A vida é curta
O Capataz Querubim
Em alguns momentos da vida, cheguei perto de acreditar que a liberdade existia.
Não a liberdade vendida por filósofos, políticos ou vendedores de felicidade. Falo de uma liberdade absoluta. Daquelas que não deixam correntes, portas ou nomes para trás. Uma liberdade capaz de arrancar de um homem tudo aquilo que o prende à realidade que aprendeu a chamar de sua.
Durante muito tempo, pensei que meu maior inimigo fosse o sistema.
O trabalho.
O dinheiro.
As regras.
As expectativas.
Toda aquela arquitetura invisível que nos ensina, desde cedo, onde devemos estar, o que devemos desejar e até quando devemos chamar de sonho aquilo que alguém decidiu por nós.
Acreditei que liberdade fosse romper essas amarras.
Então passei anos tentando encontrar uma saída.
Até perceber que o sistema nunca foi o verdadeiro carcereiro.
Ele apenas administra a prisão.
O verdadeiro capataz é muito mais antigo.
Muito mais inteligente.
E, talvez, muito mais difícil de odiar.
O amor.
Demorei para entender isso.
Porque as correntes mais resistentes não fazem barulho.
Não enferrujam.
Não deixam marcas nos pulsos.
São feitas de afeto.
Às vezes têm a forma de um abraço.
Às vezes, de uma promessa.
Às vezes, de um rosto que você não consegue abandonar.
E há correntes que parecem tão quentes contra a pele que passamos a acreditar que foram feitas para nos proteger do frio.
Foi então que dei um nome àquilo.
O Capataz Querubim.
Ele não empunha chicotes.
Não grita.
Não ameaça.
Não precisa.
Ele chega devagar.
Senta ao nosso lado.
Escuta nossos medos.
Conhece nossas fraquezas.
E, quando percebe que estamos prestes a partir, simplesmente segura nossa mão.
Nunca com força.
Apenas o suficiente.
Enquanto sorri, fecha uma porta.
Enquanto acaricia nossos cabelos, reforça uma grade.
Enquanto nos faz sentir necessários, nos convence de que ficar é uma escolha.
E talvez seja.
Esse é o seu maior poder.
O Capataz Querubim nunca nos obriga a permanecer.
Ele nos faz querer ficar.
Durante muito tempo, procurei uma porta.
Uma única passagem escondida entre a razão e a loucura.
Acreditei que, se conseguisse encontrá-la, tudo faria sentido. As ilusões desapareceriam. As correntes cairiam. Finalmente saberia o que existia do outro lado.
Mas comecei a desconfiar de que não existem portas.
Existem apenas corredores.
Cada resposta abre uma pergunta.
Cada verdade revela outra camada.
E, quando pensamos finalmente ter chegado ao fim, percebemos que apenas encontramos uma prisão menor dentro de uma maior.
Às vezes, no silêncio absoluto, chego perto da liberdade.
São momentos estranhos.
As vozes desaparecem.
Os desejos se calam.
As lembranças parecem distantes.
Por alguns segundos, resta apenas a consciência olhando para si mesma, sem passado para carregar e sem futuro para desejar.
Nesses momentos, penso que talvez seja isso.
Talvez liberdade seja não precisar de nada.
Então alguma coisa acontece.
Uma memória.
Uma saudade.
Um rosto.
E eu volto.
O Capataz Querubim nunca está longe.
Ele conhece todos os caminhos de volta.
Sabe exatamente qual lembrança tocar.
Qual ausência despertar.
Qual nome pronunciar dentro do silêncio.
E talvez esse seja o verdadeiro paradoxo:
não estou lutando contra um inimigo.
Estou lutando contra aquilo que dá sentido à minha existência.
Porque, se um dia eu conseguir romper todas as correntes, quem sabe o que sobrará de mim?
Talvez a liberdade absoluta exija uma coisa que não estamos dispostos a entregar:
a capacidade de amar.
