A Vida Traz o que Voce Merece
12/04/19
Se alguém lhe fizer com que perca a visão bonita da vida,
não se aflija,
retome seu caminho, objetivos e sonhos.
Siga confiante, pois a vida muito mais que lhe castigar para corrigir,
também floresce ante seu sorriso e felicidade contagiante.
Se os passos lhe vacilarem, detenha-se por breve espaço de tempo, tome fôlego, e sinta o coração lhe pedir para que não desanime, pois sua fé é maior que a própria dúvida.
Se as dificuldades aumentarem é sinal que um enorme leque de oportunidades começam a lhe abrir para o próprio crescimento em vida e amor.
Abrace o dia, o momento e o amor e siga em frente... sempre!
Tenho 50anos, sei ler,escrever,fazer contas,mas não tive o prazer de poder estudar.Aos 11 anos de idade, minha mãe me deu a notícia que não iria mais na escola, pois teria que tomar conta do sobrinho. Eu decepcionada respondi, eu preciso estudar,então ela disse, não temos dinheiro para comprar os livros. Impressionante é que eu nunca consegui retornar a escola, pois o trabalho estava sempre em primeiro lugar. Aos 7 anos andava 6 kilometros para chegar na escola num pequeno município. A moda era uma conguinha azul, meu sonho colocar uma nos pés, mas nunca realizei, ia com os pés no chão. E pelos caminhos, trilhas,haviam muitos espinhos de sapê, juá...subia e decia,era cansativo mas as vezes até divertido. A minha sala era no salão da igreja, tínhamos 5 minutos para fazer xixi atrás da igreja, não havia banheiros . Eu nunca pude levar merenda pra escola,antes de ir eu comia hiame que meu pai cozinhava também para os porcos . Minha mãe sempre adoecia e meu cunhado a levava para a cidade para ir ao médico. Com o tempo eu percebi que a doença dela era não ter o que fazer para comermos. Assim que ela saia eu ia pra cozinha preparar o jantar, abria o armário e só encontrava os restinhos dos alimentos. Eu pegava o restinho do arroz, que era um bem quebradinho, que meu pai comprava na máquina, era mais barato. Juntava com o feijão, ia na horta e pegava cheiro Verde,aqueles tomatinhos azedinhos,não me esqueço da enxadinha que eu usava para arrancar batata doce e hiame,resumindo ,fazia um belo sopaõ. Enquanto isso Meu pai dava seus pulos e minha mãe voltava aliviada, pois a sopa ainda sobrava. As 17horas eu colocava querosene nas lamparinas. A água esquentava no fogão a lenha, para lavarmos os pés rsrs . E a noite eu lia os romances Sabrina, dormia num colchão de palha, e a lamparina ficava sobre meu peito, é eu lia até tarde sem maldade alguma,sem noção do perigo.
" Nosso desejo quando pequenos é querer crescer pois pensamos em liberdade, mas esquecemos que junto ao crescimento vem os dissabores, e amarguras da vida."
E o tempo ia passando, as dificuldades aumentando, meu pai enfraquecido e minha mãe do mesmo jeito. Apesar de 7 filhos, apenas eu,a caçula de 13 anos convivia com a tal situação. Meu pai cortava cana para um fazendeiro, roçava os pastos ,era o dinheiro que entrava. Os frangos que tínhamos no terreiro era pra vender na cidade, os ovos, as bananas também. Eu procura no bananal algumas antes do meu pai ,lembro que amassava em uma caneca com água e açúcar rsrs ,saboreava como vitamina. Em setembro era a época de preparar a terra para o plantio, eu amava essa época. O canto do sabiá, ate hoje quando ouço, me vem a saudade. Quando o arado passava,eu achava batata doce. No plantio meu pai cavava a cova, e adubava,meu irmão colocava o milho e eu o feijão. Era legal! Mas quando a plantação brotava, aí sim eu sofria,eu passava dias no alto da colina com uma lata e um pau na mão, quando o bando de pássaros deciam eu batia na lata e gritava ,puuuuulêeee ,assim eles não conseguiam arrancar nossa plantação. Não era fácil. Minha casa era simples, os quartos era de assoalhos de madeira bruta, a cozinha era de chão. Toda sexta eu passava argila amarela nas paredes para cobrir a parte escura que o fogão a lenha fazia, e no chão também. As vezes passava cocô de boi,o chão ficava verdinho e quentinho. E eu fingia que era carpete. Na minha casa não tinha banheiro, a noite usávamos o penico, e durante o dia era no mato . Muitas vezes eu encontrava cuecas do meu pai penduradas nas bananeiras kkkk,acho que não dava tempo dele chegar num lugar reservado, então já cagado ele abandonava por la mesmo. Ahhh tenho muitas historias pra contar...
Ter uma segunda oportunidade para aprender algo e agarrá-la com firmeza é uma forma real de não ficar para trás.
Quando pensares que já subiste inúmeros degraus na vida, lembre-se que foi apenas mais um, que muitos ainda virão e que precisas subi-los passo a passo cada um.
Ao fazermos algo de útil, que façamos por completo. A doação total do ser humano remove os entraves da mente e do próprio coração, tornando-nos realizados.
“Precisamos parar de ver os céus como uma prateleira de supermercado onde só entramos para buscar a provisão para nossas necessidades.”
“Este é sem dúvida o maior engano da humanidade: Jogar a culpa em Deus pelas desgraças da vida. Lembre-se: No processo da colheita Ele só rega com suas chuvas a semente que você mesmo plantou.”
“Independente de onde esteja, nunca se conforme com a vida que tem levado. Conformação pressupõe estagnação.”
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