A Medida que o Tempo Passa

Cerca de 122759 frases e pensamentos: A Medida que o Tempo Passa

A Demora
O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.

,

Depois de um certo tempo,
Passei a me cobrar menos
e a deixar pra lá o que não me soma.
O que me soma, acrescenta, me transborda é DEUS.
No mais sigo despertando minha luz diante das escuridões que tentam se aproximar.

Por todo tempo esperei pelo amor e pacientemente vivi a procura do mesmo.
A perseverança deu as mãos com a esperança e uniu-se com a confiança.
Hoje tenho coragem e o direito de propagar meus sentimentos.
Quero amar e ser amado e não mais dá espaço a frustração.
Faço-me feliz para que meu coração pulse suavemente.

Os sintomas adquiridos da carência de um coração esperançoso e punido busca um tempo perdido exaltando um caminho feliz porem desvalorizado.
As perspectivas de um gesto carinhoso trazem-me a certeza de um sentimento verdadeiro.
As indiferenças destacam-se inúmeras decepções e frustrações despedaçando um coração justo e ferido.
Pois meus ensinamentos são para o amoré o carinho trazendo a paz.

Minha cabeça anda confusa pelo sentimento proibido que obteve minha atenção;
O tempo é que vai dizer por mim e minhas palavras são um significado do quão és para mim, com o brilho de ti;
És o ar que respiro, és o alimento que sustenta-me matando minha fome, porém sinto fome de você;

Depois de longo tempo desci da montanha silenciosa, deparando-me com as massas acríticas e barulhentas, logo irritei-me, como esperado, em nada haviam evoluído.

Procrastinar é lidar com um ladrão, a vida
e o tempo seguem seus fluxos, há um
abismo inevitável entre eles, apesar de
linear, a vida é finita. Desapegue-se do
passado... Viva, ame, brinque.

Hoje
Sem saber por quê
Fui lembrar
De um tempo que ficou pra trás
E vi alguém
Alguém que eu já não sou mais
Porquanto,
A despedida é uma constância
Só que quase que despercebida
E as fases da vida, tem prazo de validade
De vez em quando
Quase vemos isso, qual criança
A se rir de um medo bobo que não finda
Pra no fim da vida ter segredo
A saber-se o mesmo ainda... e ninguém vê
Pois, se conhecimento é uma conquista
A lista do que não sabemos permanece vasta
E é preciso ser um grande tolo pra pensar vencer
Vida, doce vida
Passa tão depressa
Quanto um lindo verso de lua cheia
O dia vem, pouca gente viu a lua
e o luar... ninguém
A gente segue, abandonando
Um medo ou outro ao longo do caminho
Como quem se despede de velha amizade
Mas que ainda existirão
Um dia após o fim da eternidade
Há um tempo a despir-se também
De todo e qualquer orgulho
Como espelho que se parte
Agora partimos
Sem fazer barulho, alarde ou ruido
Nem querer se fazer ouvido
Pois, quanto mais a gente cresce
Mais a gente se apequena
de tanto pensar, se pensa
E vê que não vale a pena.

Edson Ricardo Paiva.

O tempo moderno não devora o homem de uma vez — o consome em parcelas, segundo por segundo, numa rotina cronometrada que só reconhece o que é útil. O restante — o silêncio, o ócio, o desvio que poderia gerar sentido — é descartado como desperdício. E assim, ao tentar aproveitar cada instante, perde-se justamente aquilo que não pode ser medido: a própria experiência de viver.

⁠Insistir
nessa ideia maluca
de tentar mudar o outro,
é desperdiçar recursose o tempo destinadosa nossa justa
melhora, nunca do
outro!

O tempo é um tecido que se desfaz nas mãos da rotina: fios compridos de ontem se soltam em fiapos que caem no chão do quarto. Às vezes, tentamos costurar as bordas rasgadas com promessas — pontos rápidos, gesto apressado —, mas a agulha escorrega porque a memória tem vida própria. Há bolsos escondidos nesse pano onde guardamos cheiros e conversas; aberto, o bolso revela bilhetes amarelados, recibos de encontros que não se repetirão. Quando chove, as cores do tecido sangram, e aquilo que jurávamos ser permanente vira aquarela. Ainda assim, entre os rasgos, nas pontas soltas, encontram-se nós que salvam: abraços que prendem retalhos, risadas que emendam dois instantes. À noite, alguém passa a mão sobre a superfície e sente calor — uma prova de que, apesar do desgaste, o tecido ainda guarda corpo. Não é zelo que evita o desgaste, é atenção: escolher com que cuidado dobramos as horas, com que delicadeza tratamos as sobras. O resto, inevitável, se desfaz; e, no espaço que surge, podemos aprender a costurar novas formas de presença.

A Mente em Foco na Floresta do Tempo


Na floresta densa da vida, onde o tempo se mistura como galhos velhos, a mente em foco brilha com originalidade. Ela ignora caminhos confusos e corta direto para o agora, transformando a saudade em força para o futuro. A originalidade nasce assim: não no passado triste, nem no futuro distante, mas no agora vivo.
Na floresta do tempo, a mente em foco usa a saudade como luz, guiando para um futuro novo e fresco. O agora é a porta; o futuro, o reflexo.
Assim, ela cria algo único, livre das sombras do tempo.

