Agora
Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais.
A minha melhor versão nunca será o agora, pois sempre tenho algo para melhorar, aprender e evoluir.
Agora, depois de anos, me pergunto se foi verdade ou uma invenção de minha adolescência exaltada: os olhos que não se fecham nunca, nem no momento da carícia; esse corpo demasiadamente vivo (antes apenas a morte me havia parecido tão redonda, tão totalmente ela mesma, talvez porque no que chamamos vida exista sempre pedaços e partículas de não-vida); esse amor tirânico, mesmo que não peça nada, e que não está adaptado à nossa fraqueza. Seu amor à vida obriga a abandonar a vida; seu amor à linguagem leva ao desprezo das palavras; seu amor ao jogo conduz a pisotear as regras, a inventar outras, a julgar a vida em uma palavra. Se perde o gosto pelos amigos, pelas mulheres razoáveis, pela literatura, a moral, as boas companhias, os belos versos, a psicologia, os romances. Abstraído em uma meditação, que consiste em ser uma meditação sobre a inutilidade das meditações, uma contemplação em que aquilo que se contempla é contemplado pelo que contempla e ambos pela contemplação, até que os três sejam um – se rompem os laços com o mundo, a razão e a linguagem. Sobretudo com a linguagem – esse cordão umbilical que nos amarra ao abominável ventre ruminante. Te atreves a dizer Não, para que um dia possa dizer melhor Sim. Esvazia teu ser de tudo que os outros preencheram: grandes e pequenas nadarias de que é feito o mundo dos outros. E logo te esvazias de ti mesmo, porque tu – o que chamamos eu ou persona – também é imagem, também é outro, também é nadaria. Esvaziado, limpo do nada purulento do eu, esvaziado de tua imagem, já não é senão esperar e aguardar. Venham eras de silêncio, eras de seca e a pedra. Às vezes, uma tarde qualquer, um dia sem nome, cai uma Palavra, que pousa levemente sobre essa terra sem passado. O pássaro é feroz e acaso te tira os olhos. Acaso, mais tarde, virão outros.
"Me leve, me leve embora agora
Para longe de tudo
Para bem longe desse mundo
Pois eu não aguento mais"
Aproveite seu momento de compaixão é transforme a sua intenção em ação!
Realize a sua parte agora, não espere que outros executem por você.
Febre do amor
O que é, que estou sentindo agora,algo estranho que me apavora!
Perco o ar,perco a voz ao sentir sua presença, como explicar algo assim!
Se tu sabes,conte a mim,não me deixe a sós!
Frio na barriga eu senti ao olhar seus olhos,percebi que o sentimento não era provisório!
Me perdi no tempo ao encontrar você,neste dia adiante sem você, não conseguirei mais viver!
Sabe a febre do amor,ela me pegou e agora não sei ficar sem o seu calor!
Tudo tem seu nome,até as músicas que ouço me consome por inteira,num mundo todo seu!
Eu tô falando sério, isso não é brincadeira
Parece feitiçaria,tudo que eu faço é pensando em você!
Durante a noite e o dia,não há momento algum, que não penso em você!
Me diga agora,o que, que vou fazer,se tudo que faço é pensando em você!
Se você é o meu remédio, venha me curar,não me deixe assim,pare de lutar!
Entregue-se ao amor e permita nos amar!
Cansei de insistir e ficar correndo atrás de quem nunca fez o mesmo por mim. A partir de agora, quem quiser notícias minhas, sabe onde me procurar...
Eu já voltei da morte. É escuro e frio. Muito escuro e frio. Agora ela está no escuro e no frio, e não posso fazer nada. Estou de mãos atadas.
Nós fizemos tanta coisa com tão pouco durante tanto tempo, que agora podemos fazer qualquer coisa a partir de nada.
Carrego um amor
que a muito eu reprimi.
Agora vou contar
o que eu descobri.
Amor reprimido não morre,
apenas adormece
e enquanto ele dorme,
muito mais se fortalece.
As pessoas tendem a se concentrar no aqui e agora. O problema é que, quando o aquecimento global for algo que a maioria das pessoas poderá sentir em seu dia a dia, será tarde demais para evitar mudanças muito maiores e potencialmente catastróficas.
Agora me sinto sozinho,
mas com a consciência de que fui minha melhor versão,
não sei se isso me assusta ou me conforta.
