A Verdade de cada um Pirandello

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A luxúria é como a avareza: quantos mais tesouros tem, mais sôfrega se torna.

O pensamento da morte engana-nos, pois faz-nos esquecer de viver.

Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.

É mais fácil refutar erros que descobrir verdades.

Todos reclamam reformas, mas ninguém se quer reformar.

Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo.

Fica provado que uma inovação não é necessária quando se torna demasiado difícil implementá-la.

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

A razão também tiraniza algumas vezes, como as paixões.

Vive mal quem só vive para si.

Preocupa-nos mais que falem de nós, do que a maneira como falam.

Ninguém se pode gabar de nunca haver sido desprezado.

O verdadeiro amor só conhece a igualdade.

As ideias novas são para muita gente como as frutas verdes que travam na boca.

A força dos governos é inversamente proporcional ao peso dos impostos.

Contemplação

Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...

Que é o Mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...

E dentre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido

Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentindo...

Face aos grandes perigos, só a grandeza nos pode salvar.

Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a.

Não emprestes, não disputes, não maldigas, e não terás de te arrepender.