Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Meu coração estremece, meu ser se inquieta, minha alma suspira por resultado do anseio por Ti existente, pela chegada de dias de paz, pelo encontrar Sua Presença, tudo em mim está a movimentar-se com grande furor em meu interior. Temo não alcançar tais maravilhas, não pela falta de Seu querer, mas pelas muitas situações tentarem me fazer perder a direção. Vivo meus dias como um pai aguarda apressadamente a chegada de seu filho, ansiosamente esperando Te encontrar e ver todo meu desespero acabar. Tu és o desejo mais profundo que minha alma clama, és a Luz que preciso para me ver livre de toda a escuridão, és meu Tudo.
O MEU PAI SALVOU UM HOMEM, O MEU TIO OUTRO
Por Nemilson Vieira de Morais (*)
Por ocasião das eleições municipais na minha cidade…
O clima político em Campos Belos, nessas disputas se elevava.
Era comum as discussões a cerca de um ou outro postulante a uma cadeira administrativa.
Nem sempre esses embates ficavam somente no campo das ideias: em dados momentos, os ânimos se acirravam, e as agressões deixavam de ser verbais e, iam às vias de fato.
O povo compareciam aos comícios, para apoiar e ouvir os discursos inflamados dos distintos candidatos.
Geralmente esses encontros eram realizados em carrocerias de caminhões posicionados em locais estratégicos, pelas ruas da cidade, distritos e fazendas.
Eu mesmo andei a discursar numa dessas ocasiões, na campanha do deputado José Freire, e outras lideranças políticas estaduais e locais.
Alguns candidatos passavam dos limites nas promessas que faziam. Não cumpriam o prometido. “Desde aquele tempo a ‘mentira’ no mundo da política comandava o espetáculo.”
Havia perseguições políticas por parte de alguns mandatários, principalmente quando o eleitor declarava publicamente outra opção do seu voto.
O ir e vir das pessoas nas ruas nos dias da votação eram intensos.
Alguns pais precavidos orientavam os seus filhos a não participarem daquela agitação toda, e muito menos das questões políticas. Opor-se ao governo (nos três níveis) não era recomendável. No dia da votação a minha mãe ficava a orar a Deus, para que tudo ocorresse em paz, naquela disputa; pedia a nós que não saíssemos de casa: era “perigoso!” Não dava para saber o que poderia acontecer.
Os candidatos a vereança e a prefeitos compareciam aos seus redutos eleitorais; a tirar fotos com o povo e ouvir as reclamações dos moradores. — Visitar escolas, comunidades, hospitais; inaugurar comitês, reuniões com apoiadores, fazer as suas últimas promessas…
Um dos candidatos a prefeito esbanjava carisma: o Adelino, filho da terra, já havia administrado a nossa cidade. O outro candidato não me lembro bem quem era, mas, a campanha ia num bom nível. Qualquer um dos ganhadores estávamos bem representados.
Ao aproximar-se o momento da prova dos nove. Em que as urnas iriam falar. Um dia à tarde próximo à votação o João (preferi assim o chamar) eleitor de um dos candidatos tomava uns aperitivos a mais e jogava conversa fora, no bar do Elias. O Lázaro eleitor dum outro andava armado sem uma autorização, e sem ser incomodado pelas autoridades competentes adentrou-se ao ambiente e logo começou a discussão política. Decisão que quase causaria uma tragédia maior: saltou para fora da venda, num respeito ao proprietário e convidou o João para resolver a questão na rua. — Na bala. O convidado não pensou duas vezes e mais que depressa atendeu o chamado. Como uma serpente a dar o bote na presa. O Lázaro negou o corpo e sacou da cinta um revólver de todo tamanho à vista dos nossos olhares atônitos, já pronto a cuspir fogo no ralar da espoleta.
O João ao ver a arma apontada na sua direção saltou no seu algoz como um atacante na hora de fazer o gol: perdeu o pulo e caiu.
Debruçado na terra fria e pedregosa, aos pés do inimigo só a misericórdia de Deus, e ela fez-se presente…
O Lázaro só teve o trabalho de mirar a arma na cabeça de João e apertar o gatilho. — Bam! — Ai!
