A Medida que o Tempo Passa
Lacunas da vida...
No compasso ausente
o descompasso vivido...
Choro o tempo perdido
e perco o tempo presente
Sou chamada de antissocial o tempo todo.
Apenas por ser calada, quieta e discreta.
Porém, prefiro ser assim.
Porque para sermos aceitos pela sociedade de hoje precisamos gritar, xingar, dar dedo, se exibir, ser nojenta, grossa e ignorante.
Então, sinceramente prefiro ser como sou.
Uma pessoa calada, mas quando explorada, se encontra uma pessoa doce, amiga, sincera e verdadeira.
Se isso for ser antissocial, tenho orgulho de ser isso.
“É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações.”
Eventualmente, com o tempo, nos tornamos nossos próprios sósias. Sabe, essas pessoas completamente diferentes que por acaso se parecem com a gente.
Eu sou do tempo, do exato momento, q o mundo explodiu, foi bom existiu aquele Brasil da utopia. Ah, eu fui feliz, e sabia
Tudo tem seu tempo certo. É o que eu costumo repetir para mim mesma, numa tentativa tola de driblar minha ansiedade.
A navegação do jovem revoltado, utilizando-se da internet todo o seu tempo, é a cólera mais aguda de seus pais.
Indiaroba: O Tempo que Nos Une
Há lugares que são mais do que pontos no mapa. São pulsações vivas, ecos de passos antigos, vozes que se entrelaçam no vento. Indiaroba é um desses lugares.
Hoje, no dia 28 de março, celebramos a história de uma terra que nasceu entre águas e raízes profundas, carregando em seu nome o sussurro dos povos que vieram antes de nós. Indaiá, a palmeira que dá sombra e sustento. Andiroba, o óleo amargo que cura. Indiaroba, um nome que fala de resistência, de riqueza e de pertencimento.
O tempo moldou seus caminhos. Feira da Ilha, Vila do Espírito Santo do Rio Real, Preguiça de Cima... foram muitos os nomes e as geografias até que, em 1938, Indiaroba se ergueu como cidade pelas mãos de Antônio Ramos da Silva. Mas antes disso, já era abrigo de histórias, encontros e tradições.
As águas do Rio Real sabem de tudo. Viram canoas cortando a correnteza, crianças mergulhando nas tardes quentes, pescadores lançando redes com fé e paciência. Viram a cidade crescer sem perder sua essência, um pedaço de terra onde o passado não é esquecido, onde o presente se faz forte e o futuro se abre como maré cheia.
Indiaroba é o riso solto das crianças correndo nas ruas de pedra, é o cheiro do café passado na cozinha da avó, é o canto dos Lambe-Sujos e Caboclinhos, que tomam a cidade em festa e tradição, pintando a pele de pertencimento e cultura.
É a memória viva dos anciãos que contam histórias ao entardecer, é o olhar dos artistas que transformam cenários cotidianos em eternidade, é a fotografia que captura não apenas a imagem, mas a alma.
É a terra que ensina que cultura não morre quando é lembrada, que raízes são laços e que o orgulho de ser daqui é um fogo que não se apaga.
Indiaroba não é só um lugar. É um sentimento.
E hoje, ao completar mais um ciclo, seguimos celebrando cada passo, cada conquista, cada pedaço de história que constrói quem somos.
Parabéns, Indiaroba! Que seu povo continue sendo sua maior riqueza.
—, ©Jorgeane Borges
Aprendi com o tempo que...
Às vezes é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção em todas as direções ao longo do caminho...
A pressa cega os olhos.
E deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso redor.
Às vezes, o que precisamos está tão próximo...
Passamos, olhamos, mas não enxergamos!
Mas não basta apenas olhar.
É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração!
Eu cansei de insistir nisso que não me deixava dormir, que me impedia de sorrir, nisso que o tempo todo só serviu pra me iludir.
Entre a Alma e o Olhar
Sou feita de memórias, de fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Através das palavras e das imagens, encontro formas de tocar o intangível, de traduzir o que pulsa dentro de mim e, talvez, dentro de você.
Escrevo porque sinto. Fotografo porque vejo além do instante. Cada texto, cada imagem, é um pedaço da minha alma entregue ao mundo, na esperança de que encontre abrigo em outras almas que também buscam sentido.
Minha jornada é sobre conexões – com minha história, com minha cultura, com aqueles que me cercam e com quem, de alguma forma, se encontra nas entrelinhas do que expresso.
Seja bem-vindo ao meu universo, onde o tempo é moldado pelo olhar e as emoções ganham forma nas palavras.
Pele de História
Sou tinta, sou tempo, sou grito, sou gente,
No peito, a memória que nunca se ausente.
No rastro do chão, no giro da dança,
Ecoa no corpo a fé e a esperança.
No som do tambor, sou força e brio,
No rio me lavo, renasço e sorrio.
Sou negro, sou canto, sou chão, sou raiz,
Sou Lambe-Sujo, sou povo feliz.
Sou Indiaroba, sou brilho no olhar,
A resistência que insiste em ficar.
Minhas lentes capturam o tempo e a cor,
Sou memória viva, sou força, sou dor.
Onde a Memória Mora
Ecoo na história como quem sussurra ao tempo,
deixando rastros onde a memória insiste em ficar.
Sou voz que atravessa o esquecimento,
fragmento de instantes que se recusam a passar.
Na fotografia, nas palavras, no que toca e transforma,
sou presença que resiste, sou marca que não se apaga.
Porque existir não é apenas estar,
é permanecer, é reverberar, é deixar-se encontrar.
Reflexos de Alma
Há um eco no espelho,
um reflexo que não é só luz.
É pele, tempo e memória,
uma sombra que sente e traduz.
Me transfiro em olhares,
sou vestígio em cada cor.
O passado resiste em traços,
feito espelho a guardar calor.
Toquei-me na transparência,
mas era outro a me olhar.
Alma fluindo em espelhos,
sempre a se reencontrar.
O Gosto do Tempo Sem Pressa
Te vejo me devorar primeiro com os olhos, como se cada detalhe meu fosse uma fome antiga. E quando tua boca me encontra, não há espaço para pressa—só o ritmo certo de quem sabe exatamente o gosto que procura. É como se o tempo fosse outro, mais lento, mais profundo. Cada toque é uma descoberta, cada beijo uma lembrança de algo que nunca se esqueceu. No abraço, sinto o mundo sumir e restar só nós, sem pressa de acabar, sem pressa de fugir do que é real. Só o agora, só o momento, só o desejo que se faz carne.
A Frustração como Silêncio Gritante
É estranho sentir tanto e, ao mesmo tempo, não ter onde pousar esse sentir. O corpo fala, pede, grita em silêncio. Mas eu não sei entregar para qualquer um. Não sei sufocar o que quero com algo que não me completa. Então, eu espero. Mesmo que a espera doa. Mesmo que o desejo me devore por dentro.
- Relacionados
- 37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
- 63 frases sobre o tempo para aproveitar cada momento
- Frases sobre processo para compreender o tempo certo das coisas
- Frases sobre Efemeridade do Tempo
- Tempo Amor Impossível
- O tempo cura tudo: 43 frases que mostram que ele sara as feridas
- Envelhecer: frases engraçadas para olhar o tempo com bom humor
