Adoro Dançar com os Amigos
No horizonte lembrei
do porta-estandarte,
da vida sendo erguido,
Dançar com o destino
também faz parte;
Amar pede todo dia
sempre mais arte,
na recordação surgiu
o Maracatu Nação.
Como Dama deste
Paço foi assim
que você encontrei
o seu coração,
E quando você me viu
com a Calunga na mão
me provocou forte
com calor e paixão.
A Realeza e a Côrte
a honra desfilando,
Os Batuqueiros
animados tocando,
O Escravo segurando
o guarda-sol,
As Yabás girando,
e todos se empolgando.
O Caboclo de Pena
atento nos guardando,
as efusivas Catirinas
puxando a dança
com exuberância,
E você implacável sedutor
com a trama deste
olhar do teu amor
virou o meu divino captor.
De joelhos olhando
para mim durante
o Balão Caído,
Não será a última
vez que você vai
dançar comigo,
Você daqui
para frente só
dançará comigo,
O teu coração
se rendeu a poesia
e ao meu feitiço.
Você me chamou
para dançar o pezinho,
Tudo em mim despertou
em ti doçura e carinho,
As tuas esporas tocam
o chão e o meu olhar
toca o seu coração,
É a primeira vez que
você está diante
uma prenda capaz
de despertar fascinação.
Todo carinhoso com
o arco de flores
nas mãos para dançar
a jardineira comigo,
Foi um aceno do destino
para mergulhar
de vez no oceano
do teu amor e me deixar
levar até quando
nada fizer sentido,
Porque sem explicação
me vejo sobre o seu peito
em silêncio e nele o meu abrigo.
A gauchada formou a fila
para dançar a Mariquita,
Você me rodopia faceiro,
eu te rodopio trigueira,
Neste gostoso sarandeio
deixo o teu olhar ser o guia,
E quando chegar o dia
de me pegar pela cintura
vai ser mais do que poesia.
Não quero um amor
que não seja só meu,
Passo arrastado só
se for para dançar xaxado,
Quero um amor
muito apaixonado.
Adorei o seu orgulho
desfilando comigo
no salão para dançar
o Marambiré,
Sarandeei a minha
saia para lá e para cá,
e logo que começamos
a dançar trocamos
de par e de mim
você não desviou
nenhum segundo
o seu lindo olhar,
Sim, estou pronta
para te amar,
É só questão de tempo
você se declarar.
Fui dançar a Parixara
com você no coração,
Agradeci ao Criador
por toda a Criação,
Na roda da Parixara,
o bambu batia do chão,
os bambuzinhos
na cintura chacoalham,
as palhas das saias
gentis roçavam
e assim os enfeites
faziam a percussão,
Dançamos a Parixara
para cumprimentar
e para se despedir,
Você sabe que existe
Parixara para tudo,
E que sem você
não vai dar mais
para ficar nenhum segundo.
Porque na verdade nunca deu.
Com o seu olhar de caçador
você entrou na roda
para dançar com o teu andor
caipira a Dança do Marimbondo,
Você chegou com aquele charme
maroto sem me dar desconto,
e fez o meu coração arrebatado.
Na zabumba você pendurou
a casa do danado,
Espantava o bichinho por
todos os lados,
Trocamos olhares apaixonados
e não importamos se seremos
por quem quer que seja reprovados.
Sim, dessa vez você deixou a garrafa
para equilibrar na cabeça de lado,
Sei que não dá para disfarçar,
que você está apaixonado,
que quer ficar comigo colado
e anunciar o orgulho de bem amado.
Neste mundo quase perdido
que a cabeça da gente pira,
Para viver o amor profundo
tenho certeza que chegou
a nossa tão esperada vez;
Nos meus braços você encontrará
o teu refúgio e toda a calidez,
e segura nos teus encontrarei
a sensatez e toda a magna poesia.
Olhando nos meus olhos
as tuas mãos se entrelaçaram
com as minhas mãos
para dançar a ciranda praiana
dos nossos destinos,
Você me deseja do tamanho
que te desejo todos os dias,
Com balanço e amor atlântico
um traz o outro fascinado
pelo naufrágio divino
nos beijos tão desejados
e de outros tipos de astúcias
que permitidas só aos apaixonados.
Desta vez fui
eu que balancei
a sua estrutura
com certeza sei
dançar zabumba,
Te fiz você seguir
no ritmo certo,
Você girou para lá
e girei para lá,
Desde o dia que
descobri que sou
poeta o seu coração
toca tão alto que
não consegue disfarçar.
Mais veloz do que
a Dança do Tambor
é a Súcia que eu vou
dançar com o meu amor.
Com meu suçador
serei boa suçadeira
dançarei a noite inteira,
e não estou de brincadeira.
Quando chegar a Jiquitaia
sem despedida do meu amor,
de mãos dadas iremos
para onde só nós sabemos.
Encaixados delicadamente
como aves em pleno voo,
Você me leva sutilmente
para dançar contigo
a Araruna no meio do salão,
O teu perfume e a sua vibração
desarmaram o meu coração,
e agora não me interesso
em outra coisa que não seja
o próximo passo da mútua sedução.
No meu do Arraial
você me convidou
para dançar um Xote
e com este olhar
que me sacode
você ganhou fácil
o meu coração,
E agora não consigo
mais colocar ninguém
no seu lugar porque
você conseguiu me apaixonar.
Eu te dou o meu charme
que você nesta Festa Junina
me ensina a dançar Forró,
No teu primeiro toque
o meu coração virou Zabumba,
Algo diz que estamos
destinados ir além do que
nós imaginamos: nos apaixonamos.
Com a minha poesia
faço o seu coração dançar
em ritmo de Maculelê
sempre que a gente se vê,
De perto sou capaz de fazer
ferver cada um dos teus sentidos
da mesma maneira que
você já faz com os meus.
Por Oruro
vou dançar Diablada
bem animada
É Morenada
dançando em Oruro
bem agitada
Vem Kallawayas
nunca te distraias
Oruro foliã
Suris Sicuris
bailante em Oruro
Amor te juro
Antahuara
Oruro joia rara
És meu coração
Vem Awatiris
Oruro bem bailante
Meu brilhante
Roda de Ratoeira
Sei que será preciso
dançar mais de uma
Roda de Ratoeira
para te conquistar,
Não importa quanto
tempo vou levar,
Só por mim tu há
de se apaixonar,
de um jeito que
nem o vento irá levar.
O maniqueísmo que
permitem entrar,
sempre será prelúdio,
para o Deus da Guerra
dançar numa terra
para inteira devastar.
Valorizo religiosamente
a menor trégua que seja
sempre que for preciso,
em nome da necessidade
da sagrada hora de parar.
Em mim e na minha
sacratíssima terra
não desejo e não permito
que o Deus da Guerra
chegue, entre e faça lar,
por isso escolho pacificar.
O Deus da Guerra
sozinho não consegue
nunca parar de dançar;
Por estar ciente disso,
cultivo a sagrada hora de parar.
