Agradecimento a Pessoa Amada
nem um mínimo de amor e vida nos chega, aos homens, sem que antes ardamos no entendimento vasto do que totaliza a mulher... seja pela mãe que viemos ou para àquela que nos destinamos, como futuro parceiro, nossa jornada masculina é o que ocorre entre esses dois amores.
amor é a incompetência de desistir, a deselegância de querer bem a qualquer custo, o fracasso em soltar as mãos.
Intimidade é abrir a porta. Afeição é adentrá-la. Amor é não precisar abri-la: é morar em casa de vez.
tenho sido todo-meu: me cuidado no abraço-amigo do eu-amoroso.
tenho me preservado-pertencido pra me renunciar quando teu desejo me chamar.
medidas afetivas:
paixão é contar estrelas,
descontar atrasos, recontar detalhes.
amor é perder as contas.
Nada é mais democrático que um debate com pensamentos divergentes em que, ao final, haja compreensão de todos os prós e contras de cada proposta e sejam deliberadas escolhas sobre as reais necessidades, priorizadas pelas possibilidades.
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
VI
Venho de longe e trago no perfil,
Em forma nevoenta e afastada,
O perfil de outro ser que desagrada
Ao meu actual recorte humano e vil.
Outrora fui talvez, não Boabdil,
Mas o seu mero último olhar, da estrada
Dado ao deixado vulto de Granada,
Recorte frio sob o unido anil...
Hoje sou a saudade imperial
Do que já na distância de mim vi...
Eu próprio sou aquilo que perdi...
E nesta estrada para Desigual
Florem em esguia glória marginal
Os girassóis do império que morri...
Questiono a inteligência do homem a partir do momento em que equipes, empresas, instituições e governos não são liderados pelos mais qualificados.
O governo dá de graça tudo aquilo que o pagador de impostos produziu e teve que deixar para o seu sócio menos participativo.
Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?
A minha vida melhorou 100% quando deixei de me importar com quem não faz questão de se importar comigo.
Há muitos sorrisos que eu amor nesse mundo, mais também eu gosto, muito de tomar um café com o sabor especial.
