Agradecimento á Escola

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⁠A paz
começa
no silêncio
da alma.

⁠A vida em si exige continuamente que os homens façam mais do que se acham capazes de fazer.

Larry Crabb
O silêncio de Adão. São Paulo: Vida Nova, 2006.

⁠A minha paciência, hoje está indisponível ou fora da área de cobertura. Tente outro dia.

⁠A educação é uma dívida que todo ser humano tem com o próximo!

⁠A resiliência constrói pontes: um pássaro ferido não se eleva sem o impulso do vento, mas o vento não impulsiona um pássaro sem força para se elevar acima de si.

⁠⁠A sedução do Arlequim

Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Ele surge com sua roupa de losangos no teatro popular italiano (commedia dell’arte). Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina. Vejo que meu texto começa a parecer marchinha saudosista de carnaval...

Há certa dignidade na personagem. Cézanne e Picasso usaram seu talento para representá-lo. O espanhol foi mais longe: retratou seu filho Paulo em pose cândida e roupa arlequinesca. Joan Miró criou um ambiente surrealista com o título Carnaval do Arlequim.

Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.

Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste deste último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”.

O ator manhoso sabe que podem existir algumas recriminações diante de uma piada feita com a tia acima do peso ou com o tio falido. Todos queremos nos imaginar bons e incentivadores da harmonia familiar. Todos amamos encontrar um bode expiatório e o Arlequim é um especialista neles. O tipo ideal de vítima apresenta alguma fraqueza física, financeira ou intelectual. A ferida narcísica alheia é um deleite. A hemorragia em chaga de terceiros pode ser sedutora. Claro, isso não inclui você, querida leitora e estimado leitor, apenas as estranhas famílias do seu condomínio; nunca a sua.

O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. O pequeno “menino diabo” (uma chance de etimologia) atrai, sintetiza, denega, ressignifica e exorciza nossos muitos pequenos demônios. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.

Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.

A astúcia do ator maldoso depende da malícia da plateia. Falamos muito do fofoqueiro, por exemplo. É rara a análise sobre a voz passiva daquele que não faz a fofoca, mas que dá espaço e ouvidos para ela. Deploramos o piadista preconceituoso, poucos deixam de rir diante do ataque frontal a outro.

Lacan falava que o limite conferia a liberdade. Sem a placa de velocidade máxima, eu não seria livre para ultrapassar ou ficar aquém do patamar máximo. Da mesma forma, ampliando a ideia, o Bem é cronicamente dependente do Mal. Sem a oposição, nunca serei alguém “do governo”. Batman e Coringa fazem parte de um jogo consentido de vozes. Bocas que fazem detração necessitam de ouvidos aptos. Criminosos dependem de cúmplices. A violência do campo de concentração necessita, ao menos, do silêncio da maioria. Pierrots, Colombinas e Arlequins constituem um triângulo amoroso, uma figura estável porque possui três ângulos visíveis. A perda de uma parte desequilibraria o todo.

Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus. O fascismo dependeu de “alemães puros”; as democracias efetivas demandam pessoas impuras, ambíguas, reais e falhas. O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.

Leandro Karnal
Estadão, 26 dez. 2021.

⁠A alma do livro é o texto. A capa é apenas o seu corpo. Mas lembre-se: embalagem vende.

⁠A vida dos filhos é
Perigosa para os pais
Com o fogo, a água, o ar
E outros acidentes;
E alguns, por amor a um filho,
Antecipando a desgraça,
Esvaziam o mundo, para fazer
O mundo tão seguro quanto um quarto.

Louis Simpson
The Owner of the House: New Collected Poems 1940-2001 (2003).

Nota: Trecho do poema The Goodnight.

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⁠A busca pelo ter é uma ilusão que nos faz esquecer a beleza do ser, e nos leva a um vazio interior que nenhum bem material pode preencher.A verdadeira abundância é alcançada através da gratidão pelo que já temos, e não pela busca incessante pelo mais.

⁠seja verdadeiro(a) com você mesmo
Não se engane com seus próprios pensamentos.
Eles foram criados para te moldar neste mundo
Eles tem a responsabilidade de causa nossa evolução pessoal, então, sabotar seus projetos e sonhos é uma das missões mas importante.
Infelizmente esse é um dos trabalho fundamentais dos nossos sentimentos, para você mesmo aprender a fazer as escolhas certas e evoluir conforme a sua história de vida.

⁠A menina que eu fui...
Nunca desistiu de mim
Atravessou tempestades e desertos
Andou por entre flores e espinhos
E ainda é cheia de sonhos sem fim
Que nem o vento e o tempo leva
E outros e mais outros sonhos hão de vir
E não terão fim porque são eternos
E aonde eu for os meus sonhos irão comigo
Seguindo os meus passos no infinito do espaço.

⁠A verdade verdadeira é sempre inverossímil, você sabia? Para tornar a verdade mais verossímil precisamos necessariamente adicionar-lhe a mentira.

Fiódor Dostoiévski
Os demônios. São Paulo: Editora 34, 2013.

⁠A prioridade que temos dado ao nosso comodismo, tem sido o reflexo da nossa produtividade.

⁠"A idade é apenas um número, sua determinação é o que realmente importa. Você pode conquistar o que quiser, não importa quantos anos tenha."

⁠"A verdadeira sabedoria é a capacidade de encontrar a paz interior em meio ao caos exterior."

⁠A ninguém acontece nada que não possa, por sua sua natureza, suportar.

Marco Aurélio
Meditações. Petrópolis: Vozes, 2023.

⁠A felicidade daqueles que querem ser populares depende dos outros; a felicidade daqueles que buscam o prazer flutua com humores fora de seu controle; mas a felicidade dos sábios surge de seus próprios atos livres.

Marco Aurélio
Hicks, C.Scot; Hicks, David V. The Emperor's Handbook: A New Translation of the Meditations (2002).
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⁠Eu, estou numa fase, onde
a dinâmica da minha
maturidade não me permite
perder nenhum segundo
se quer do meu tempo.
Me sinto plena...
sou presidente
da minha própria vida.
Não sou general nem soldado
...mas sim, sou guerreira.
Fui programada a lutar
sempre.... ainda está por
nascer quem me faça desistir.

Yola!

⁠Quando a pessoa quer algo/alguém, ele(a) dá valor, não gelo, nem vácuo, muito menos desprezo, ele(a) batalha pra ter, chama pra conversar, mostra que se importa. Escolher persistir em algo/alguém que não merece e não te valoriza é humano, agora persistir nesse erro é falta de amor-próprio!

⁠A natação é um esporte confuso, porque às vezes você o pratica por diversão e outras vezes o pratica para não morrer.