Alguém que Já Morreu

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✍🏻SER é a plenitude do Existir, o vir a Ser é angústia infinita.
Já Somos desde o primeiro momento da fecundação. Fiat Lux!

Aprendendo regular dopamina




Menina nascida na cidade do barulho, já com a vida cercada de muros.
Recebida não com colo, mas com sentença.
Chamaram-na excesso antes de ser presença.
Aprendeu cedo que amor, em certas casas, é moeda rara e grito frequente.


Cresceu calibrando o próprio pulso pelo humor de quem deveria cuidar e dar o exemplo,
lendo o clima como quem estuda tempestades para sobreviver.
Hiperalerta.
Hiperativa.
Hiperconsciente.


O sistema nervoso virou quartel.
O coração, radar.


Enquanto era chamada de vários nomes que podem ferir,
ela decifrava o mundo pela tela azul da madrugada,
internet discada como portal secreto,
ICQ piscando como farol de outro continente,
músicas baixadas em silêncio,
fitas gravadas como quem arquiva provas de que existe beleza.


Trancada, mas não pequena.
Sozinha, mas não vazia.


Ela estudava pessoas como quem estuda maré.
Observava. Comparava. Não engolia narrativas prontas.
Sua mente nunca coube em moldura doméstica.


Quando o portão abria,
virava oceano.
Skate no asfalto,
corrida na areia,
prancha rasgando a água,
dopamina como milagre bioquímico,
liberdade como direito ancestral.


O mar não gritava com ela.
O mar respondia.


Ali descobriu irmandade feminina,
descobriu biologia como idioma do planeta,
descobriu que justiça não é conceito e sim
instinto.


Desde criança defendia quem nem gostava,
porque desigualdade lhe doía na carne.
Onça quando preciso.
Silêncio quando estratégico.
Memória absoluta quando traída.


Ela não guarda ódio.
Ela arquiva.


Inteligente o bastante para liderar,
sensível o bastante para sentir antes de acontecer.
Sonhos lúcidos, pressentimentos,
um tipo de percepção que não cabe em manual clínico
nem em catecismo.


Chamaram-na intensa.
Era apenas desperta.


Confiou demais,
porque quem ama com verdade não imagina cálculo alheio.
Teve ideias roubadas,
amizades rasgadas,
lealdades quebradas.


E mesmo assim continuou oferecendo água num mundo que vende sede.


Há nela uma dualidade quase mitológica:
a menina que sobreviveu à casa em guerra
e a mulher que escolheu proteger águas e florestas.
Trauma e missão dividindo o mesmo corpo.


Ela se trata.
Regula a dopamina.
Aprende a dialogar com o próprio sistema nervoso como quem domestica um cavalo ferido sem quebrar sua força.


Não precisa mais viver em modo incêndio.
Pode viver em modo construção.


Às vezes o passado aciona alarmes invisíveis
e a tristeza senta ao lado.
Mas agora ela sabe nomear o que sente
e nomear é poder.


Há quem diga que ela carrega memórias de outras eras,
que já andou por sombras antigas
e retorna vida após vida tentando equilibrar a balança.
Talvez mito.
Talvez metáfora.
Talvez apenas a forma poética de explicar
por que alguém tão jovem carrega tanta responsabilidade.


Ela é virgem na análise,
áries no impulso,
escorpião na emoção,
tigre na defesa,
oceano na profundidade.


É abrigo para segredos.
É ombro firme.
É aquela que chega quando todos vão embora.


E, paradoxalmente,
ainda se pergunta por que foi rejeitada no início.


A resposta não está nela.
Nunca esteve.


Ela nasceu inteira demais
para caber em lugares rasos e pequenos.


Agora caminha com o aperto no peito de quem enxerga o mundo ruir, a
geopolítica em combustão,
a natureza saqueada,
os heróis sociais e ambientais tombando pela missão,
e mesmo assim escolhe plantar.


Porque há pessoas que vieram para consumir.
E há as que vieram para criar e cuidar.


Ela não é ingênua.
Ela é deliberadamente boa.


E isso exige mais coragem
do que qualquer guerra.

Acho que já posso escrever um livro sobre você. Um simples “oiii” mudou tudo: meus pensamentos, meus caminhos e até o jeito de sentir. Em apenas sete dias, você atravessou estados, derrubou barreiras e fez meu coração bater como se já te conhecesse há vidas. Ainda não sei seu cheiro nem o gosto dos seus beijos, mas sei que é você quem mora nos meus pensamentos. Goiânia nunca pareceu tão perto de Minas Gerais.