"A Flor que Esqueceu de Chorar"

Trabalhar tanto
que não dá tempo de sentir as próprias dores.


A rotina me mantém de pé,
mas talvez seja justamente ela
que não me deixa perceber
o quanto estou cansado de permanecer.


Dizem que água faz a flor crescer,
mas se uma flor recebe água demais,
ela não fica mais bonita.
Ela morre.


E talvez eu esteja assim:
recebendo demais,
fazendo demais,
carregando demais,
sem nunca ter tempo
de simplesmente ser.


Não sentir minhas dores
me tira a oportunidade de chorar,
de gritar,
de colocar para fora
tudo aquilo que ficou preso
no fundo de mim.


Porque a dor não desaparece
só porque tenho compromissos.


Ela continua aqui,
quieta,
me corroendo por dentro,
enquanto eu respondo mensagens,
cumpro horários,
trabalho,
sorrio
e digo que está tudo bem.


Mas não está.


E talvez tudo que eu precise
seja um momento sem obrigações,
sem pressa,
sem precisar ser forte.


Um momento para parar,
respirar,
chorar tudo aquilo
que eu não tive tempo de sentir.


Porque até uma flor precisa de tempo
sem receber água
para continuar viva.


E talvez eu também precise
de um pouco de silêncio
antes que todo esse excesso
me faça morrer por dentro.

⁠O tempo não se ocupa em realizar as nossas esperanças. Faz o seu trabalho e voa.
Euripides,pensamentos

⁠O livro traz a vantagem de a gente poder estar só é ao mesmo tempo acompanhado.
sfj,Quintana,m,pens.

⁠A vida nem dá tempo para a vida!
sfj,Quintana,m,pens.

⁠Foi muito difícil lhe deixar. Pensei que não ia suportar essa distância. Tanto tempo depois consegui admitir que meu amor por você é o mesmo. Você está intocável dentro de mim.

Passei tanto tempo colocando a dor no bolso, escondendo meus próprios problemas, porque os meus nunca pareciam prioridade. As circunstâncias sempre faziam da necessidade do outro algo maior, mais urgente, mais digno de atenção.


Até que veio o acúmulo. E com ele, a implosão
silenciosa, mas devastadora, causando danos profundos.


Agora estou aprendendo qual é o meu lugar de prioridade dentro da minha própria vida. Aprendendo a dar passos que antes nunca me foram permitidos.


Mas hoje surge um novo dilema nas circunstâncias da vida: minha dor já não cabe mais no bolso. Ela transborda, aparece até no silêncio. Tento guardá-la em uma gaveta, mas até essa gaveta está quebrada. E, ainda assim, a prioridade segue sendo cuidar de uma dor física, visível, aquela que todos conseguem enxergar.


E a que ficou em mim?
A que implodiu por dentro?


Existe forma de impedir que os danos ultrapassem os limites do aceitável, quando se viveu tanto tempo sem saber se colocar no próprio lugar?

“Toda lei nasce limitada pelo tempo em que foi escrita, mas pretende alcançar pessoas que ainda não nasceram.”

Muitas vezes, passamos tanto tempo presos a uma situação, a um relacionamento, a um trabalho... Passamos tanto tempo vivendo uma rotina que já não nos vemos mais sem ela, não nos reconhecemos mais se não estivermos ligados a ela. Simplesmente decidimos não ir adiante e tiramos a liberdade do outro de ir. Aprisionamos, acorrentamos e fazemos mal (principalmente a nós mesmos). Talvez, essa necessidade insana de permanecer, seja apenas medo de enfrentar o novo ou, quem sabe, medo de deixar o “velho” e não se reconhecer mais, de perceber que você mudou a tal ponto que, nem nos mínimos detalhes se reconhece mais. Talvez, seja medo de descobrir que o vazio que acreditava ter preenchido nesse relacionamento, ainda continua aí, dentro de você.

Vale mesmo a pena, continuar nisso por pura teimosia? Vale mesmo a pena, seguir atrelado a isso, se nem a sua paz te acompanha mais? Vale mesmo a pena, fechar as portas para novas oportunidades que verdadeiramente te farão feliz? Vale mesmo a pena, se desgastar tanto, simplesmente para não ser o primeiro a compreender que acabou?

Qualquer pessoa é suficientemente inteligente para perceber quando uma relação chega ao fim, que qualquer situação só pode ser levada a diante se for capaz de ser saudável, se for leve, se for agregadora.

Tudo o que te tirar o equilíbrio, a paz, o ânimo; que tirar o brilho do seu olhar, que manchar o seu sorriso e/ou lhe tirar o prazer e a leveza, SIMPLESMENTE NÃO VALE A PENA!
Decidir sair de uma situação assim não é sinal de fraqueza. Não significa que você fracassou!Significa apenas que você é maduro o suficiente para compreender que deu certo e durou apenas o tempo necessário (nem menos, nem mais) e que chegou a hora de investir em novos sonhos, novas conquistas.
Liberte-se! Deixe ir e vá buscar a felicidade que lhe espera logo ali.