A Verdade de cada um Pirandello

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Traição – Uma quebra de confiança

O tema que queremos abordar é um tanto polemico e causa muitos transtornos, pois em vários momentos na vida de qualquer pessoa, ela já sofreu ou na pior das hipóteses, sofrerá algum tipo de traição, seja familiar, no trabalho ou numa relação.
O que podemos observar é que a consequência da traição é o que mais denigre e abaixa à auto estima da pessoa traída, causando a esta pessoa um grande desgosto, acompanhado de constrangimento, somado a uma enorme decepção.

Não importa o grau da traição, ela machuca do mesmo jeito!

Imagine uma relação, que iniciou com todo amor e consideração, mas de repente alguém trai, e nesta modalidade inclui todos os sentimentos de revolta e desespero, sendo que a pessoa traída não consegue separar os sentimentos e a revolta que agora preenche o espaço que antes era puro amor, dedicação, disponibilidade, afeição e amor. Ela se sente como uma fera acuada é como se estivesse de mãos atadas, de olhos vendados, inerte, sem menor disposição de agir.
O que realmente dói numa traição, não é puramente o fato de ser traído, mas a decepção de ter partido de onde menos esperava. É você perceber que depositou o valor e a confiança em alguém que não mereceu que dedicou seus esforços e atenção, honrou a palavra, seja em que área for, amorosa, profissional ou de amizade, mas o outro lado retribuiu com aquilo que você nunca esperava a traição.

A traição machuca demais, as chagas ficam expostas, a dor é incalculável!

Principalmente por achar que não merecia, partindo especialmente daquela pessoa que aos seus solhos era tudo, era perfeita era a pessoa com a qual você mantinha uma relação de confiança, era seu amor...
Numa relação, precisamos estar com os nossos pés bem firmados no chão, para não nos decepcionarmos, se mais tarde virmos a perceber que aquela imagem que construímos do outro e que acreditávamos que era perfeita se desmoronou, devido a algo errôneo que acreditamos estar correto, ou seja, muitas vezes vemos, mas não enxergamos a realidade dos fatos.
É muito fácil e comum nos enganarmos e uma vez que julgamos falsamente a pessoa que está ao nosso lado e acusamos suas atitudes sem analisar e refletir verdadeiramente os fatos abrimos brecha para uma relação desgastada, onde plantamos a semente da desconfiança e colheremos o fruto do desamor e discórdia.

A traição é uma faca de dois gumes e carrega em si, um sentimento de ingratidão e desconsideração por tudo que foi realizado, porque toda espécie de traição vem acompanhada de mentira, falsidade, fofoca e calúnia, armas que o traidor usa para sobreviver e buscar levar vantagens.
É comum ouvirmos dizer que todos têm direito a uma segunda chance. O traidor também merece, porque nem sempre o que vemos é a realidade dos fatos.

Na vida tudo que acontece se pode aceitar e até remediar. As pessoas podem entender esquecer ou até mesmo perdoar ações a que venha ferir sua dignidade, mesmo o ato vergonhoso e deprimente de uma traição, porque a traição de alguém é algo muito negativo e também inesperado, e traz como resultado uma profunda decepção.
Decepção que pode ser resumida em três atos:
Primeiro, porque nós nunca esperamos ser traído;
Segundo, porque normalmente a traição sempre envolve pessoas muito próximas a nós.
Terceiro, porque a traição carrega em si o fato de ser uma ação que destrói uma relação.

Temos consciência que somos limitados e que erramos, e sabemos que ninguém está livre de cometer deslizes, contudo temos também à certeza que onde predomina a sinceridade por parte de homens e mulheres de caráter, a traição dificilmente ocupará espaço, porque ela, normalmente impera entre pessoas de personalidade fraca.
O traidor carregará sempre a marca da ação praticada, mas se for comprovado que não houve a traição, com certeza será reconquistada a confiança perdida, e isto requer muito carinho, paciência, consideração e amor.
É preciso diálogo e muito bom senso para resolver esta situação, porque a pessoa que se julga traída numa relação, muitas vezes age cegamente e vê coisas que não existe, tornando a situação insustentável, sendo difícil buscar alternativas para amenizar tal ação, mas se buscar no seu íntimo e reviver o sentimento que os uniu, com certeza saberão retomar e resolver os problemas e curar os sentimentos feridos.

''Ser banido significa ir pra longe, muito longe. Pra um lugar onde as pessoas foram conscientes demais...''

É-me impossível.

Vi-te hoje radioso, com um sorriso na cara,

E com simpatia contagiante.

Por escassos segundos senti que não havia amanhã,

Apenas aquele momento maravilhoso...

