Acariciar sua Pele Macia
Na linguagem dos corpos, meus dedos traçam
Um caminho lento, explorando tua pele,
Enquanto me perco nos doces lábios teus,
Em doses sutis de um beijo que me embriaga.
Que a lua seja nossa cúmplice eterna,
testemunha silenciosa desta paixão ardente.
E que a noite, com seu véu de mistério,
nos envolva num abraço de desejos latentes.
Que meus dedos, como hábil pincel,
desenhem quadros de prazer em teu corpo, e que a arte do amor, em seu esplendor, quero te levar além do tempo, além da dor.
Assim, nesta noite de encanto e fervor,
Vivamos nosso amor, nossos sentimentos,
e que cada momento, seja ele como for,
seja eternizado neste poema de amor
Jardim Sertanejo
Os dedos perpassam a pele deixando o tato quente do meu desejo
Entre nós escorre o néctar do meu alvo jardim sertanejo
A língua que faz o caminho atinge a flecha do veraneio
Sinto que perde o ar em cada toque, em cada beijo
Vou te despindo devagar, a tua pele eu incendeio.
Os olhos a conversar, pedem que o sorriso aprume o seio
A paz que veio buscar ficou entre mãos fechadas, nos fios do meu cabelo
No ritmo intenso e domado, tua boca abre em apelo
O tremor lhe segue a medida, que acaba o nosso rodeio.
Gosto do cheiro de café.
Gosto do vento no rosto, e da chuva na pele.
O amanhecer do sol, e o pôr
Esqueço das grandes coisas, mas me lembro das pequenas, que fazem as coisas explodirem.
O canto do violão desafinado, a sombra da dança mal ensaiada sobre viver.
Gosto de viver.
E gosto de morrer.
Big Bad Wolf
Lobo em pele de cordeiro
Homem Instinto animal
Seria triste a chapeuzinho
Se não existisse o lobo mau
Moça pura na floresta
Logo o dia escureceu
Não foge ingênua dama
Hoje o bicho já comeu
A fera invadiu a casa
Todos escutam a gritaria
Xiado e uivados longos
Vozes roucas de ousadia
Garota do capuz vermelho
Não atiça bicho feroz
Na cabana da vovozinha
Donzela e lobo estão sós
Que se passas nesse quarto
Faz até a alma chorar
A mulher atraiu o lobo
Até sua cama pra matar.
Às vezes eu penso que se a cor da pele pudesse ser mudada como a cor do cabelo, talvez o racismo não existisse mais nesta sociedade que vive de super valorizar a aparência. Aí eu me dou conta que não bastaria uma tinta para a pele preta se tornar branca se a indústria não tivesse desenvolvido também uma tinta "cor de respeito" para ser aplicada nos corações e nas consciências que habitam corpos de peles brancas racistas.
Definitivamente, é inexistente uma solução artificial para acabar com o racismo. Se faz necessário continuarmos investindo na qualidade da educação e da formação da espécie desde a sua tenra idade. Investir no despertar da empatia, nas almas que habitam corpos brancos e desprovidos da sensibilidade necessária para caracterizar um indivíduo como humano. Além da punição pelo crime de racismo.
É preciso seguir na luta. Se as cores fossem a salvação, não existiria, também, a crueldade da homofobia.
"Sobre a loirice de pele roseada, o fruto vivo das antilhas, faz a vida alegre, no seu vermelho"( José Adriano de Medeiros)
"Sob a Pele"
Leon sempre teve uma visão diferente do mundo. Onde outros viam normalidade, ele via perguntas sem resposta. Ele era um garoto de espírito inquieto, alguém que se recusava a seguir o molde. No fundo, ele sabia que estava procurando por algo – talvez liberdade, talvez propósito – mas era difícil definir exatamente o quê. Ele se sentia como um estranho em sua própria pele, como se usasse um “uniforme” que não era feito para ele, algo que todos enxergavam, mas ninguém realmente via.
Quando a noite caía, Leon vagava pelas ruas da cidade. O silêncio das ruas e a brisa fria o faziam sentir-se vivo, como se a noite fosse seu verdadeiro lar, um lugar onde ele não precisava fingir. Ele andava sozinho, absorvendo a solidão, sentindo-se mais em casa nas sombras do que sob o sol ofuscante do dia, onde as expectativas pesavam sobre seus ombros.
Foi numa dessas noites que ele encontrou um velho misterioso, sentado no degrau de um prédio, com o rosto pintado e os olhos cheios de sabedoria e uma melancolia silenciosa. “O que você vê ao se olhar no espelho, garoto?” o velho perguntou, a voz calma, mas carregada de um tom que despertou algo em Leon. Ele hesitou, surpreso pela pergunta, e por fim respondeu, quase sem pensar: “Eu vejo... alguém que não sou eu.”
O velho sorriu, um sorriso triste e cheio de segredos. “Não é a máscara que define quem você é, mas o que você faz com ela.”