O projétil do disparo cravou-se numa das suas mãos que, mesmo atingido levantou-se e atracou-se com o seu rival. O sangue esvaia-se…
João por cima de Lázaro quase toma uma facada de graça de terceiro…
Um sujeito miúdo, amarelo feita a goiaba madura, ao lado a observar tudo e com vontade de entrar na confusão tomou as dores de Lázaro: aproximou-se mais e puxou da cinta uma enorme peixeira, que parecia um punhal procurava o melhor lugar para sangrar o João. — Descia do alto da cabeça a sua mortífera lâmina fria na direção do vão da clavícula do pobre.
De repente o forte grito do meu pai ecoou pela Rua do Comércio afora: “Não faça uma coisa dessa com o rapaz!"
O homem voltou com a faca para a bainha imediatamente.
O João a lutar e relutar sozinho para tomar a arma do inimigo nem percebeu o tamanho do risco que correu. — Morreria sem saber do quê.
De tanto esforçar-se, com um joelho flexionado sobre Lázaro no chão, o João já o dominava.
A arma do seu inimigo político já estava na sua mão, quando o tio Elias entrou em ação e a tomou.
Salvou o Lázaro da morte e o João da prisão. — Por certo.
*Nemilson Vieira de Morais
Acadêmico Literário.
OS INFORTÚNIOS DE AFONSO
Por Nemilson Vieira (*)
Eu o meu irmão mais velho e alguns amigos da primeira infância visitávamos o bananal do seu Afonso nas caçadas de passarinhos. Havia bananas maduras nos cachos, com furos por cima; já visitadas pelas aves. Pipira (sanhaço), currupião (sofreu), sabiá… Homem bom, de poucas posses, mas trabalhador e honrado… Numa certa altura da vida, Afonso desandou-se; deu um atrapalho na família: a mulher foi-se embora com outro e levou consigo os filhos. Com o tempo a sua casa do nada, pegou fogo com a plantação de bananas. Tudo que possuía tornou-se em cinzas; quase morreu de desgosto… Um amigo o convidou a uma caçada conhecida no nordeste por fachear; consiste em se fazer uma picada por baixo da mata e ficar a andar na mesma, num sentido e noutro, com uma lanterna e uma espingarda, o tempo que se fizer necessário; no intuito de abater a caça que tentar atravessar o caminho. Naquele dia deu errado… Terminaram o trabalho ainda cedo da tarde; o amigo de Afonso disse-o que o aguardasse um pouco, que iria dar algumas voltas por perto. A caçar algum bicho miúdo: um preá, um inhambu… Ao retornar, alguns metros de distância, algo fez um barulho por baixo de umas ramagens a sua frente; com a espingarda engatilhada na direção do bicho olhou mais um pouco e apertou o gatilho, Bam! Ai! — Gritou o Afonso em dores profundas. O amigo correu desesperado para ver e, confirmou ser o seu companheiro de caçada. Com bastantes perfurações de chumbo fino por todo o seu corpo; respiração ofegante, dificultada. No momento que fora alvejado Afonso firmava o cabo da sua faca que havia afrouxado. O amigo visualizou apenas o seu cotovelo em movimento e confundiu-se: achou ser uma cotia. Próximo à escuridão da noite começou o martírio do amigo do Afonso com ele nas costas a procurar uma ajuda. Um galo cantou ao longe de onde estavam… Era o sinal que precisava; marcou o rumo e foi-se. — Orientado pelo canto da ave chegou a um morador. Afonso perdera um pouco de sangue pelo caminho, com a agitação do corpo, aos balanços nos ombros do amigo. — Ainda vivia. O amigo contou com riqueza de detalhes tudo o que acontecera com os dois, ao morador. O homem depois de ouvi-lo… Indicou um remédio caseiro à vítima: um frango pisado no pilão com pena, tripas e tudo mais; do jeito que fosse pego no poleiro. Não carecia de sal; um pouco de água sim. Somente para chegar aos recursos médicos na cidade, lá entrariam com os cuidados e uma medicação coadjuvante ao tratamento. Com uma observação: não devia vomitá-lo caso contrário morreria. Afonso ainda consciente, por certo ouvia tudo em profundos gemidos. Consultado se topava beber o tal remédio naquelas circunstâncias, o aceitou. Depois do frango pisado o homem despejou aquela mistura numa caneca grande, mexeu e deu ao baleado a tomar. Afonso bebeu o frango pisado no maior sacrifício do mundo; com uma cara daquelas… A cada gole que dava fazia menção de jogar tudo para fora. Lembrava da orientação do homem e não o fazia. Missão cumprida, providenciaram uma rede para o traslado do paciente. Alguém para ajudar na condução do mesmo. Afonso não provocou vômitos e resistiu bem a viagem. O seu tratamento foi trabalhoso gastou-se um bom tempo para remover todos àqueles chumbos do seu corpo e a saúde voltar. Depois do caso passado até serviu de graça, se é que o Afonso contava que o pior de tudo não foi o tiro da cartucheira: foi o frango que bebeu. Com as recomendações de segura-lo no estômago para não morrer.
