Alguem que Voce Gosta te Chama de Irresponsavel

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O tempo, esse químico invisível, que dissolve, compõe, extrai e transforma todas as substancias morais.

Machado de Assis
Iaiá Garcia

Acaso

No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.

A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.

Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.

Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!

Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?

Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...

Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

Ó meu Jesus, lutarei por vosso amor
até a noite da minha vida.

"Nem todos os sonhadores realizam seus sonhos, mas todos os realizadores sonham. Eles energizam seus sonhos com ação. A felicidade acontece para aqueles que sonham seus sonhos e fazem exatamente o que é necessário para que eles se tornem realidade."

Paris, outono de 73
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe em vários tons azuis
No espelho em frente eu sou mais um freguês
Um homem que já foi feliz, talvez
E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor
Saudades, certamente, de algum grande amor

Mas ao vê-lo assim tão triste e só
Sou eu que estou chorando
Lágrimas iguais
E, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando
Nem sei... nem lembro mais

O mundo tem o direito de exigir de mim a dignidade da mulher; e esta ninguém melhor que o senhor sabe como a respeito. Quanto a meu amor não devo contas senão a Deus que me deu uma alma, e ao senhor a quem a entreguei.

Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos Impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da Terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, – flagelos e delícias, – desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo.

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

A timidez é a elegância sufocada.

Nada existe desprezado no amor de Deus, que espera de nós a compreensão, e ainda nos dá meios de compreender. Vede a bondade de Deus na eternidade!

Pensar faz mal as emoções.

"Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar."

General João Batista Figueiredo

Tempo
[Egocentrismo Social]

Durante nossa vida passamos por certos momentos inevitáveis...Alguns bons, outros ruins, mas todos com o mesmo propósito: aprender algo. Durante nossa vida conhecemos vários tipos de pessoas: as boas, as más, as que nos fazem sofrer, as que nos trazem alegria, as que você não pode confiar, as que você ama, infinitos tipos de pessoas.

Às vezes a vida nos faz passar por momentos tão estranhos! Às vezes temos que ouvir palavras que não merecemos...às vezes as pessoas de quem a gente gosta nos fazem sofrer...e isso é tão incompreensível!
Se todos medissem as palavras ditas, viveríamos em um mundo mais cheio de paz e respeito, um mundo em que não existiria dor, raiva, injustiça, traição e preconceito. E não adianta sonhar com um mundo melhor, pois a realidade está estampada em nosso rosto.
Nem sempre a prioridade que damos as pessoas é a mesma que nos é dada, não se pode pedir isso...tem que ser concedido com o tempo, tem que vir do coração, e caso não venha, significa que não é o momento exato...momento esse de perfeição.

[Mais do mesmo]

Todavia, sentar e chorar não resolverá os problemas. É preciso tempo. Muito tempo! E paciência. Quem está com raiva tem o direito de estar com raiva. No entanto, não tem o direito de ser cruel. Infelizmente "os homens ofendem mais ao que amam do que ao que temem". A verdade é: quando precisamos de defesa, sempre vem alguém e nos ataca.

Devemos nos colocar em primeiro lugar, não por sermos egoístas, mas por amor-próprio. Às vezes mudanças são necessárias. Conforme vivemos, crescemos e nossas idéias mudam, nossa vida deve mudar. Enfim, pode-se mudar ou continuar o mesmo. Pode-se fazer o melhor ou o pior. Tente sempre fazer o melhor. Cada escolha, uma conseqüência. E a nossa força cresce da nossa fraqueza.

As únicas pessoas normais são aquelas que não conhecemos muito bem. Tente entendê-las antes de julgá-las. Prioridade é prioridade. Opção é opção! É inevitável ser magoado mais de uma vez, mas lembre-se que “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”. Quem ama não faz chorar, e se for será de alegria. Quem se importa estará sempre lá. Quem não se importa sempre encontrará alguma desculpa.

Depois de errar muito aprendemos a dar valor naqueles que valem a pena, naqueles que devem permanecer na nossa vida pra sempre e naqueles que nunca deveriam ter entrado nela. Com o passar do tempo entendemos o significado de “amor verdadeiro é incondicional”. Aprendemos que os opostos não se atraem. Começamos a defender os poucos. A ignorar os tolos. Ficar do lado de quem precisa. E gostar de quem sente o mesmo por nós. Só é preciso dar tempo ao tempo. Ser paciente. Saber esperar.

[Egocentrismo Social]

Mais do que nunca é preciso acreditar! Acreditar que a vida pode melhorar. Acreditar que os sonhos podem se tornar realidade. Acreditar que um dia o sofrimento será substituído pelo amor. Acreditar que o silêncio será o suficiente. Acreditar que nada é para sempre. Acreditar que quem lhe ofende um dia pedirá desculpas. Acreditar que aprenderemos com todos os erros. Acreditar que o tempo cura tudo.



“O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa”. (Bella - Lua Nova)

Somos responsáveis pelas condutas pessoais que causam impactos na vida profissional. A ética não é temporária, é linear.

O tempo é como uma ponte, posto que nos permite fazer a travessia para o outro lado, percorrer novas estradas, buscar novos horizontes, talvez esse tempo nos permita voltar, talvez jamais voltemos, mas o certo é que se tivermos medo da travessia, acabamos morrendo sem saber o que tem do outro lado...

A maior loucura que um homem pode fazer nesta vida é se deixar morrer.

Ninguém me Habita

Ninguém me habita. A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita. Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.

Ironia

Como é irônica a vida
Como é entranho viver
Tive que novamente amar
Para um antigo amor esquecer
Busquei refugio em outro alguém
E depois de você
Já não vejo mais ninguém...
Você surgiu e me encantou
Seu sorriso doce e angelical
Em pouco tempo me enfeitiçou
Seu jeito irreverente e meio moleque
Fez de você alguém especial
De quem ninguém nunca se esquece

Você me fez sentir um amor sincero e puro
Ao seu lado, sinto que o mundo é um lugar seguro.
Você é minha fortaleza
Seu amor é minha maior riqueza
Você é real, você é meu amado.
Por voe senti um amor inesperado
Não posso mais negar
Não tem como deixar de ser
Jamais poderei viver
Sem ao meu lado ter você

Nós só temos o direito de esperar pelo impossível depois de termos feito tudo o que nos foi possível.

Tu é feito flor de cerejeira, simples, delicado, com um significado imenso. Me enche os olhos de alegria, me trás paz.

1 As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;

2 E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

(Os Lusíadas canto primeiro - 1 e 2)

Luís de Camões
Os Lusíadas