Essas palavras ficaram ecoando na mente de Leon, como um enigma que ele precisava desvendar. De volta ao seu quarto, ele olhava no espelho tentando ver além da própria imagem. Ele percebia que vestia o “traje” que o mundo lhe deu, com todas as expectativas e papéis que os outros projetavam nele. Mas agora ele questionava: qual era o seu verdadeiro papel nessa história?
A partir daquele encontro, algo dentro dele mudou. Ele começou a observar os próprios passos, os próprios sonhos. Percebeu que passava a vida escondendo seus verdadeiros desejos, ocultando quem ele era por trás da fachada que os outros esperavam. Mas, como um herói que veste seu uniforme pela primeira vez, Leon decidiu se lançar em sua própria jornada. A máscara não o definiria, mas o que ele escolhia fazer com ela, sim.
Nessa nova fase, ele começou a frequentar lugares que antes evitava, como o antigo ginásio da escola, onde enfrentou a própria insegurança. Passava mais tempo escrevendo e desenhando, descobrindo no papel uma maneira de expressar suas ideias, seus medos e seus sonhos. Suas criações eram fragmentos de sua alma, partes que antes pareciam desconectadas, mas que agora formavam um quadro maior.
E enquanto ele se dedicava a entender e abraçar quem realmente era, percebeu que não estava sozinho. Outras pessoas ao seu redor também carregavam suas próprias “máscaras”, suas próprias inseguranças. Ele conheceu Julia, uma garota que sorria para o mundo, mas que escondia uma tristeza profunda. Aos poucos, eles se tornaram confidentes, revelando segredos e sonhos. Juntos, eles descobriram que não precisavam se encaixar em padrões, mas sim criar seu próprio caminho.
Uma noite, em um dos telhados onde costumavam se encontrar, Julia o olhou e disse: “Leon, talvez a gente nunca pare de usar máscaras. Mas acho que podemos escolher quem queremos ser enquanto as usamos.”
Essas palavras fizeram Leon perceber que ele nunca precisaria escolher entre esconder-se ou mostrar-se completamente. Ele era um herói e, como todos os heróis, podia carregar as marcas de suas batalhas, visíveis ou invisíveis, sem deixar que elas o definissem.
Agora, cada vez que ele caminhava pelas ruas à noite, ele sentia que estava mais próximo do seu verdadeiro eu. Leon não precisava mais do “uniforme” dos outros; ele havia criado o seu próprio. E, como o Sol que nasce após a noite, ele começou a viver cada dia com a certeza de que sua verdadeira essência não precisava ser escondida – apenas vivida.
Evangehlista Araujjo O criador de histórias
Desenho de Deus
Ele é desenho divino, esboço de paixão,
pele que chama, cor de tentação.
Braços fortes que me envolvem por inteira,
cada traço seu é um toque sem fronteira.
É desejo que exala, perfume febril,
pele quente, cheiro de cio sutil.
Veias marcadas, caminhos secretos,
onde o prazer traça rumos discretos.
Ele é meu sonho, meu devaneio sem fim,
o desejo ardente que vive em mim.
No olhar, um poder que prende e domina,
na voz, encantos que meus ouvidos fascina.
Durmo e acordo com ele no pensamento,
toda noite é seu, meu sentimento.
Como ninguém, o quero tão intensamente,
ele é meu desejo, meu querer mais permanente.
Seu cheiro é chama, seu toque, delírio,
como melodia que invade meu mundo sombio.
Ele é feito à mão, traçado em perfeição,
um desenho de Deus, escultura de paixão.
Amor sempre presente
Que eu envelheça, que a pele se marque em rugas mas que o coração nunca endureça. Que o amor viva, sempre presente, e que a ternura em mim jamais se esmoreça.
SimoneCruvinel
A cor da pele, um fardo ou uma bênção,
Na sociedade, é peso, é sentença,
O olhar alheio, carregado de julgamento,
Define o valor, o espaço, o movimento.
Em cada rosto, a história é contada,
Mas o sistema a distorce, a cala,
Diz que o negro é o filho da margem,
E o branco, o dono da grande paisagem.
A cor, que deveria ser apenas um traço,
Virou muros, cercas, um vasto laço,
Onde se mede o ser, o sonho, o futuro,
Com base em tons, em olhos obscuros.
Mas na rua, no campo, na praça, a luta,
O grito por igualdade, a força absoluta,
A cor não define o ser ou a razão,
E sim a coragem de lutar pela mão.
O racismo que insiste, que envenena o ar,
É uma prisão onde o amor deve triunfar,
Pois no fim, a cor, como tudo, se dissolve,
E o que importa é o espírito que se resolve.
A crítica é a chama que incendeia a mente,
É a revolta que se ergue, quente, persistente,
E a cor será, no dia da mudança,
A celebração da nossa grande aliança.
"Noturno"
Corpo a corpo, pele a pele,
Um só corpo, uma só pele.
No escuro, a luz do desejo
Queimando lento, queimando sempre.
(Zé Augusto Ribeiro)
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