*Nemilson Vieira
Acadêmico Literário.
(27:02:18).
Fli e Lang
Você é a melodia que toca meu coração, como a música que sempre repito sem motivo. Seu sorriso ilumina meus dias, e em seu olhar encontro minha calma. Gosto de você, gosto da música que alegra minha existência, você é o ritmo que quero seguir."
No fundo da alma, escondida em segredo,
Uma mágoa persiste, um peso em meu peito.
Ela me consome, me faz oscilar,
E afeta meus negócios, o meu caminhar.
A mágoa guardada é um veneno traiçoeiro,
Que sufoca as relações, traz o triste cativeiro.
Engana as mentes, distorce a visão,
E afasta as pessoas da colaboração.
O que era sólido, se torna volátil,
E as oportunidades se evaporam fértil.
Negócios desfeitos, parcerias rompidas,
Tudo por conta da mágoa escondida.
O mundo dos negócios é ágil e voraz,
Não perdoa fraquezas, nem mesmo um triste algo a mais.
É preciso deixar a mágoa no passado,
Para trilhar novos rumos, um futuro almejado.
Liberte-se da dor que sufoca e controla,
Se abrir para o novo, é a lição que se revela.
Deixe a mágoa voar, dissolver-se ao vento,
E encontre no perdão, um novo alento.
Reconstrua pontes, abrace a empatia,
Aprenda com as quedas, explore a sabedoria.
Negócios sólidos são feitos de confiança,
Não deixe a mágoa causar dissidência.
Quebremos as correntes desse passado dolorido,
Em cada novo amanhecer, encontramos o sentido.
Deixemos para trás o que já não nos serve,
E abracemos a leveza que a mágoa não reserva.
É hora de prosperar, de alçar novos vôos,
De renascer das cinzas, como fênix em desabrochar.
A ti, mulher encantadora e única,
Que emana beleza e mistério,
Meu coração rendido e apaixonado,
Pelos caminhos das filosofias Que eu escrevo
Como as areias do deserto,
Teus olhos brilham, estrelas reluzentes,
Guiando-me por trilhas desconhecidas,
Nesse vai e vem dos sentimentos ardentes.
Tu és o perfume do vento,
Que atravessa os jardins suspirantes,
Em cada gesto e sorriso teus,
Encontro os segredos mais fascinantes.
Teus lábios, fogueira em chamas,
Que inflamam meu ser com paixão,
Despertando em mim, sentimento eterno,
Um amor além de qualquer razão.
Como os versos escritos nas areias,
Em poesias sem fim, quero te louvar,
Cantando as maravilhas do amor,
Em uma dança suave, a eternidade bailar.
Ergo meu olhar para a lua,
Pedindo aos céus que sejamos um só,
Que nossa história seja escrita nas estrelas,
Como uma promessa de amor e fé a renovar.
Que os ventos do deserto nos levem,
Em belas asas da confiança e harmonia,
E que a sabedoria das filosofias árabes,
Guie nosso amor, durante toda a vida.
Então, mulher especial e amada,
Que a essência do oriente ilumine nossos passos,
E que nossos corações, unidos e apaixonados,
Sejam um poema de amor nas mãos do tempo.
