Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Vi a eternidade nos teus olhos, e mesmo com minha finitude meu coração te acolhe para em um átimo sermos felizes
Deus é o máximo que há no meu íntimo; Eu sou o ínfimo que revela o máximo; Em busca do ideal para encontrar o mínimo
Autoestima independe do juízo de valor que os outros fazem a meu respeito, enquanto a vaidade, é um aprisionamento de valores alheios
A vinha que brota em meu ser é a luz que clarifica o breu e que corrói a sombra até a chegada do alvorecer
Somente Deus, do alto das suas nuvens pode soprar o vento contrário ou favorável ao meu velejar, mas cabe a mim, somente a mim ajustar as velas
O sacerdote pode até ajudar a salvar meu espírito diante de Deus, mas o que adianta plantar novas sementes, se ao reunir todas as flores meu corpo padecerá diante da miséria dos homens?
Passarinhos
O meu olhar que neles se prende,
sem qualquer pressa,
enquanto eles voam... e cantam,
livres, lindos e inocentes, embalam
o meu existir...
nem sabem de mim, se soubessem
mais e mais sei me cantariam, e
não sabem o quanto me encantam.
Passarinhos,
que tanto amo! Foi sempre assim.
Mais que poesia, de sonho delicado,
passarinhos... dá força à vida!
Não é pelas cores de suas asas,
ou pelo seu canto animador,
talvez, suas agilidades e leveza.
Nada de mais lindo há na natureza.
É a sua própria existência, pousar
de leve, trazendo demasiado jeito
de me fazer sonhar,
atração de alma, esse amor por
passarinhos soltos pelos ares,
que junto me faz flutuar!
Não é só pelas suas cores, não é
por vontade de tê-los, jamais
querer prendê-los, a não ser pelo
meu olhar que os segue, e voa
em suas asinhas aos ventos, ouve
os seus cantos, gritos, sem se cansar.
Dando movimento à minha vida,
e as suas vidas, me traz um mais que doce
inspirar.
Minhas lamentações:
Em meu peito, a tristeza faz morada,
Um lamento profundo, alma magoada.
O universo, em conspiração sombria,
Contra minhas forças, noite fria.
A alegria, outrora tão vibrante,
Sucumbe ao peso, instante a instante.
Lágrimas vertem, rios de dor,
Em meu pranto, um clamor de amor.
Eu olho ao meu redor e me sintodeslocado, perdido, atrasado…
O que falta pra mim? :(
Eu me sinto um verdadeiro fracasso.
Vejo meus amigos todos à minha frente, sinto que estou ficando para trás. :/
Meu viver é bordado
pelo caminhar
de uma alma plácida
com pés intrépidos.
Essa timida valentia
faz dos meus passos
silentes versos
uivantes de vida.
Sem nada saber
cheguei ao mundo em versos e alma
descascando palavras do meu ser
como se a vida fosse
fatias e gomos de poesia
mas sei que vou partir
desfolhando-me sementes de saudade
sem saber por certo
se eu me escrevo ...
me leio ...
ou se sou analfabeta.
*O meu pão e vício de cada dia
Não sei nadar
sem pescar folhas perfumadas de menta fresca
nas ondas saborosas da minha Via Láctea...
Não sei pular ondas
sem pintar faíscas coloridas como os vagalumes
na húmida penumbra dos campos floridos no meu Verão...
Não sei cantar sem pronunciar o doce eco da cantiga serena da alma nas alturas silenciosas do meu Himalaya...
Não sei escrever
sem manchar as brancas folhas mortas
com o batom vermelho da minha espada/caneta sanguinante...
Não sei existir na veia da palavra
sem ser o sangue da poesia...
Não sei me escrever Poesia sem me ler Alma.
Nessa quarentena
decoro o meu olhar
na paisagem outoniça dessa minha janela
onde o luxuriante verde da Serra da Tiririca
enaltece a poesia feraz do meu ser.
Nas entrelinhas do meu viver em preceito
Onde, impositivo é o verbo escrever
A poesia, imperativa, descreve-se sujeito ,
adjetivo e predicado do meu ser.
Diante desse patamar
queria calar o meu olhar
mas... a minha consciência não é cega
olha, vê e enxerga esse presidente chumbrega
que a Constituição nas nádegas esfrega
e ao caos total a minha Pátria Amada entrega
que nem em plena pandemia
deixa de lado o seu voraz apetite pela blasfémia
e vive a Presidência como fosse uma boêmia.
Que tenha o seu devido impedimento essa gangrena
antes que acabe a nossa quarentena
e que muito longe fique essa criatura cafona e brigona
para sempre e mais um dia, junto com esse vírus corona.
E aqui termino o meu pensamento rimado
sobre esse momento desafortunado.
Quietinha no meu canto, ando observando, lendo, escutando e assistindo o tudo desse nada ou o nada desse tudo... que anda acontecendo no Meu Amado Brasil;
Constato que pior do que a pandemia do Covid-19 e dessa espécie de presidente que conseguiram eleger... são as pessoas ( politícos e cidadãos comuns ) que tiram proveito dessa tragédia que está no início. Sim! Está no início, porque o pior está por vir. E não me venham dizer que sou pessimista!!! É a pura realidade que está diante dos olhos de quem sabe enxergar e quer vê-la.
Mas... Não se desesperem!
Se tudo acabar bem...
Estamos fudidos.
E se tudo acabar mal...
Estamos fudidíssimos.
@MiriamDaCosta
... e é tanta paz
nas paisagens
do meu olhar poético...
que chego a temer
os olhares desse mundo
tão assim...assim como é.
