Acorda
A morte é como um sono profundo, só que ao invés de acordar no mesmo corpo, acorda em outro, e nem se lembra de como dormiu.
Às vezes a gente acorda
pior que o leão do dia,
mais explosivo que dinamite,
mais colorido que foguete,
mais cansado que o bicho-preguiça…
E tá tudo bem.
Nem todo dia a alma desperta leve.
Tem manhã que o coração acorda brigando com o mundo
sem nem saber exatamente o motivo.
A vida cobra, o tempo pesa,
as palavras machucam,
e até quem é forte cansa de ser forte o tempo todo.
Mas até o leão descansa,
a dinamite apaga,
o foguete perde o brilho
e o bicho-preguiça continua vivendo no tempo dele.
Talvez o segredo não seja fingir felicidade todos os dias,
mas aprender a respeitar os próprios limites
sem deixar de acreditar
que amanhã pode nascer mais leve.
Quem não acorda para a realidade passa a vida dando beijos em sapos na esperança de um dia encontrar um príncipe encantado.
A gente acorda e não encontra aquele livro, esqueceu. Esse grande desafio e o maior obstáculo da vida, acontece dentro de nós mesmos. A nossa dúvida , nosso esquecimento, nosso próprio everest, ...Que exagero!
Que nosso dia seja tão lindo quanto o sorriso de vocês e nos ofereça tanta felicidade quanto amizades. Que D'us continue guiando todos os passos e iluminando cada vez mais os pensamentos.
Assim acaba a dúvida da Vida,
Vida de Solteiro...
Dormir no galinheiro é perigoso: dorme com a galinha, acorda com o galo cantando, pintos piando e ainda chocando ovos alheios!
Você acorda depois do abraço.
Não acorda durante a queda.
Não acorda esmagada.
Não acorda no meio da tempestade.
Não acorda no momento em que a ponte desaba.
Você acorda depois que alguém percebe que houve um engano e oferece acolhimento.
Um dia você abre os olhos e vê a luz: nasceu.
Outro dia, acorda e tá na hora de ir ao colégio.
Outro dia, o despertador berra: atrasado para o futebol com os amigos do Clube da Esquina.
Outro dia, desperta ao lado do primeiro amor, depois de muito amor.
Outro dia, de madrugada, o alarme dispara: primogênito com fome.
Outro dia, o celular interrompe a soneca pós-almoço: mensagem da neta distante.
Outro dia, acorda assustado por ter passado do horário dos remédios.
E chega o dia do agradecimento, de abrir os olhos e ver a luz de um novo dia.
Beija-flor acorda cedinho, sai do ninho e da bom dia para mim. Depois acorda meu amor, a linda flor do meu jardim, ele vem da natureza, batendo asas com firmeza, mostrando encanto e beleza, vai fertilizando os amores e multiplicando as flores, beijando todas, beija cravos e jasmim, só não beija a rosa vermelha, que é beijada por mim.
Você acorda todos os dias com a mesma pergunta escondida atrás das tarefas simples. Não é dita em voz alta, mas governa cada escolha. Vai vencer o fracasso ou vai morrer tentando parecer vivo. Não existe terceira opção, só existe adiamento. E adiamento também é uma forma lenta de morte.
Você, homem ou mulher, aprendeu cedo a negociar com a própria consciência. Disse a si mesmo e a si mesma que ainda não era a hora, que faltava dinheiro, tempo, apoio, coragem. O fracasso não chegou como um impacto, ele se instalou como um móvel velho no canto da sala. Sempre ali, sempre ocupando espaço, sempre fingindo que não incomoda. Mas incomoda. Corrói. Envelhece por dentro.
A história começa no dia em que você percebe que ninguém virá buscar você. Nenhuma mão surgirá do nada. Nenhuma circunstância vai se alinhar sozinha. O mundo não pausa para sua dúvida. Ele avança, empurra, atropela quem fica parado. Você olha em volta e vê pessoas que não são melhores, nem mais inteligentes, nem mais profundas. Só decidiram. E a decisão, quando repetida todos os dias, cria um tipo estranho de dignidade.