Ela já foi tanta coisa na minha vida: ficante, namorada, esposa, mulher… mas tem um papel que nunca vai acabar: mãe dos meus filhos, ontem, hoje e sempre. Por esse laço que nada nem ninguém pode desfazer, ela merece respeito, proteção e carinho para o resto da vida.

⁠Já me decepcionei com gente.
Me coloquei na defesa.
Me decepcionei comigo mesma tentando me defender.
Quero paz.
Excluí expectativas sobre gente.
Posso parecer desatenta e desinteressada, mas, esta é a melhor estratégia.
Poupa a energia que preciso gastar no que verdadeiramente importa.
Só espero em Deus e, em mais de ninguém.
Aprendi tarde, na maturidade, pós formatura na escola da vida.
E, está tudo bem.
Agora, não dói mais.

Dizem que a Terra já esteve na condição de um Planeta-Paraíso, mas pelo que constamos em nosso dia a dia, isto esta muito longe da verdade, mas talvez algum dia muito lá na frente chegue nessa classe e categoria de Orbe, porém depende exclusivamente de cada um de nós habitantes desse Globo Terrestre.

Sobre ficar, quando é hora de ir…

Quantas vezes você já se percebeu aguardando uma mensagem que não vinha,
uma atitude que nunca se confirmava,
uma decisão que sempre ficava para depois?

Quantas vezes você já tentou se convencer de que era só uma fase,
que o tempo iria resolver,
que a pessoa iria mudar?

E, principalmente:
quantas vezes você já permaneceu em um lugar que não te entregava o que você sabia, no fundo, que merecia?

Em algum momento, quase todos nós passamos por isso.
Não é um sofrimento escancarado, não é drama evidente, não é caos.
É algo mais silencioso — e justamente por isso, mais perigoso.

É aquela sensação constante de espera.
De estar sempre aguardando algo que nunca se define.
Uma resposta que não vem.
Um gesto que nunca chega.
Uma decisão que sempre fica para depois.

E, se você for honesto consigo mesmo, sabe exatamente do que estou falando.

Você não está ali por falta de amor.
Está ali por excesso de esperança.

Esperança de que a pessoa se envolva mais.
Esperança de que, em algum momento, ela se posicione.
Esperança de que o tempo resolva aquilo que a outra pessoa se recusa a enfrentar.

Enquanto isso, você vai se moldando.
Ajusta o tom.
Reduz expectativas.
Tolera silêncios que machucam.
Aceita ausências disfarçadas de “fase”.

E vai ficando.

Não porque está em paz.
Mas porque sair parece doer mais do que permanecer.

O problema é que esse tipo de relação não termina de uma vez.
Ela consome aos poucos.

Consome sua energia.
Consome sua autoestima.
Consome sua capacidade de desejar algo inteiro.

Há pessoas que não prendem pelo amor — prendem pela indefinição.
Elas não dizem “não”, mas também nunca dizem “sim”.
Elas cozinham sentimentos em fogo baixo.
Mantêm o outro ali, orbitando, esperando, projetando.

E quem espera demais começa a viver menos.

Começa a adiar planos.
Adiar encontros verdadeiros.
Adiar experiências.
Adiar a própria vida.

O mais cruel é que, com o tempo, você passa a acreditar que o problema é você.
Que está pedindo demais.
Que precisa ser mais paciente.
Mais compreensivo.
Menos exigente.

Quando, na verdade, o mínimo nunca foi entregue.

Existe um momento — silencioso, mas decisivo — em que a gente precisa escolher.
Continuar esperando ou agir.

E agir dói.

Dói se posicionar.
Dói dizer “isso não me basta”.
Dói aceitar que a pessoa talvez nunca será aquilo que você projetou.

Mas essa dor é limpa.
Ela tem começo, meio e fim.

Diferente da dor de ficar, que se espalha, se infiltra, se prolonga.

Quando você se posiciona, algo importante acontece:
Você quebra o ciclo da espera.

E ao fazer isso, você não perde — você abre espaço.

Espaço para relações que não precisam ser adivinhadas.
Espaço para pessoas que sabem o que querem.
Espaço para vínculos onde presença não é esforço, é escolha.

O terreno só se torna fértil quando você para de ocupar espaço com aquilo que não cresce.

Agir não é desistir do amor.
É desistir de ser refém.

