Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Puro egoísmo meu
Querer sentir o cheiro teu
Mesmo que pertencente a outro
Mas as paisagens estão aí
Nenhuma é nossa!
Mas todos a querem ver.
Montanhas a serem escaladas
E céus a serem voados
Assim como um cachorro abandonado
Sigo somente o cheiro da comida
Atrás de seguir a vida
Numa trilha que nunca vivi
Sinto muito se a fizer sair
E me deixar na mesa sozinho
Em busca de um carinho
Com o coração em pedaços
Vais me chamar de desgraçado
Puro egoísmo teu
Canibalismo
Desejo te resguardar em meu colo
Desejo ser livre em seu colo
Desejo te querer em meu colo
Desejo doces em seu colo
Desejo ser uma dama
Desejo que você seja um lord
Desejo devorar sua língua, vibrando sons
roucos e socorros
Desejo devorar suas pernas, seus cabelo...
Desejo te devorar inteiro, mas só deixaria a língua
vibrando, me chamando, para te devorar novamente.
Meus inimigos considero como invisíveis.
Mesmo sendo visíveis ao meu coração, trato-os tão bem... mais tão bem, que nem eles sabem que o são.
Saudade de dormir com aquela chuvinha no telhado,
Sertão, meu sertão, como você está machucado!!
Em dias de hoje não há mais oportunidade...
Meus tempos de criança eram bons, isso sim dá saudade!!
Minhas pálbrebas estão cansadas,
Tento enxergar e não encontro nada,
Onde estará o meu destino?
A procura é cansativa,
Estradas intermináveis a minha frente,
Nenhuma dica, não consigo!
Vou sentar para descansar,
Me cansei de tanto procurar!
Estou em paz agora!
Penso sim em fazer história, para ser honesto, todo o pouco que faço é no intuito de marcar o meu tempo, porém temo que tudo isso, que todo esse pouco feito venha a ter algum valor após minha morte, pois é assim que a maioria dos mártires conquistaram seu valor.
Sepultei meu passado, num vale de lagrimas
Voei com meus sonhos nas asas do ar
Caminhei no escuro, sem medo dos monstros
Construí pontes para onde iria chegar
Procurei o destino, para olha-lo de fronte
E ainda assim não pude amar!
Usei como antídoto para o seu veneno a sinceridade.
Não tenho culpa se meu antídoto é para naja,sendo vc uma jararaca.
Segredo
Meu segredo é tão secreto que não conto prá ninguém.
Nem prá amiga, nem família, nem padre, nem nem nem.
É segredo, é secreto, é só meu.
É um desejo que eu guardo escondidinho
Num espacinho miudinho onde ninguém vê.
E nesse espacinho tão pequeninho escondo algo tão grande,
Que ás vezes tenho medo de deixar transparecer.
E não posso de forma alguma deixar isso acontecer,
Pois não sei o que fazer se eu um dia revelar
O amor infinito que eu sinto por você"
Liberdade
Quero ir morar na Lua
Mas não quero ir só
Quero levar comigo a rua
Meus amigos e minha avó
Quero ir morar na Lua
Sair de órbita, e falar com o Sol
Quero levar também o vento
O Arco Íris e os bons momentos
Quero ir morar na Lua
Porque não gosto da papelada
De tanta conta e da desigualdade
Quero a Lua e lá alcançar a tão sonhada liberdade.
"Já é de manhã e você nem aí!... Vou me esconder, bem atrás do meu coração!" (Victor de Oliveira Antunes Neto)
"Hoje me pintei pra você; coloquei meu melhor vestido; você passou, nem ligou; continuei aqui, esperando que você me visse; e todos os pássaros me viram; mas você passou de novo, e nem ligou; acho que você não se importa; não mais; acho que você tirou a beleza do seu coração; não me olha nem me toca; mas eu fico aqui esperando; até você me ver quem sabe...; e aqui no jardim enfim, esperarei, até a minha ultima pétala!" (Victor de Oliveira Antunes Neto)
MEU CORAÇÃO CANTOR
Meu coração surpreende a ilusão,
Canta alegre como a natureza sábia.
Alegria está na renovação.
Amar eu não sei...
Se soubesse não estaria amando
Pois meu ser estaria triste por nunca atingir a perfeição do amor.
Meu Baú
Guardo em um baú velho
tesouros escritos em papeis soltos
coisas tão íntimas e internas
como estar nua diante de um espelho
você pode me conhecer
em cada linha que escrevo
se com atenção você ler,
logo vai perceber
que este é um baú de sentimentos
e nesse baú antigo
guardei poesia e segredos escondidos
Nas entrelinhas,
amores vividos ou não
ou quem sabe só fruto da minha imaginação
com esses papéis soltos
posso tocar sua alma
e até seu coração!
___________________ Juliana de Almeida Rossi Cordeiro
11/03/2020
Quando eu vivo o meu sonho estou vivo para a felicidade.
Seguir firme no meu foco
Mostra que é verdade.
POEMA – PRECORDIALGIA NUMA QUARENTENA
Hoje, eu só queria falar da dor, da dor que enlaça o meu peito nesse momento de confinamento. Sei que está sendo difícil, já senti vontade de chorar, até. Talvez esse seja um momento de encontro comigo mesmo. Quanto tempo que não tive mais esse contato, esse encontro, talvez a dor surge em meio a essa dificuldade de me encontrar e de conectar-me a mim mesmo no dia-a-dia. Nesse momento, talvez um acalento singelo pudesse apaziguar essa dor tão devastadora que urge em meu peito. A precordialgia me invade! Nesse nome, percebo o quanto o preço da dor dói em mim, o quanto eu permito ela doer em mim. Qual o preço da dor? Qual o preço da cor? Não sei! Mas, sei que estou pagando o preço por guardar tudo em mim, esses sentimentos guardados se transformaram em dor no meu peito, essa dor que me sufoca, que me tira o fôlego, parece que estou morrendo, que tem algo me corroendo por dentro. Fico pensando e imagino que o preço da cor está naquilo que eu não faço ou gostaria de fazer. Até colorir isso tudo, essa dor que está aqui dentro, levarei uma quarentena. Talvez esse momento seja para isso: para transformar a dor em cor, para refletir se vale a pena cultivar essa dor, para transformar a escuridão em luz, para colorir em aquarela a algia que surgiu quando eu entrei em contato comigo mesmo. A dor tem preço, e desse preço eu quero levar o valor da cor. Ao fim da tão dolorosa quarentena, virei um pintor de mim mesmo: a dor virou cor!