E, se para ser completamente livre eu precisar deixar de amar, talvez a prisão seja um preço pequeno demais para reclamar.
Toda liberdade cobra alguma forma de solidão.
Todo amor cobra alguma forma de renúncia.
Talvez seja por isso que continuamos caminhando entre as grades.
Não porque não enxergamos as portas.
Mas porque algumas portas dão para lugares onde ninguém nos espera.
Enquanto não descubro a resposta, continuo observando.
Não contra o sistema.
Não contra o mundo.
Mas contra a necessidade de transformar qualquer dúvida em certeza.
Ainda assim, existe uma pergunta que não consigo abandonar.
E se o Capataz Querubim nunca tiver sido meu carcereiro?
E se todas as correntes que passei a vida tentando romper forem justamente aquilo que me impede de desaparecer?
Talvez eu passe a vida inteira chamando de prisão aquilo que me mantém vivo.
Porque, quanto mais observo minhas próprias correntes, mais percebo o segredo mais terrível de todos:
nunca fui capaz de descobrir onde termina o amor e começa a liberdade.
Talvez não exista uma fronteira.
Talvez ambos sejam feitos da mesma matéria.
Talvez a diferença esteja apenas no nome que damos às coisas que escolhemos não perder.
E talvez o dia em que eu finalmente vencer o Capataz Querubim…
seja justamente o dia em que não reste ninguém para atravessar os portões da prisão.
Ah, fala sério.
Você acredita mesmo nisso?
A vida te mostrou tantas diferenças.Te jogou em outros ambientes, te apresentou gente linda. Gente que dança sob a chuva, que ri sem motivo, que abraça o dia com os braços abertos. Gente que ama a vida com uma fome que assusta, que bebe o sol e coleciona histórias.
..., fala sério!
Depois de ter visto cores tão vibrantes,como pode seu mundo ainda caber no preto e branco de um só pensamento? A vida não é um argumento que se vence, é um espetáculo que se vive. E ele está cheio de música, de gente que te mostrou que é possível existir de outro jeito.
Se não me coube nos oceanos da sua vida. No raso das suas mares, também não me ganharás. Guarde seus segredos com você, os meus vestiram-me a pele, não saem mais de mim. Meu nome não cabe na sua boca para declamar ao mundo quem eu sou.
Talvez a maior rebeldia contemporânea seja construir silenciosamente uma vida que não precise ser exibida, validada ou explicada para ser considerada plena.
É fundamental manter uma vida de integridade, santificação e constante busca pelo Espírito Santo para ser verdadeiramente sensível à Sua Unção, como demonstra uma vida marcada pela ordem e pelo fervor espiritual.
"O maior peso da vida é: ser obrigado a carregar a tristeza dos outros, enquanto eles carregam a felicidade."
"Vespas não produzem mel."
Há quem passe a vida inteira suportando as ferroadas com a esperança de um dia encontrar a paz.
"A mesma pessoa que reclama que o espetáculo da vida é uma piada é sempre a que paga pela área VIP."
... a alcançada
maturidade comprova que
o primordial da vida não é vencer -
porém,criar lastros de amorosidade e
autodomínio que nosjustifiquem
diante 'Daquele' que nos
concedeu achance de
viver!
"A gente passa uma vida procurando Deus em templos, mesquitas, altares...e ele está dentro da gente o tempo todo. Quando a gente descobre, daí começa a grande ventura de viver com paz e serenidade!"´
Hoje eu sei...
Que nada nessa vida tem que fazer sentido, só tem de valer a pena!"
Haredita Angel
20.04.14
“Enquanto eu cuido da minha vida, outros observam. Acho que estão querendo aprender a viver!”
—By Coelhinha
"Felicidades muitos anos de vida, uma chuva de bençãos sobre sua vida em forma de presentes vindos do céu pra você."
—By Coelhinha
