Abandono
"Um amor não correspondido é como espada afiada. Pois se tu queres assim....Te deixarei ir minha querida, te deixarei pois estarei a te aguardar e quem sabe um dia poderemos continuar com nossos sonhos de amor sem precisar sentir dor, dor do abandono como um cão sem dono."
(Josi JL)
O ghosting; o famoso sumir depois de sair com alguém e etc., isso cria um sentimento tão grande de frustração, dúvida e impotência no outro. É um gatilho terrível pra quem já sofre de baixa autoestima e autoconfiança. Essa conduta é cruel e irresponsável afetivamente.
Eu não ligo pro seus defeitos mas quero te dizer essa noite que ainda acredito em nós dois.
Se é pra lembrar do que não me faz bem aquela porta eu abri e abracei a solidão
Fere o peito dói um tanto e ninguém pode subtrair de mim o teu perfume
No escuro choro em prantos estou vivendo do abandono.
Se a sua intenção é me deixar.
Me deixa de uma vez só.
Não saia aos poucos,
Não seja covarde,
Não me abandone,
Bata forte essa porta.
Eu prefiro o barulho da sua partida
que ficar de sentinela à te esperar.
Me disseram se eu precisar de alguma ajuda ou algo que eu possa fazer me chama, precisei e adivinha todos sumiram.
O Único que vai te ajudar é Deus ele nunca te abandonará.
O seu amor por mim se acabou, meu coração você o abandonou, o mundo continuará sua caminhada, e lá estarei a procura de um novo amor.
Adentro, rompo teu campo de visão, como ação automática, quase natural
atrai-se, vem à mim e eu, como um tolo em frenesi, vejo um "se".
Chama-me para ti, para sí, envolvo e entrego-me, mesmo contra mim, a que sou afim.
Nasci para a dor, para os olhares maus e todas os tipos de abusos, minha carne apodrece neste quarto escuro e eu tropeço nas minhas próprias pernas pelo peso do meu trágico corpo.
Sou como cacos de algo quebrado, e eu sei que ninguém me amaria
você se deita com o mesmo monstro que se escondia atrás do sofá para me devorar
Não sou uma pessoa, sou um saco de carne e ossos que vocês usaram como queriam, que vocês jogaram no chão como lixo depois de usar de todas as formas que queriam...
eu queria matar cada um de vocês.
Muitas vezes as punições impostas ao cidadão, são para justificar o erro ou crime que o próprio estado cometeu...
O terror de estar só é apenas ausência de alguém para registrar a experiência, o que sobrar é solidão.
Abrigo não é a solução para animais em situação de rua. Isso só tira o problema do nosso campo de visão.
(outono)
tire suas expectativas das minhas palavras pois já sou quase outono
brincávamos de emaranhar sufixos atrás das árvores
minhas raízes se fixaram nas suas redundâncias
foi quando comecei a sussurrar fotossínteses
meus verbos explodiram em sentidos múltiplos
nunca exagerei tanto uma floração
mas acordei sozinha entre calafrios e premonições em amarelos
meu corpo cheira à molhado
um vento gelado incendeia minhas folhas de dentro para fora
arrancando meus pecados com seus gritos
você não se lembra porque tinha os olhos abertos
o chão está coberto de pecados coloridos
úmidos
eles se decompõem em expectativas
Por que não sei mais quem sou?
Já tive tantas certezas
Agora por onde vou está vazio
Só vejo um enorme vazio
A novidade é que não consigo preencher os vazios que invadiram minha vida
Entendo o "que seja eterno enquanto dure".
Entendo que pessoas vem e vão.
Mas dói quando simplesmente somem, te deixando à deriva.
SEM TÍTULO
Ora, pronto.
Justo a mim, coube ser eu: um poema sem título!
"SEM TÍTULO!" - já está me retirando algum prêmio sem eu nunca ter ganhado um.
Ora, sem título. Sem título não dá direção! Sem título pode ser... qualquer coisa!
Qualquer coisa que não tenha título, domínio, vida, cor.
Sou sem.
Queria ter um título bonito como os outros poemas têm.
"Carrossel", e a tratativa seria sobre, o giro da morte. O lento e colorido toque
suave da vida em Paris que te mata em praça pública.
Quem sabe, "Pégaso", e recitaria sobre um romance onde seus cabelos escuros me
lembravam a constelação que meu avô me mostrava enquanto um cheiro doce de bolo
quente de cenoura com cobertura açucarada de um chocolate pretíssimo (como era
possível aquilo? tal como a constelação, e seus cabelos...) invadia nossos
narizes, meu e de meu avô, apontados pra Pégaso.
"Sol". E escreveria qualquer besteira quente, laranja, tropical, caribenha com
alguma decepção terrífica em alguma parte. "As águas eram tão claras que deu pra
ver que tudo era dor."
Em "Acetona", eu diria como meus pais removeram todos os meus sonhos de esmaltes
coloridos, e é por isso que você nunca vai me ver fora de uma paleta terracota.
Em "Plot Twist", declamaríamos que, no início, eu era quase uma crônica e fui morto por meus pais, armados de acetona, que me dissolveu em um poema lírico
tenebroso.
Mas quando você me coloca SEM TÍTULO, os olhos que me percorrerem jamais vão
ter lido sobre a ilusão de Paris, sabido qual constelação meu avô me ensinou,
qual era o bolo de minha avó, a cor dos seus cabelos, o que a clareza das águas
caribenhas revelavam, qual arma meus pais usaram pra me matar, e qualquer
reviravolta minimamente interessante sobre ser crônico-lírico.
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