paz.
Sem máscara. Sem teatro. Sem você.

Noite de Pouso

Abriu-se o leque de estrelas
Espetáculo do céu
A chama que aquece é da
vela que nos ilumina
Fogo que se incendeia

Duas taças na areia
Dois corações unidos
Sozinhos no paraíso
Num mesmo ritmo
Na sintonia do som

Acompanhados da paz
Que para um o outro traz

Netanyahu chama as atrocidades que cometeu em Gaza e no Líbano de neutralizações! Hipócrita genocida!⁠

Às vezes, aquilo que te chama de volta é justamente o que te impede de ir.⁠

Deus não nos chama apenas para molhar os pés na Sua presença, nem para viver ajoelhados apenas em momentos de necessidade, mas para um ponto onde já não andamos por nós mesmos, e sim somos conduzidos totalmente pelo fluir do Espírito.

Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?

Tudo se foi.

Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.

E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.

Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.

Não há mais alvorecer.

Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.

Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.

Tudo se foi.

E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.

Caem.

Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.

Assim também definha o meu ser.

Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.

Já não sou árvore.

Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.

E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.

Mas nada encontro.

Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.

Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.

E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.

Assim permaneço:

ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.

E talvez esta seja a mais cruel das mortes:

não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.

A gente tem chamado de "doença" aquilo que se chama "vida". A gente está medicando algo que é próprio da existência que é o sofrimento.


Viviane Mosé