Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
O amor começa quando a admiração pela perfeição imaginada é substituída pelo respeito pela humanidade real.
Para amar de verdade, a pessoa precisa primeiro entender as "regras" do amor — que ele não sobrevive apenas de admiração visual, mas de alicerces construídos no conhecimento real.
O amor real exige proximidade: Não se ama um desconhecido; ama-se um conceito. O amor verdadeiro nasce da convivência (ser amigo).
O Rosto e o Rastro
O olho avista o traço, a curva, a cor,
E apressado o peito chama de amor.
Mas o que brilha na luz do meio-dia
É apenas o eco de uma fantasia.
Pois o rosto é o porto, a fachada, o cais,
O amor, porém, habita em águas mais profundas e reais.
Não se ama o brilho que a retina consome,
Mas o peso do silêncio e o jeito que ela diz seu nome.
É preciso o cansaço, o riso sem jeito,
Conhecer o defeito que mora no peito.
Só quando a máscara o tempo desfaz,
É que o "gostar" descobre do que o "amar" é capaz.
A beleza atrai, convida e seduz,
Mas só o que é alma sustenta a luz.
Se o rosto é o livro que a gente folheia,
O amor é a história que o sangue semeia.
A Porta e o Altar
O rosto é a porta que a vista franqueia,
Mas o amor só acende onde a alma ceia.
A moldura é de vidro, o espelho é de luz,
Mas o que me prende é o que em ti me conduz.
Não se ama o brilho que o tempo consome,
Mas o rastro de vida que mora em seu nome.
O Espelho e a Essência
A vista se encanta com a moldura,
mas o amor só nasce na leitura.
O rosto é o convite, o belo começo,
mas amar é saber o que mora no avesso.
Um olhar captura a luz da manhã,
mas só o nó do convívio torna a alma fã.
Quem ama o semblante só vê a vitrine,
O amor quer o drama que o tempo define.
Pois a pele é silêncio, a face é moldura,
E o amor é o mergulho na zona escura.
Não basta o contorno que o olho descreve,
O amor quer o peso, não quer o que é leve.
Só quando a máscara enfim cai ao chão,
É que o rosto dá lugar ao coração.
Viver na Igreja é fácil.
Difícil é ser Igreja!
Tratar com amor e respeito todos os seres. Humanos ou animais. Viver com simplicidade e agir com humanidade diante das falhas e limites alheios.
Não julgar. Não humilhar. Não espezinhar. Não trapacear. Não iludir. Não corromper.
Isto é ser de Cristo. Isto é viver Nele!
A saudade de um filho é um tipo de amor que continua abraçando, mesmo quando a distância não deixa tocar.
Quando o amor chega, não marca hora, dia e nem lugar. É um sentimento que te domina, difícil de evitar.
O amor é um sentimento que dura e cura
Da sentido ao tempo.
Espanta a mentira de se esconder em uma fantasia.
Nos torna belos como o sol que, de dia e de noite, inspira.
Que triste a vida de quem no vazio espia. Há aqueles que perseguem o amor sem nunca conseguir sentir nenhum sinal de vida original. Fique alerta, se previna.
O peso da espada favorece o justo.
Fazer o certo é a nascente do amor que cura, a garantia de surfar no pulso da vida.
Não te desalinha. Não te aprontes para ser aprovado, se vista para apreciar a vista.
POEMA INEVITÁVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
Na vida temos o livre-arbítrio de nossas escolhas, que, baseadas no bem, no amor, no ódio, ou, no medo, nos fazem plenamente responsáveis pelas consequências.
Nada mais reconfortante que um amor desconstruído…
Olhar para alguém e não sentir nada…
A pessoa escolheu se manter no cantinho da indiferença…
Tanto faz se fazer presente…
O amar perdeu o sentido…
O tempo fez seu papel…
A saudade nem faz conta…
A lembrança virou vazio…
O amor não dorme em cama fria…
