A Verdade de cada um Pirandello
Fosse eu um poeta genuíno,
Da linhagem nobre dos versos,
Lhe teria escrito um hino,
Com algozes mais perversos.
Na espera dum sono denso,
Mero espectro d’escritor,
É o que sou ao bom senso,
Palavras cunhadas com a dor.
De espreita nesta mente,
É o descaso bem latente,
D'amizade outrora ardente,
Restou o veneno da serpente.
Não se vive um só momento,
Primo o simples e duradouro,
Não o encanto tremendo,
Dos abraços curtos de ouro.
Volte, felicidade!
Quem é você,
cuja sombra me encobre,
da face nada se vê,
a não ser um hino esnobe?
Fui eu quem te escrevi,
o vil detalhe esculpi,
vi, aos poucos, seu partir,
fugir,
sumir,
sem, ao menos, um sorrir.
Quem furtou o meu cinzéu?
Não achei mais minha pena,
sequer vi mais meu papel.
Inspiração saiu de cena.
Nomearam-lhe felicidade,
coisa estranha e abstrata,
de ti só restou saudade,
preciso ler minha errata.
Quem lhe espantou foi a verdade,
não combinou com minha idade,
a higidez da realidade,
desprezou a lealdade,
em algum beco da cidade.
Volte, felicidade.
As conquistas dependem 50% de sonho e 50% de ação. Qualquer diferença, pendendo para um lado ou outro, produz um sonho esquecido ou uma ação vulgar.
O fato de eu não acreditar em deuses, não afeta em nada minha escolha de vida, pois se existir um Deus, acredito que todos serão julgados pelos seus atos, não pelas crenças.
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