Senti felicidade aconchegando-me a alma...

Senti-me poderosa e rainha do meu trono...

As palavras ditas antes...? Quantas delas interessam?

Não certamente aquelas em que fiz promessas de te esquecer,

Ou de te tentar afastar de mim.

É-me impossível.

Cada dia é novo, especial.

Como tu, percebes?

É algo a que é impossível escapar, é um fenómeno inevitável.

Sim, aqueles preciosos momentos fascinam-me e ardem-me por dentro...

É-me impossível fugir de ti,

Da tua essência incandescente e frágil...

Vou lutar. E talvez cair (uma vez mais),

Pois sei que o amor é algo construído pouco a pouco.

Mas que a todos calha, com um pouco de sorte!

Penso que ainda será possível abraçar-me a ti,

Beijar-te sem medo,

Fazer-te feliz com todas as minhas forças,

Pronunciar ao teu ouvido a linda palavra de amor,

Que todos sabem dizer, mas poucos sabem sentir.

Sem ti, sou inércia.

Contigo, radiosidade e felicidade constante.

É-me impossível esconder o meu amor por ti!

Desejo de Ser Só de Alguém

Às vezes, me sinto como um pedaço de carne exposto, como se o meu corpo fosse só um detalhe a ser desejado por qualquer um. O toque de quem não me conhece, o olhar de quem não vê além da superfície… Isso me irrita, me desagrada. Eu não sou isso. Não sou só um desejo momentâneo, não sou algo que se pode possuir e depois deixar para trás, como uma peça descartável.

O que eu busco é algo mais. Quero ser desejada, sim, mas por alguém que me veja, que me compreenda em toda a minha complexidade. Quero ser a única, o centro do desejo de alguém que se entrega da mesma forma, sem querer dividir ou repartir o que é só meu. Meu corpo, minha alma, tudo que sou… Eu quero ser isso para uma única pessoa. Quero ser amada por quem sabe o valor de cada pedaço meu, quem não tem pressa de arrancar, mas que sabe, com paciência, como tocar cada parte do meu ser.

Eu não sou carne, eu sou vida. E quem me deseja, deve me desejar por inteira.⁠

Porque não é o homem mas o mundo que se tornou um anormal.

“... Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.
É muito difícil os homens entenderem sua
ignorância no que diz respeito a eles mesmos.
Pobre do pensador que não é o jardineiro,
mas apenas o canteiro de suas plantas...!”.

O domingo é um dia tão melancólico; pela manhã, então, é quase fúnebre.

Um lugar só é bom quando a gente pode fugir para outro lugar.

!!Fui prisioneira de um sedutor
Mafioso cortejador
Que me fez chorar ..que me fez sorrir
Doce fagulhas de amor!!

Um homem pode imaginar coisas que são falsas, mas ele pode somente compreender coisas que são verdadeiras, pois se as coisas forem falsas, a noção delas não é compreensível.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

O verdadeiro talento está na capacidade de trabalhar duro na busca de um objetivo preciso

Tive um sonho
Deveras assustador
Vi um psicopata
Um doente
Foi assustador

Ele nada sentia
Ou de todos os sentimentos
Cada um possuía
Sorrindo em pleno desastre
Enfurecido na alegre festa

Foi assustador
Vê-lo passear
Entre a paz e o caos
Num piscar de olhos
Foi assustador

Tive um sonho
Deveras autêntico
Medonho

Vi a mim mesmo

Irradiação fóssil

Viagem astral..

⁠A Hipocrisia da Felicidade Forçada

As pessoas sempre perguntam como estamos, mas existe um jogo invisível de palavras que temos que jogar. Se você diz que não está bem, a resposta quase automática é: “Não, você tem que estar bem. Tem que sorrir, ser positivo, a energia vai mudar se você disser que está bem.” Como se, ao dizer a verdade, estivéssemos fazendo algo errado. Como se o simples fato de não esconder nossa dor fosse um convite ao fracasso.

Então, a solução é fingir. Colocar um sorriso no rosto, engolir o choro, e seguir em frente, como se a dor fosse apenas uma nuvem passageira que se dissipa com um simples esforço de vontade. A hipocrisia está em achar que só o sorriso falso vai curar o que está dentro de nós. E o pior: as pessoas acreditam. Elas olham para o nosso sorriso, não veem a dor, e pensam que está tudo bem.

A cobrança para estar sempre bem, sempre otimista, transforma a dor em um fardo oculto, algo que deve ser escondido, abafado, como se admitir que não estamos bem fosse um pecado. Mas, o que as pessoas não percebem é que, quando fingimos estar bem, estamos morrendo por dentro, desconectados de nossa verdade. Estamos cumprindo um papel, mas não estamos vivendo. Estamos sobrevivendo.

