Agradecimento aos Meus Pais Já Falecidos

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Quando as flores do seu jardim já não têm o mesmo fulgor, a mesma cor, o mesmo perfume… não adianta apenas regá-las. Antes disso, é preciso mudar as raízes.

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

Não leio mais. Todo mal que a filosofia poderia me fazer, já fez. E, quanto à poesia, esta também não tem mais nada a me dizer.

Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.

Falta de noção não é charme, limite sim!




Tem pessoas que mal te conhecem e já querem mostrar o que ninguém pediu pra ver, a pressa é inimiga da classe e falta de noção não é charme.
Existem mil formas de causar boa impressão, mas não maioria das vezes confundem curiosidade com intimidade e o resultado é vergonha alheia.


Nem todo atalho leva aonde você quer chegar, alguns só mostram quem você realmente é, mal chega e já perde a graça. O desejo se conquista com presença e não com atrevimento. Limite também é charme.
E o meu… poucos sabem onde começa.
As pessoas confunde interesse com atrevimento e perdem a chance de me conhecer te verdade!

O brilho do olhar
que veste, envolve
despe e declara
que no teu coração
já tenho endereço;
e alcanço muito
mais do que apreço.


És igual a sorte
de quem encontra
um lindo Uirapuru
cantando na mata;
logo não será preciso
dizer mais nada.


Nossos lábios bem
rentes nos guiarão
com amor, paixão
e desejos sem
nós intermitentes.


Não és uma lenda,
és realidade plena,
que empolgada
me leva facilmente.

Não se esquecer que


um dia já foi criança,


e que dependeu de um adulto


para chegar até aqui,


pode fazer um mundo novo,


Trazer viva essa lembrança


sempre que uma criança


precisar é sinal vivo


que ainda há esperança


de seguir adiante.

Bunga Seribu Bintang
toda em flor,
O nome do amor
já guardei de cor.



...


Bunga Kelawar Putih
em plena floração,
É a minha poesia
no seu coração.


...


Bunga Bangkai Gergasi
misteriosa no jardim,
É para dizer que existe
algo maior para mim.


...


Bunga Tasbih acariciada
pelo vento d'alma,
Não há nada que pare
a caminhada pela estrada,
Não vou mentir o quanto
eu estou apaixonada.

Quando a Lua de Sangue
cruzasse o Sarv já era
a promessa da última
guerra da Humanidade,
O final desta guerra
nem eu nem ninguém sabe,
Matar um povo desarmado
é coisa de gente covarde.


Não posso fingir que nada
está acontecendo ---
Daqui a pouco será espalhada,
e levará muito tempo:
Não diga que não foi avisada.


Quero que entenda que
toda guerra é anunciada,
Ela chega quebrando tudo
dentro como prelúdio
da aberrante entrada,
Não quero jamais que abra
refúgio para a ideia de guerra
fazer a tua essência capturada.

Sábado de Aleluia


Eles já foram perdoados
porque não sabem o que fazem,
mas sempre fingem que não.
A memória da cruz vazia
querem forçar que
pela forca seja substituída.


É sábado de Aleluia!


Há quem confira confiança
em guerras movidas por
inimizades imaginárias.
Existe até quem ache
belo e moral cobrar
sobre o esterco taxa.
Não pense que estou
fazendo nenhuma piada.


É sábado de Aleluia!


Embora uns estejam vivos,
mortos estão por dentro
ao interpretar que existe
justificativa o suficiente
para acabar com gente.


É sábado de Aleluia!


Não há mil ressurreições
de Cristo que tragam luz
para quem entenda
que existe aplicação
de pena de morte
em territórios ocupados.
Permanecer entre
os cúmplices e os acovardados
daqui pra frente
não será difícil de prever
o futuro — infelizmente.


E ainda só é sábado de Aleluia!

Fica comigo, tipo assim, a vida toda?
Que seja até onde dure a vida.. já terá valido a pena!

Acordei cedo, julgando ser tarde — mas já era tarde para crer que ainda fosse cedo para sonhar.

Não há frases, nem poemas
nem teorias, nem teoremas;
nada me farta alma,
já farta de dilemas.

O homem que se vê às portas do inferno, já não lhe cobrem véus — e é então que se revela, nu, diante de si mesmo.

Quando já não couber no coração
o que em pergaminho verte paixão,
e não couber mais nos sonhos
o fel antigo da inspiração,


há de a pena romper silêncio
e dos versos o próprio incêndio.

Às vezes o individualismo não é uma escolha! É uma imposição! Como socializar com seres que já abandonaram a humanidade?

“Não corrija com dureza quem já perdeu a segurança da própria lembrança; acolha com ternura quem ainda está tentando permanecer.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Antes de julgar a mãe que entregava, é preciso perguntar que mundo já a havia abandonado antes daquele gesto.”
Do livro A Roda dos Excluídos — Histórias Giradas ao Silêncio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O mundo pode não entender nossa caminhada, mas cada pequeno avanço do nosso filho já faz toda luta valer a pena. 💙”

A pedra já estava removida
não para que Jesus pudesse sair, mas para que as testemunhas pudessem entrar.