Vou direto ao ponto: Meu foco é em mim na academia e no trabalho, preciso concluir minha 4ª graduação longe de negatividade e problemas. Além disso, busco ter alguém especial para um relacionamento que seja diferente de tudo e de todos . Não estou disposto a ser um mero mensageiro, mas sim alguém que toma atitudes e ações. Tenho um objetivo claro e estou determinado a alcançá-lo até o fim, com esse pensamento a minha mente.
Meu quebra-cabeça
veio com uma peça faltando
Mas só descobri qual faltava
Quando a maior parte,
montada estava
Enquanto de mim, pouco sei
Muitos encaixam
Quando mais de mim eu soube
Só um encaixou
"Muitas vezes perco o sono a noite, me perguntando sobre inúmeras problemáticas que o meu saber não tem respostas prontas, definitivas, comprobatórias e igualitárias. Estamos sós? Qual o sentido desta existência? A vida é só isso? Estar contemplando essa complexa realidade por breves momentos efêmeros, logo depois fechar os olhos e contemplar só escuridão e vazio? Reflita! Viva! E espere o seu momento chegar".
BRISA
Seja bem-vinda,
oh, brisa das manhãs de primavera,
ao meu recôndito jardim de Heras!
A esse jardim sem flores nem amores.
Não vá embora!
O tempo logo se fará aurora,
e um resto de flores colherei na estrada,
esquecidas, deixadas.
E trarei para cobrir meu muro escuro...
E pousarei nos ramos a flor
que sonhou minha primavera nos galhos da hera.
Se eu contar ele me feriu Data: 30/05/2019
Apenas assim
Aqui não é meu lugar
Eu não quiz feri
Aquele que nunca conheci
Só quiz parti
Pra bem longe daqui
Me proteger do mau
Que nunca fiz pra ninguém
Vou andar além da escuridão
Esquecer das palavras que me feriu
E das mentiras que você fez de mim
Sem mágoas
Não pode me julgar
Para um reino que só quiz brincar
Ele levou meu sonho
Me fez mergulhar em um abismo sem fim
E agora quem vai me salvar?
Esse pesadelo não termina
Apenas continua cada dia cada noite
Estou presa dentro de mim
Sair por ai
Sem razão ele me levou
Para o mundo da imaginação
Que nunca me fez bem
Se eu contar
Ele me feriu...
Foi cruel Data: 19/09/2019
Para onde foi seu vício?
Junto com meu pranto
Eu calei
Você gritou
Viu algo passar
Mais se afasto
Medo no olhar
O que viu
Foi espanto
O que fez foi cruel
Seus dias arruinados
Sua vida estragada
Seu amante ameaçado
Seu vício imprestável
Para onde vai seu pavor
Tarde de mais!
algovenho e te levou...
Chora baby!
Diz que a ama!
Enquanto ele ri do seus medos e te afoga no oceano..
Deixa-me dançar Data: 11/04/2020
Diga-me o que farei
Meu mundo anda devagar
Adrenalina aqui não mais
Deixa-me dançar
Só pra ver o que vai dar
Vou sair por ai
Vou dançar
Ver o planeta girar
Meu prazer vou disfarça
Eis me aqui
Quero dançar
Até me acabar
Festa irei entrar
Até disfarça
Deixa-me dançar
Quero sentir
Meu gelo
Até me esfriar
Meu ego
Esta a explodir
Eu vou evoluir
Estou aqui
Não quero disfarça
Só assim
No principio ao fim
Não me diga que fui longe de mais
Quero dançar
Deixa-me dançar
Até no fim
Eu farei melhor
Meu esforço é disfarça
Estar feliz tanto faz
Eu só quero dançar
Até me acabar
Deixa-me expirar
Vou no fim progredir
Esta sou eu
Então o que fazer
Essa só eu
Até não mais me dispensar
Evoluir
Chegar entender o que me diga vai n esqueça
Eu sei que esta no fim o princípio
Eu vou no fundo
A maré
Esta agitada
Mais eu não sou uma fracassada
Garoto não me espera
Porque não estou mais..
