A Verdade de cada um Pirandello
O ser humano é um animal racional, complexo e social, que habita os mais variados ambientes do planeta Terra.
O homem é por natureza um animal político; Isso não significa o certo homem tem contato com política pelo que envolver a sistema ou estrutura social, então significa nós somos subordinados à política a partir do envolvimento, providência e cumprimento de convenções, obrigações, missões e exigências da estrutura ou sistema política.
Saber é um movimento importante de adquirir, resgatar e guardar as informações, fundamentos e hábitos.
A cultura parece uma surpresa do mundo, algumas pessoas não percebem isso; e a tradição parece uma esperança do ambiente, mas todos percebem isso.
Eu comecei a passear, eu parei de passear, então eu posso retomar o passeio; Juntos somam um exemplo de alavancas dos momentos, mas não uma persistência e desistência das oportunidades.
O ser humano é um quê, tais como: Ser social, ser racional e ser cultural; Juntos somam as funções do seu animal.
A palavra é um chamado construído; a locução é uma expressão agregada; Juntos, somam um cruzamento das informações e pontos de partidas ao contexto.
Um exemplo de frase sem pressão e juramento:
"Sérgio, por favor, faz logo as atividades físicas na área, antes que se acabe."
Dar um palpite serve para os burros, responder as questões e atender às exigências serve para os inteligentes.
A inteligência é um mapa de coordenadas e eixos arcados com o grande mundo; logo, é um processo intelectual.
O que muitos vêem como avanço, subir um degrau, "crescer" na carreira... Para mim é mais uma icógnita... Sinto que a cada avanço estou a um passo a menos para o NADA. Não sinto que estou saindo de um lugar para alcançar algo, muito menos chegar a algum fim. Sinto que só estou descendo uma ladeira, acompanhando a inclinação e a gravidade... Uma hora eu vou cair, a queda parece inevitável... Não acredito mais que vou atingir o meu "sonhado sucesso"... Acho que nunca acreditei.
Viver em Mairiporã é o privilégio de escolher o silêncio da Serra como lar, um verdadeiro refúgio onde o oxigênio da mata renova a alma e o tempo desacelera no ritmo calmo da represa.
Reno Fioraso
Na alvíssima açucena que mora em meu ser prenuncio alvíssaras de um futuro irremediavelmente promissor. E meu estado anímico se faz em arcano de espanto. Minha individualidade axiológica encontra beatitude nos pequenos pormenores e pinto um quadro cambiante que transforma todas as cores existentes. Diria ser persistente almejar o realismo em fragmentos que fabrico. Na candura das flores e dos animais acontece um momento cartático, que resulta em uma cintilação púrpura na coalescência de um contemplativo raio crepuscular, que em sua deliquescência arde o diáfano brilho do sol adormecido entre lírios nas margens dos rios. E são efêmeras todas as demonstrações de afeto, pois floresce no deserto qualquer esperança de água. As flores eflúvias deixam idílicos os campos na aurora elísia de contemplações únicas e especiais, por sua raridade. E andamos na cidade de concreto e tudo parece cinza nas retinas limpas de um emérito trabalho sutil, que é rapidamente ignorado. E escrevo palavras na epifania de meus dedos quando a noite cai e escurece a terra. Os olhos esplendentes permanecem por uma estesia estética que alcança o etéreo na sonoridade agradável de uma flauta. Escrevo poemas obtusos e sua exegese é saber que se fala do belo transitório, que busca os melhores versos, desde o exórdio até o ponto final. E não falo de amor, pois que o poema é a própria expressão do sentimento, seja simples, seja hermético. São minutos de silêncio em que apenas a linguagem fala. E nisso mora sua raridade delicada. Na imanência de vir a me tornar quem sou, voo por planícies e faço rasantes nos lagos. Tudo é um substrato da liberdade maior que conquisto no imponderável cotidiano. E poderia dizer que amo, mas a palavra crua perde potência. Então afirmo desejar que seus dias sejam pacíficos e que você encontre no peito a incandescência do inexorável caminho da alegria. Assim eu diria. E após longo divagar me entrego ao laconismo, com as palavras silenciosas que não pedem abrigo. Apenas um ombro amigo.
Pisquei os olhos, anoiteceu
Bocejei, o cabelo alvejou
Deu um pulo, a minha filha cresceu
Gargalhei, a aposentadoria chegou
Vocês já notaram que, no inverno, a grama é modestamente verde?
Deve ser um aviso aos poetas:
Um olhar minucioso basta.
No limite da chama esquecida,
um ponto atravessa o que restou.
Pequeno demais para a queda da vida,
longe demais de tudo que queimou.
Vilma Martins
De vez em quando…
No cair do dia, entre realidade e fantasia,
volto no tempo em um tique-taque,
com a impressão de que é mais real
a fantasia do imaginado agora
ao infinito…
De vez em quando…
Suspensa, perdida no tempo,
com o pensamento obstinado até a loucura,
no silêncio prendo a respiração.
Momento mágico!
Aprisionado em minha mente,
espaço de segundos que se perdem
na esquina da estrada do tempo…
Vilma Martins
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