Fracassar não foi o pior. O pior foi se acostumar. Foi aceitar um trabalho que drena, relações que diminuem, sonhos que viraram piada interna. Você riu de si mesmo e de si mesma para não chorar. Disse que era realista, mas no fundo estava apenas cansado e cansada demais para sustentar o próprio desejo.
Até que um dia algo quebra. Não é um milagre. É uma exaustão lúcida. Você percebe que continuar do jeito que está dói mais do que tentar mudar. O medo ainda existe, mas perde o trono. Ele deixa de mandar. Você entende que o fracasso não é o erro, é a permanência. É repetir o mesmo dia esperando um resultado diferente e chamando isso de paciência.
“Vença o fracasso ou morra” não é um slogan bonito. É uma constatação brutal. Morrer aqui não é o corpo parar. É a identidade se dissolver. É viver como figurante da própria história. É chegar ao fim com a sensação de que você poderia ter sido alguém inteiro, mas escolheu ser funcional.
Então você começa pequeno. Ridiculamente pequeno. Um passo que ninguém aplaude. Uma escolha que ninguém vê. Você age mesmo sem garantia. Age com medo, mas age. Aprende que coragem não é ausência de pânico, é disciplina em meio a ele. Aprende que ninguém respeita quem se abandona, nem você mesmo, nem você mesma.
O fracasso tenta voltar. Ele sempre tenta. Vem com a voz conhecida dizendo que é tarde demais, que você já tentou antes, que não nasceu para isso. Mas agora você reconhece o truque. Entende que essa voz não quer te proteger, quer te manter previsível. E previsibilidade é confortável para o mundo, não para você.
A virada não é épica. É silenciosa. Um dia você olha para trás e percebe que não está mais no mesmo lugar. Não venceu tudo, não conquistou tudo, mas deixou de se trair. E isso muda a postura. O jeito de andar. O jeito de olhar as pessoas. O jeito de dormir.
Vencer o fracasso não significa nunca cair. Significa não morar no chão. Significa levantar sem dramatizar, sem romantizar, sem pedir permissão. Significa assumir que a sua vida é sua responsabilidade, mesmo quando as circunstâncias foram injustas, mesmo quando você não escolheu o ponto de partida.
No final, você entende que “ou vença o fracasso ou morra” nunca foi uma ameaça externa. Era um aviso interno. Um limite. Uma linha no chão dizendo daqui você não passa para trás. Daqui em diante, você avança ou se apaga.
E você escolhe avançar. Não porque é fácil. Não porque é bonito. Mas porque continuar vivendo pela metade já se parecia demais com morrer.
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COMO NÃO DESANIMAR DIANTE DO FRACASSO
Você chega neste ponto do livro porque já entendeu algo essencial, mesmo que ainda resista a admitir. O fracasso não é o fim do caminho. Ele é parte do terreno. O que destrói você, homem ou mulher, não é cair. É o desânimo que se instala depois da queda e começa a decidir por você. É ali que a vida começa a ser abandonada em parcelas pequenas, quase invisíveis.
Fracassar cansa. Não apenas fisicamente, mas mentalmente. O corpo até levanta, mas a mente começa a criar narrativas de desistência que soam inteligentes, maduras, prudentes. Você passa a chamar medo de cautela, fuga de sabedoria, estagnação de estabilidade. E quanto mais você repete essas histórias para si mesmo e para si mesma, mais elas parecem verdade.
Não desanimar diante dos fracassos não tem nada a ver com pensamento positivo. Não tem relação com acreditar que tudo vai dar certo. Tem relação com lucidez. Com enxergar o fracasso como um dado do processo e não como um veredito sobre quem você é. Quando você confunde resultado com identidade, qualquer erro vira uma sentença pessoal. Você não pensa “isso falhou”. Você pensa “eu sou um fracasso”. É nesse ponto que o desânimo cria raízes.
O fracasso machuca porque toca em expectativas não cumpridas. Algumas eram suas. Outras foram impostas. Você tentou corresponder a um modelo de sucesso, de maturidade, de estabilidade que nunca foi realmente escolhido por você. Quando não consegue sustentar esse modelo, a culpa aparece. E a culpa prolongada se transforma em cansaço existencial.
