Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Tenho alma de namorada, Respiro na intensidade que respira o amor, Vivo da vontade poética de fazer do teu coração a minha habitação.
A tua voz é sopro divino ao pé do ouvido, Te guardo no coração como ouro, Cuide desse teu amor como quem cuida de um tesouro.
O encantamento de amor surge com o seu toque de simplicidade,
Bate na porta trazendo ternura e o vigor da mocidade...
Sou semente na tua mão, Plante-me em teu coração, Quando o amor chega, Ele sempre chega sem aviso e guiado pelos olhos da paixão.
O amor surgiu
bem mais claro
que cristal puro,
Desde a primeira
vez senti que era
você o meu mundo;
Vivendo a entrega
perfeita e mútua
aqui estamos
a cada segundo.
As gotas
de amor
do General
de olhos
inabaláveis
de azabache
vem todos
os dias
fazendo
um oceano
pelo futuro
para que
não se perca
a fé na vida.
Não dá para
fingir que
as mestras
não estão
indignadas,
Por cada uma
sofro em dobro,
Não sejam
um estorvo,
Vocês não
sabem o quê
elas passam.
Não se trata
de uma teoria:
O Coronel
está com
a filha detida.
Foi assinado um
acordo parcial
com a minoria,
Creio que
a palavra
será cumprida.
Só Deus sabe
quando vão
soltar a tropa
e o General,
Não desistirei
de seguir
por cada um
pedindo em
tons reais
e de harpa celestial.
Arroio Trinta
Pedra fundamental
por mãos caboclas,
É Riacho pequeno
beijo de amor infinito
no Vale do Rio do Peixe.
A imigração italiana
plantou lavouras
de ternura e fez
do destino uma cidade.
Arroio Trinta, adorada,
tu bem sabes que te amo
muito mais do que trinta vezes,
além das das horas, dias, horas
meses e por todas as auroras.
A minha oração nas grutas
e no mirante é por ti
e por toda a sua gente,
que ama, luta e segue em frente.
O nosso amor
sempre será
amor por onde for,
seja nas matas
verdes turmalinas
ou nos oceanos
verdes turmalinas,
O quê nos importa
é fazer da vida uma
festa todos os dias.
Atalanta Poética
Minha Atalanta poética,
na tua Serra do Pitoco
dou graças ao teu amor
bonito o tempo todo,
e no Rio Dona Luzia
nado lado a lado
com toda a poesia.
Minha Atalanta poética,
ali na Cascata Córrego
do Rio Caçador
dou graças por todo
o teu infinito amor,
e deslizo nas águas
do perfeito verso.
Minha Atalanta Poética,
ali na tua Cachoeira
Perau do Gropp
em plena correnteza
mergulho na sutileza,
e nela me encontro
escrevendo este poema.
O amor semeado
nas nossas vidas
chegou para ser
regado e cuidado
como uma roseira
perfumada e bela,
E com todo o zelo
para retirarmos sem
medo e com carinho
os espinhos que
aparecerem nela.
Pelo amor que o céu
tem pela nossa união,
Pelo azul turquesa do mar
mais paradisíaco,
Jamais deixarei o orgulho
que sinto do nosso amor bonito.
Causar ciúmes
estraga o amor,
Prefiro ser
a poetisa dos seus dias,
Florescer de alegria
como a Cina-Cina
e para que você
não pense por nenhum
segundo me perder.
Se for correr atrás
do amor que seja
ao redor de uma
Pitangueira cheia
de pitangas doces,
E no final ganhar
muitos beijos
como recompensa
O seu amor tem sabor
de Grumixama Amarela,
Foi ele quem me fez poeta
e nunca mais consegui
colocar os meus pés na terra.
Garopaba
No lugar abençoado
onde vivia o Índio Carijó,
o amor da tua gente não me deixa só.
Na terra de praias tão belas
onde guarani era a tribo,
nas areias escrevi o meu destino
e resolvi permanecer contigo.
Em pleno Descobrimento do Brasil
viraste abrigo para fugir do temporal
e enseada de barcos
em pleno paraíso austral
da gloriosa Pindorama Nacional.
Com a vinda da maioria
dos açorianos oriundos da terceira
ilha tu encantaste com toda
a maravilha e se tornou
Armação de São Joaquim de Garopaba
e depois a freguesia que virou vila.
Garopaba, minha cidade linda,
que antes era uma armação baleeira
e virou santuário da baleia franca,
um sopro magnífico de esperança
no coração de quem crê
na força da vida com o mesmo
olhar puro de uma criança.
Garopaba, minha enseada poética,
a tua gente a minh'alma abraça
e com gentileza o meu coração leva;
a tua História, os teus sabores
e tua Natureza preenchem
com toda a beleza e dão sentido
para a minha própria existência
sem pesares e todos os amores.
Morrendo de amores
pelo teu amor,
Sem nos preocupar
com nada,
Uma cesta com
sabores da terra
sob uma toalha
quadriculada debaixo
de um Pau-Ferro,
É neste mundo
o quê mais eu quero.