Como quebrar essa hipocrisia? Como fazer as pessoas entenderem que, às vezes, o maior sinal de coragem não é sorrir e seguir em frente, mas admitir que não estamos bem, que precisamos de ajuda, que a nossa dor é real e não deve ser varrida para debaixo do tapete da fachada de felicidade?

Eu, por vezes, escolho ser verdadeira, mesmo que isso me custe incompreensão, mesmo que eu tenha que lidar com o julgamento de quem prefere ver a imagem do sorriso do que a sinceridade do olhar cansado. A hipocrisia de exigir que a gente seja feliz, mesmo quando tudo dentro de nós pede por descanso, é o que realmente dói. E talvez, quem sabe, se a gente parasse de exigir uma felicidade forçada, poderia começar a enxergar as dores verdadeiras por trás dos sorrisos falsos.

Não adianta você arrumar um namorado engravatado que te trate mal, melhor um vagabundo que liga pra você no meio da noite so pra dizer "amor ta acordada ?
ela : tô.
- a sim é porque eu precisava muito ouvir sua voz.
te amo.

Pascásio Custódio da Costa e a Empada de Aratu: Um Patrimônio Vivo


Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Sergipe em 2021, a empada de aratu do povoado Terra Caída, em Indiaroba, transcende o sabor para tornar-se um símbolo de identidade e memória coletiva. Seu guardião é Pascásio Custódio da Costa, conhecido como "Mestre Pascásio", que há mais de meio século dedica sua vida a essa iguaria que hoje atrai turistas e fortalece a economia local.


O que muitos não veem, porém, é que essa tradição vai além da cozinha: envolve o trabalho silencioso das catadoras de aratu, mulheres que mantêm viva a técnica artesanal de coleta e preparo do crustáceo, transmitida entre gerações. É delas que nasce o catado minucioso, base não só da famosa empada, mas também de pratos como a moqueca defumada na palha de bananeira, outra joia da culinária local.


Essa rede de saberes — Pascásio, as catadoras e a comunidade de Terra Caída — compõe um ciclo cultural raro, onde gastronomia, memória e pertencimento se entrelaçam. Mais do que um prato, a empada de aratu é um eco do passado que insiste em permanecer no presente, como testemunho vivo da força e do orgulho de um povo.

⁠O diálogo é, antes de tudo, um pedido sutil de cuidado. Mesmo quando parece banal ou corriqueiro, há entrelinhas pedindo presença, escuta, consideração. Quando o silêncio chega, ele já não é mais paz — é ausência. É o eco do que foi ignorado, negligenciado, esquecido. O silêncio, nesse contexto, não é escolha, é cansaço. É o ponto final de muitas vírgulas não lidas. Ele sinaliza desistência, mostra que o outro já não enxerga sentido em tentar se fazer entender.

E quando isso acontece, você começa a perder. Perde o vínculo, perde a confiança, perde a chance de fazer diferente. Porque quem cala já gritou demais por dentro. E aqui, neste ponto, deixo de cuidar. Não por falta de amor, mas por amor próprio. Deixo de cuidar de quem não soube cuidar da minha tentativa de permanecer.

Eu tenho um coração que quase me engole, uma mania absurda de tentar fazer tudo acontecer no MEU tempo. Tenho sonhos, vivo com os pés bem longe do chão e tenho preguiça de gente vazia. Não gosto de meio termos, de coisa morna, de gente sem graça. Eu gosto de aventuras, de tudo que me faz sorrir, de tudo que faz os meus olhos brilharem e me dão certeza de que escolhi viver a vida da melhor maneira possível. Não gosto de fórmulas nem tão pouco de migalhas, eu quero tudo por inteiro. Não sei viver de faz de conta, nem tão pouco com os pés fincados no chão. Eu quero uma verdade inventada por mim, entende? Quero aproveitar os meus dias para construir o meu MUNDO de verdade. Errar? Acertar? Ter medo? Tudo isso vem com o pacote, mas nada disso nunca me impediu de tentar ser o meu melhor. Eu posso ser um furacão, viver mil fases em um só dia, ter um humor volúvel e tudo mais, mas o riso no rosto e a vontade de ser feliz... NADA ME TIRA!

A mente humana tem um mecanismo primitivo de autodefesa que nega qualquer realidade estressante demais para o cérebro. É o que chamamos de negação.

Criminosos fogem, pessoas saem feridas. É parte do trabalho.
Mas se não se permitir um descanso, não será útil para ninguém. Porque estará morto.