Desânimo não surge do nada. Ele é construído. Ele nasce da repetição de tentativas sem reflexão, de esforços desconectados de sentido, de insistir nos mesmos caminhos esperando resultados diferentes. Você se desgasta porque não ajusta a rota, apenas força o passo. E chega uma hora em que a alma pede trégua, não por preguiça, mas por saturação.
Não desanimar exige parar de romantizar a persistência cega. Persistir não é continuar do mesmo jeito. Persistir é aprender, recalibrar, mudar abordagem. É aceitar que você pode ter escolhido mal, planejado mal ou se preparado mal. Isso não diminui você. Pelo contrário. Só pessoas maduras revisam a própria estratégia sem transformar isso em drama.
Você precisa entender algo com clareza desconfortável. O fracasso não vem para te humilhar. Ele vem para te ensinar onde você ainda está operando no automático. Onde você age por impulso, por comparação, por medo de ficar para trás. O desânimo surge quando você ignora esse aprendizado e tenta seguir como se nada tivesse acontecido.
Existe uma diferença profunda entre cansar e desistir. Cansar é humano. Desistir, muitas vezes, é apenas falta de estrutura interna para lidar com frustração. Você não foi ensinado e ensinada a perder. Foi treinado e treinada para acertar rápido ou se sentir inadequado. Então, quando o erro aparece, você entra em colapso silencioso.
Não desanimar é desenvolver musculatura emocional. É aprender a sustentar o desconforto sem se abandonar. É falhar hoje e ainda assim manter uma conversa honesta consigo mesmo e consigo mesma amanhã. Sem agressão interna. Sem autodepreciação teatral. Sem frases absolutas como “nunca”, “sempre”, “nada dá certo”.
Observe com atenção. O desânimo costuma vir depois de expectativas irreais. Você espera resultados grandes demais em tempo curto demais. Espera reconhecimento antes da consistência. Espera segurança antes da experiência. Quando isso não acontece, você interpreta como sinal de que não vale a pena continuar. Mas o problema não foi o fracasso. Foi a fantasia.
Fracassos fazem parte de qualquer construção real. Quem não fracassa, normalmente não está tentando nada que exija crescimento. Está apenas se movendo dentro do conhecido. O desânimo, nesse caso, é um aviso de que você está saindo da zona confortável. E o desconforto, embora desagradável, é um indicativo de expansão.
Você precisa reaprender a conversar consigo mesmo e consigo mesma depois de errar. A maioria das pessoas se trata pior do que trataria um estranho. Você se acusa, se diminui, se ameaça com abandono. “Se eu errar de novo, eu desisto.” Essa postura não gera força. Gera medo. E o medo paralisa.
Não desanimar não significa ser duro consigo. Significa ser responsável. Responsável por ajustar o plano, revisar expectativas, cuidar da energia mental. Você não é uma máquina. É um sistema vivo. Se sobrecarrega, quebra. Se ignora os sinais, entra em colapso. Persistência sem consciência vira autossabotagem disfarçada de virtude.
Há dias em que o fracasso parece pessoal demais. Como se ele tivesse escolhido você. Nesses dias, é preciso reduzir o campo de visão. Não pense na vida inteira. Não pense no futuro distante. Pense na próxima ação possível. Pequena, concreta, executável. O desânimo se alimenta de abstrações grandes demais. A ação simples o enfraquece.
Você não precisa se sentir motivado ou motivada para continuar. Precisa estar comprometido e comprometida. Motivação oscila. Compromisso sustenta. Compromisso é continuar mesmo quando a emoção não ajuda. É entender que desistir sempre parece tentador no curto prazo, mas cobra um preço alto no longo prazo.
Fracassar também revela onde você deposita sua autoestima. Se ela está inteiramente nos resultados, cada erro vira um ataque ao seu valor. Quando você começa a construir autoestima na postura, no esforço consciente, na coerência interna, o fracasso perde o poder de te destruir. Ele passa a ser apenas um dado.