Dessa vez fui longe de mais
Por isso digo deixa-me dançar
Não espera mais
Sou assim
Não Sou fácil
Mais tem que me aturar
Sou as vezes chata
Porque não estou bem
Mais quando voltar
Eu vou dançar me fará melhor
No fundo eu me vi
Prisioneira eu andei
E na rua eu vaguei
Você não viu minha lágrimas
Eu chorei no meu pranto
Mais dancei
Pra dizer a deus as dores
Eu não quero mais sentir
Esse mau estar
Só dizer vou me animar
Até meu ego poder voltar
Por isso digo deixa-me dançar
Até me acabar...
Meu mundo implacável
Data: 15/10/2020 Hora: 17:30
sozinha me encontro
sozinha estou
afundo nas amarguras e noites traiçoeiras
pela escuridão dou meu ultimo suspiros
volta-me
na inocência e me leve-me para as purezas
me tira desse infinito
meu mundo implacável
corpo cansado
alma desabilitada
me sinto torturada e embriagada
vejo o fundo
mais suspiro com o vício
de dizer e não mentir
de fazer e não transmitir
de ver mais não corresponder
meu doce veneno
encerrando com um beijo.
Te darei o topo Data: 22/01/2021
O mundo esta revoltado
Esvaziando o fôlego
Virando rotina
Meu bem sente o fel
Cava uma cova para nós
Não desperdiça seu tempo com rosas
Espera minha morte
E jogue no meu túmulo
Serei seu fantasma
Te farei sentir a dor
O amor que você despedaçou e em outros braços ao encontro
Da vida que eu via da alegria que eu sentia
E você me ferro
Olha pra sua garota
Olha pro seu garoto
Olha pra você meu bem
Serei teu anjo te devolvendo no túmulo
O que você me tiro
O que você me arranco
O que você despedaçou não volta mais
A dor que senti
A tristeza que senti
E você levo a brincar
Enquanto estou a me ferrar
Logo estarei retribuído
Estarei lá o tempo todo dizendo fez
Uma cova para nós enterramos
Mais antes vou me diverti
Com sua cara
E fazer sentir o fel
Te darei o topo
Te darei poder
Mais depois eu vou arrancando
Até me cansar de brincar
E te envenenar
Vai pedir pra morrer
Mais ainda é cedo
Vai implora pelo perdão
Mais vou dizer tarde de mais
Agora já não estou mais aqui para escuta -lo
Esqueceu-se que sou um fantasma?
Agora me cansei de brincar e vim te carregar para o buraco que você cavo e me jogo
Agora ver ele será feito pra você também
Para as profundezas vou te arrastar
E de um berço de ouro de onde se encontrava acabará na lama..
Uma das lutas mais difíceis, é a luta com o meu próprio eu, que de forma latente, impõe suas vontades sem pedir licença.
A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE CORRE!
Vesti meu terno de domingo singular;
Botei perfume de alfazema pra agradar;
Corei meu rosto de cobiça de encontrá-la;
Saí de casa com meu passo de esperança;
Cheguei bem cedo na pracinha sem tardança;
Sentei num banco do jardim para esperá-la;
"Tem que ser hoje! Vou dar fim ao meu anseio!"
Colhi três ramos de determinada flor;
Lembrei palavras pra dizer com muito amor;
Provi meu peito do frescor daquele instante;
Cantei poemas e canções por distração;
Contei estrelas no horizonte em oração;
Sorri pra lua, com prazer no meu semblante.
"É só esperar pra ser feliz! Verá! Verá!"
Traguei fumaça de cigarro como um louco;
Senti pontadas de suspeita pouco a pouco;
Cruzei as mãos, adivinhando a má verdade;
Baixei meus olhos carregados de certeza;
Desfiz meu peito com soluços de tristeza;
Deixei cair três ramos murchos de saudade.
"Ela não veio! Santo Deus. . . ela não veio!"
Sequei meu rosto amolecido pelo pejo;
Ergui meu vulto fatigado de desejo;
Rumei meus passos no retorno à solidão;
Despi meu corpo umedecido da garoa;
Deitei meus sonhos num colchão largado à toa;
Dormi com a dor do desengano, da ilusão.
"Ela virá! Sei que amanhã ela virá!. . ."
" Aprendi a contemplar e a contar o meu real valor! Você é o seu imaginário,é que não aprende a me economizar."