É escolher a própria dignidade, mesmo tremendo.
É aceitar o vazio temporário para não viver um vazio permanente.

Porque a verdade — dura, mas libertadora — é simples:

Quem não se posiciona, já escolheu.
E quem espera para sempre, paga com a própria vida.

Escutamos muitas vezes nas nossas vidas "fulana(o) só quer ser a santa,mas já fez isso e aquilo outro"...criatura... em vez de julgar,sinta-se feliz pela mudança daquela pessoa,é tão bom ver as pessoas mudarem para melhor,ver que se elevaram,nós mesmos já vencemos tantas más inclinações,e estamos vivendo melhor hoje com a graça de Deus ,então fiquemos felizes pelos outros também,não queira a prosperidade só para você,eu mesma quando olho para trás eu vejo o quanto mudei para melhor,e também vejo o quanto pessoas do meu convívio e pessoas que me fizeram tão mal,mudarem ,que até parecem que são outras pessoas, não são mais as mesmas,que benção meu Deus,parabéns para nós,a vida é isso,aprender a ser melhor que ontem e melhor que amanhã.

O passado é um museu empoeirado,
onde nada existe além do que já foi.
Sabemos disso,
mas, como bons amantes e hipócritas,
sempre retornamos
ao início do fim.

Caminhamos por corredores antigos,
dançamos com memórias,
brincamos com dores e conquistas
como se ainda fossem nossas.

Tentamos entender
em que curva da vida
nossas escolhas mudaram de rumo,
em que sala ficou o que perdemos.

E assim, presos às lembranças,
às vezes esquecemos
que a vida não mora no ontem,
mas respira — silenciosa —
no agora.

⁠Já não sei se o que passou foi um minuto, uma hora ou uma vida. Tudo o que nos envolve, é relativo demais para que eu possa compreender.

Agora somos eu e você...amanhã já não sei o que fazer sobre esse breve estado de "nós". Ainda não aprendi a sentir sem me deixar levar.

Eu já li e você também já deve ter lido que a verdade liberta...


Isso significa que é melhor viver sem um véu sobre o rosto.


(conversa com uma jovem)

E nesse processo de amor e admiracão!!!!! Só enxerguei coisas, que já eram suas...

Ardi e deixei-me arder até só sobrar eu
Um eu que já nem eu própria reconhecia
O que é que se faz com as cinzas de quem sente demais?
Elas teimam em manter-me no passado e nada muda
Mas, no silêncio, eu mudei
Para longe das chamas, onde o fogo não chega
Sou água.

Você sabe que está evoluindo quando as coisas que eram importantes há um ano já não são mais importantes.

“Querem milagres para crer em Mim, mas ignoram o universo que Eu já criei. Minha existência precisa de espetáculo?”, diz Deus.

⁠"Não existe depois para quem entende que o futuro já começou"

SEM PODER FUGIR



Quem me dera asas como as das pombas…
já dissera Davi…


Escaparia para o deserto…
a fugir da tempestade…
para bem longe daqui…


Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…


Quem me dera a capacidade…
de arrancar o sofrer da pessoa amada…


Provaria, sem palavras…
que meu mundo sem seu mundo…
não é nada…


Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…


Na incapacidade da minha vida…


esta dor tão doída…
entrego ao Redentor…


Já sem asas e em pranto…
me escondo no recôndito…
junto aos pés do Salvador…


Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…


sem poder fugir…
sem poder fugir…
sem poder fugir…

"Cada passo, mesmo pequeno, já te leva pra um futuro mais leve."

Virada de ano novo


As pessoas estão preocupadas com o fim do ano, e já estão se preparando para a virada do fim do ano com seus planos de roupa nova, desejos novos, planos desenhados às pressas. Mas o que adianta você entrar num novo ano com coisas novas, SE VOCÊ NÃO VAI ENTRAR NUM NOVO EU? Você muda de estação, mas a mentalidade continua velha, sem reflexão nenhuma da sua vida, só que nada disso importa se o “eu” que atravessa a meia-noite continua preso aos velhos hábitos errôneos. O calendário muda, mas a vida não acompanha quando a mente permanece estacionada. A verdadeira virada não acontece no relógio; acontece dentro do coração, quando decidimos nos tornar novas criaturas e renovar a própria maneira de ser. A data é só cenário. A mudança real é quando você permite que uma nova versão de si mesmo desperte. É essa virada interna que transforma qualquer ano em um recomeço.