Não desanimar é aceitar que o caminho não vai validar você o tempo todo. Que haverá silêncio, indiferença, portas fechadas. E mesmo assim, você continua. Não por teimosia vazia, mas porque entende que o processo é maior que o aplauso. Quem depende de validação constante não aguenta fracassos prolongados.
Você também precisa aprender a descansar sem desistir. Muitos abandonos são, na verdade, exaustão mal interpretada. Você não precisava parar para sempre. Precisava parar um pouco. Respirar. Reorganizar. O desânimo cresce quando você trata pausa como derrota e descanso como fraqueza.
Fracassos repetidos pedem análise, não autopunição. O que exatamente não funcionou. Onde você insistiu no que já estava claro que não dava retorno. Onde você ignorou sinais. Onde você terceirizou decisões. Não desanimar é usar o fracasso como ferramenta, não como sentença.
Chega um momento em que você entende que o maior fracasso seria desistir de si mesmo e de si mesma. Não do projeto, não do plano específico, mas da própria capacidade de aprender e se reinventar. Quando você mantém essa base intacta, nenhum fracasso consegue te apagar por completo.
Você não precisa vencer sempre. Precisa continuar inteiro e inteira o suficiente para tentar de novo com mais consciência. O desânimo perde força quando você para de exigir perfeição e começa a exigir honestidade consigo.
Persistir, no fim das contas, não é um ato heroico. É um hábito silencioso. Um acordo diário de não se abandonar, mesmo quando o resultado ainda não apareceu. É isso que separa quem atravessa os fracassos de quem se perde dentro deles.
E se você chegou até aqui, lendo com atenção, já sabe que desistir nunca foi falta de capacidade. Sempre foi falta de sustentação interna. Essa sustentação se constrói agora, com clareza, responsabilidade e continuidade.
Você não precisa provar nada para o mundo. Precisa apenas não se trair diante do primeiro, do segundo ou do décimo fracasso. Porque fracassar faz parte. Desanimar é opcional.
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Fim
Ficou aquele olhar... algo interpelando as razões da vida; o que nos conduz, o que nos acorda, o que nos levanta, o que nos faz respirar; sonhos e paixões. A eternidade em poucos segundos. As estrelas explodem criando supernovas; fatos, criações e a cultura secular de uma civilização tornam se a história, mas eternidade é algo bem subjetivo: primaveras, outonos, invernos e verões... momentos felizes ou agruras superadas; cicatrizes, cumplicidades e boas lembranças que fazem valer o parasempre. Teremos outras manhãs, só não olhe pelo retrovisor, não procure eclipses não faça promessas; e o meteoro que vem em nossa direção... não ouça tudo o que dizem, não acredite em tudo que falam, não peça que eu bata, que eu enforque, não se entregue tanto a esse vício chamado paixão... dentro de mim tem um vem-vem que pode voar bem longe, mas que faz valer seu nome. As grades não podem conter esse pássaro que há em mim. Ficou aquele olhar inquisitivo... um cheiro de pólvora, o cano do “Smith’’ fumegando... então eu volto como se pudesse refazer tardes tépidas dos sábados inesquecíveis, noites brilhantes quando contemplávamos constelações e eu tentava entender o enigma de capricórnio, ou noites chuvosas e incitantes ao prazer; então há um bloqueio, e eu me encontro aqui: olhares estranhos, palavras inquietantes, pessoas abstratas. O homem com a toga jamais entenderia que nenhuma sentença me condenaria mais que aquele olhar, o corpo sem vida, olhos arregalados incapazes de compreender de como a paixão pode ser letal. Jamais compreenderia que antes do homicídio eu já tinha sido assassinado.
