Adeus minha Limda Mulher
Minha vida… um depósito de excessos inúteis. Tristezas, pensamentos sombrios, compaixão mal direcionada… restos de guerras sem vencedores. Sou um reservatório entupido de emoções tóxicas, incapaz de filtrar o que me faz bem. Cada sorriso forçado… é um disfarce frágil
diante da avalanche de memórias escuras. No fim… essa batalha interna não deixa heróis, apenas sobreviventes… exaustos.
Minha história é feita de lutas, vitórias pequenas e derrotas marcadas. Sobram-me lembranças, cicatrizes que ainda doem, mas que também contam minha força. Cada memória é um passo tímido, um sopro de vida que renasce, um convite para seguir, pois nem toda ferida impede a esperança.
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
Minha história é feita de renascimentos, em cada queda, um amanhecer incendiado, em cada dor, um poema forjado no fogo da perseverança.
Se alguém visse o que pulsa na minha mente, me acolheria em silêncio e guardaria minhas lágrimas como a promessa de dias melhores.
Minha mente é uma máquina que não perdoa, funciona em silêncio, mas nunca repousa. Arquiva dores com precisão cirúrgica, como se cada ferida fosse sagrada. Não esquece, não apaga, apenas acumula. Faz da mágoa um mapa, do trauma, um relicário. E cada lembrança mal curada vira engrenagem, girando sem fim no escuro.
O fulgor do teu olhar incendeia minha alma, e rendido a ti, desvencilho-me do tempo, tornando-me criança outra vez, entregue ao espanto da descoberta.
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
Sou prisioneiro dos meus pensamentos.
Dentro da minha mente, a dor se repete em ciclos infinitos, como se cada lembrança fosse uma cela reforçada, sem grade visível, mas impossível de escapar. Tento lutar contra
a voz interna que insiste em rotular cada segundo como tortura, mas percebo que só reconhecendo e acolhendo esses pensamentos posso começar a libertar-me.
Talvez eu seja transgressor da minha mente, sendo infesto com minha existência. Sinto-me invadido por pensamentos que me repelem, como se minha própria consciência fosse inimiga, uma traidora que me enche de dúvidas sobre o direito de continuar existindo. Essa sensação de infecção mental corrói meu senso de identidade, questionando se ainda há algo de puro em mim para resgatar.
Não me recordo de não ter sofrido em alguma etapa da minha vida, tudo que tenho recordações, de uma forma ou outra, estava enfrentando algo, passando por algo, essas recordações me fazem ver o quão tive que ser forte para me manter de pé, o quão suportei coisas para não proferir minha raiva, quando tratado como um objeto, vou continuar nessa linha, não tenho escolha. As memórias de cada sessão dolorosa ou de cada olhar de piedade se misturam em meu passado como um mosaico de batalhas vencidas e perdidas, reconhecer que cada cicatriz, visível ou não, foi conquistada a ferro e fogo me mostra que minha força é menos sobre ausência de fraqueza e mais sobre a resiliência que surge quando “não ter escolha” se torna um chamado à sobrevivência.
Jura sob uma Quina
sagrada que daqui
para frente a tua alma
pela minha será derramada
Jura e entregue-me
o seu descanso
que em silêncio acolho
do jeito que você que tanto
Da minha parte nada
será negado porque
és o oceano e tens tato
Quanto mais me beijares
assim eu me calo e me dou
do mesmo modo apaixonado.
Trago tudo do Cedro Rosa
eterno em mim
e da floresta ancestral
o meu jardim
da minha verdadeira Nação
de maneira igual
que dedico a espera
com os meus Versos Intimistas
do fundo do coração,
porque do amor e da paixão
só o tempo é quem dirá,
e por nossas mãos a rota
de como chegar se escreverá.
Bem debaixo do Cedro-do-brejo
muitas coisas passam
na minha cabeça e sobre
você não dá para esquecer
que o tempo passou,
E para mim é bem clara
a opção de não escolher ficou,
Como você escolheu
em não me escolher
digo com os meus Versos Intimistas
que você se enganou e nunca vai me ter.
O Cedro da tua alma
a minha vista encanta,
fascina e acalma
com toda a grandeza
do inevitável que impele
não deixar perder
tudo aquilo que vale a pena
com Versos Intimistas escrever.
O meu Pico do Montanhão
com os seus escudos cristalinos
podem ser vistos
da minha janela poética
enfeitada por esta sublime
visão que sempre
inspira aqui em Rodeio
com o quê há de mais perfeito.
A minha bela Rodeio
fica no Médio Vale do Itajaí,
O som dos pássaros
é o coral que ouvimos por aqui.
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