Alguem que Voce Gosta te Chama de Irresponsavel
O romantismo começa quando a chama da vela no primeiro encontro é acesa;
O romantismo termina quando no final, a chama da paixão se apaga.
A Chama e o Fim
O medo de perder um ser...
O medo de, no escuro, desaparecer.
Sem o amor, a vida não tem sentido;
Ao perdê-la, desabo e recaio no abismo.
A luz que emana dela é o que me devolve o fôlego,
O meu único prazer.
Sem ela, já não encontro motivos para viver.
Sinto-me preso, sem asas para voar.
Ah, digam-me!
Eu quero ser livre!
Eu clamo pela liberdade!
Pequena chama que ainda arde em mim...
Por favor, não se apague!
Pois esse será o meu absoluto fim.
Este poema toca na ferida de qualquer relação longa: o desvanecimento da chama inicial e a transição da paixão avassaladora para o silêncio cotidiano. A metáfora dos "corpos celestes" é excelente, pois tira o amor do plano humano e o coloca na imensidão do cosmos, onde tudo é maior e mais trágico.
Aqui está a versão lapidada para elevar a intensidade e a melancolia do texto:
A Órbita do Desgaste
Será que a intensidade com que dois corpos celestes
colidem pela primeira vez
guarda a mesma força ao longo das eras?
O que acontece com a gravidade desse amor?
Ele se expande até o infinito ou se consome no vazio,
tornando-se menor com o passar do tempo?
Por que os diálogos se apagam?
Por que as palavras, que antes os mantinham em órbita,
agora são substituídas por um silêncio tão denso?
Onde foram parar os gestos, os presentes, os poemas,
o tempo que, insaciáveis, devoravam juntos?
Será que a chama ainda arde no núcleo desses astros,
ou restou apenas a cinza de uma estrela morta?
Como amar até o fim, sem se perder no caminho?
Como manter o brilho aceso,
até a última idade, onde finalmente os dois corpos celestes
não suportam mais a distância e, enfim, se apagam juntos?
Ciclo de Desperdício
Se o sopro do vento da vida se esvair,
Se a chama do desejo se extinguir,
Se o contorno da tua alma se dissolver,
Se até a lembrança de ti morrer —
Nada do que foi voltará a ser.
Como as ondas, condenadas a morrer na praia,
Num ciclo silencioso que alimenta outros seres,
Como as tartarugas que, do fim daquelas, fazem nascer possibilidades.
Mas isto não é sobre “uma porta que se fecha e outra que se abre”.
Essa frase é pequena demais para o que fere.
Isto é sobre o fim do que não deveria findar,
Sobre o que, injustamente, a força maior encerra.
Há começos que sequer respiram:
Morrem ainda na intenção.
A natureza cumpre seu rito —
Cruel, insensata, soberana —
E recorda que não há vontade acima da sua,
Onipotente em sua alma selvagem.
Não reclamo de sua franqueza.
Mas como ensinar um coração que nasceu para amar
A aceitar que, nesse decreto imperativo,
Reside também o impulso para sobreviver
Neste ambiente hostil
Que pune, substitui e não hesita?
Ainda assim, há uma misericórdia escondida na tragédia:
A dor do fracasso se dissolve com o próprio sujeito,
Que se torna apenas mais um elo da regra biológica,
E, ao desaparecer, abre espaço —
Como as ondas, como a vida —
Para que outro ser comece.
DRAL
Homens de Deus!!!
Varões de guerra, escolhidos desde o ventre.
Deus nos chama para nos posicionar, é tempo de Avivamento 🔥 🔥.
Ou você fica em oração 🛐 e interceda por aqueles que tomam frente na batalha ou você se prepare para ficar na primeira fileira da guerra.
Não há lugar para indecisão.
O PRECURSOR DA LUZ
Sob a voz que abriu os caminhos do Senhor,
São João ergueu a chama da Verdade clara;
Despertou consciências à luz que não se apaga,
E verteu sobre o mundo o alento do Amor.