O tempo parece que parou, aqui se perde noção de hora ou dia, mas nada me faz esquecer as nossas sextas-feiras ali na lagoa. Petra, a garota do açaí, já tinha me falado da ruiva que circulava ali numa Caloi; e quando nos conhecemos confesso que aquela intimidade me perturbava; mas as mulheres compartilham seus segredos, coisa que só outra mulher compreende, mas aquela cumplicidade me incomodava; mensagens no whatsapp, chamadas longas, sussurros... na manhã daquele sábado passei no ” pinga fogo” revi velhos conhecidos meus e seus, ouvi comentários indesejáveis, risos sarcásticos e talvez tenha bebido além da conta; quando ia saindo, uma prima sua ainda veio me provocar: ”o que a Iranir viu em você” -o que você não viu nem vai ver nunca, respondi. Mara, Liana, Nilde... tento comparar, repovoar, detalhar; agora era diferente, os momentos difíceis eram compartilhados assim como as alegrias. A forma de como tudo aconteceu não foi por um sentimento de posse, foi o cuidado excessivo de preservar algo precioso.
As manhãs de domingo ali na Lagoa... a garota na Caloi já fazia parte da paisagem; o Cristo Redentor lá de cima parecia uma sentinela para que tudo corresse dentro da normalidade.
Dez anos passados, a Lagoa continua acolhedora, a moça do açaí agora é uma afrodescendente: Dina tem um sorriso encantador, veste a camisa do fluminense e me confessou que leu AMORAMORA; e que não compreendia como alguém com tanta sensibilidade... tudo vai muito além dos bloqueios que nos afligem a alma; e as coisas acontecem exatamente pela sensibilidade, mas o redentor nos acolhe misericordioso como aquele que nos permite caminhar na tênue linha entre a paixão e a razão.
"Sabe aquele bom dia que você já acorda procurando ele por que sabe que ele está lá e também sabe que você precisa dele para levantar bem e sorridente? Poies, eu tenho e não sei viver sem ele, uma amor incondicional, uma vontade de esta junto o tempo todo isso é amor, isso é paixão, isso é desejo e melhor ainda tudo em um só lugar"
Amor "Nanda"
ACORDA, PORTUGAL!
O horizonte encolheu. Trocaram o mar e as estrelas, que alargam a alma, por agendas estreitas e por um comercialismo triste, sem luz própria.
Desviámo-nos do rumo. Deixámos de ser a expressão audaz do espírito que descobriu mundos para nos perdermos em figurinos alheios, longe da nossa terra e do nosso povo.
É tempo de levantar o olhar. De voltar a sentir o sal e a nocturna claridade. De reencontrar, nas ondas e no céu, a perspectiva que nos foi roubada.
Acorda
"Abrir os olhos e lembrar de você é a certeza de que o dia vai ser bom. Acorda com a certeza de que tem alguém aqui querendo ser o compasso calmo do teu abraço hoje e sempre."
— Anjinha Sensual
A maioria das mulheres que se envolve com homens comprometidos não acorda de manhã pensando: "Hoje vou destruir uma família." Elas acordam acreditando na história de um homem "sofrido", "incompreendido" ou "solitário" que encontrou nela a "salvação." E como se ele fosse a Rapunzel presa no alto de um castelo esperando um príncipe para salva -la em um cavalo branco.
O que eu quero dizer é que: "Ele se vende como uma Rapunzel de terno e gravata, jogando as tranças da vitimização para que outra mulher suba e o resgate de uma relação que ele jura ser uma prisão. O que ela não percebe é que a porta da torre sempre esteve aberta ele só prefere o drama do 'resgate' à desonestidade da partida. Ele não quer sair com a verdade; ele quer sair como a vítima salva."
O Café e a Estrada
O vapor sobe lento da xícara quente,
um calor que acorda o peito por dentro.
Sinto o amargo suave, o perfume presente,
e no silêncio do pó, me encontro e me centro.
Estar vivo é esse gosto, esse gole de agora,
o milagre sutil de inspirar e sentir.
É ver a manhã desenhar-se lá fora
e saber que ainda há tanto caminho a florir.
Sigo só na caminhada, passo a passo, a pensar,
com a alma desperta e o peito sereno.
Pois o solitário trajeto só serve pra honrar
o destino dourado que me faz o percurso pequeno.
Trago a vida no peito e o café nas lembranças,
enquanto me movo ao encontro dos meus.
Onde a gratidão vira abraço, riso e esperança,
e o amor reafirma as bênçãos de Deus.
Boa caminhada e bom encontro!