Neste dia de luz, elevamos louvor
À firme retidão e à virtude que ampara,
Ao compromisso com a Justiça que prepara
O obreiro para a obra de maior valor.
Patrono da Maçonaria, inspire os obreiros
A lavrar, na pedra bruta, a retidão;
E a manter viva a chama no coração.
Que sigamos sua voz pelos sendeiros,
Erguendo, em cada vida, um templo à Razão,
Sob a Luz que conduz à perfeição.
O Cardápio e o Juízo
Por Marcio Melo
Adeus a este mundo que chama de normal
O ódio que impera sobre o sangue dos inocentes.
Eu não caibo aqui,
Pois prefiro o meu mundo interior,
Onde a música e a poesia dançam abraçadas,
E a primavera não morre nunca.
Mas todo dia o cardápio é servido:
Mulheres, crianças, homens,
Partes colhidas das guerras, da fome, da miséria,
Montadas com sofisticação
Pra o mundo comer sem culpa.
Então eu acredito em Deus de novo.
Não por medo,
Mas por esperança.
Porque haverá um tribunal divino,
Um juízo final
Que há de consertar o que quebramos.
A natureza, as espécies,
Toda a criação profanada.
E nesse dia, salvos ou não,
Quem destruiu será queimado como palha seca,
Pulverizado da existência.
Porque justiça sem conserto não é justiça.
Até lá, eu fico no meu mundo.
Até lá, eu escrevo.
Porque alguém precisa dizer
Que o banquete da crueldade
Um dia acaba.
Ela me chama de anjo. Mas quem brilha com auréola é ela. Eu apenas recebo o brilho e reflito. Ela diz que me adora, e eu a adoro de volta. Não há cálculo nessa conta apenas a certeza de que o afeto que se dá e se recebe na mesma medida é o único que realmente sustenta. Ser mimado por ela é uma espécie de aprendizado: a de que posso ser frágil, posso ser cuidado, posso ser o centro de um afeto que não exige que eu seja perfeito. E nesse aprendizado, descubro que anjo não precisa de asas. Às vezes, basta ser visto com olhos que te elevam.
No limite da chama esquecida,
um ponto atravessa o que restou.
Pequeno demais para a queda da vida,
longe demais de tudo que queimou.
Vilma Martins
Quem te habita?
Quem são os nomes que você chama quando a noite pesa?
Quem são as presenças que fazem sentido, que ficam?
Quem te enche o peito de amor sem pedir nada em troca?Com quem você pode tirar a armadura e ser só você?Com quem o silêncio é casa, e não guerra?
Quem te conhece por dentro?
Não a versão que você ensaia, não o que você poliu pra parecer ideal, correto, interessante...Mas o que você esconde até de si.
Com quem o seu tempo vira tesouro e não conta?
Porque quando a gente para pra olhar,
descobre: tem valor perdido pra resgatar.Tem gente que precisa chegar mais perto.E tem gente que precisa ir embora.
Tem os que dizem “conte comigo” com a boca cheia de contrato e o coração vazio de presença.
Amigo não se vende.
Amigo se reconhece.
_Jane Silva
27/06/2026
Viverei a chama que arde
No despontar da esperança,
E velarei o divino amor
No esplendor da aliança!
Que queime com intensa porfia
Enquanto a vida avança!
E viverei a chama que arde
No despontar da esperança!
Ao calor dessa bonança,
Desfrutarei o fim da tarde
Com a serena chama
Que outra vez me invade;
E no despontar da esperança,
Viverei a chama que arde!
O "medo" de ser cancelado, se chama covardia. A pessoa se adapta tanto ao que os outros querem ouvir, que nem se lembra mais no que acredita.
“Na chama do fósforo, o escuro treme — e aprendemos que até a menor luz pode revelar medos que ignoramos.”
"O frango assado não ganha o seu valor no estalo da primeira chama, mas na constância do calor que doura a pele; quem não aguenta o tempo do fogo serve o prato cru na mesa da vida."
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