A Medida que o Tempo Passa
Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje? Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto.
Tanto tempo faz que a gente não se via, a saudade me enganou e deu lugar a nostalgia. E já não me interessa onde estivemos sem saber, sobrou em pensamentos a vontade de te ter…
Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.
Os magnetismos das pessoas cruzam-se e descruzam-se, acho, meio que aleatoriamente, por algum tempo, por nenhum tempo, por muito tempo.
Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim.
Inspirara grandes paixões que a fizeram sofrer, mas não alimentou os desgostos por muito tempo. Ocorria com seus desgostos o mesmo que com seus vestidos de baile: usava-os apenas uma vez, embora os conservasse todos.
Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra Pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma Possibilidade que eu precisava devorar ou destruir. Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos, essa frugalidade das emoções. Fico tomado de paixão. Há tempos não ficava. E toda essa peste, meu amigo. O que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, “esse lugar confuso”, o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida […] Nem vivi nada ainda. E não sou sequer promíscuo. Dum romantismo não pós, mas pré todas as coisas - um romantismo que exige sexualidade e amor juntos. Nunca consegui. Uns vislumbres, visões do esplendor. Me pergunto se até a morte - será? Será amor essa carência e essa procura de amor, nunca encontrar a coisa?
Vai chegar um tempo onde aquelas bagagens pesadas na alma simplesmente irão se evaporar. Porque o correto daqui em diante é viver como pluma. Alma leve. E podemos levar em novas bagagens só o que convém...
As vezes estamos em rota de colisão e apenas não sabemos. Seja por acidente ou por destino, não há mais nada que possamos fazer.
Espero que você faça o melhor. E eu espero que você veja coisas que assustem você. Eu espero que você sinta coisas que você nunca sentiu antes. Eu espero que você encontre pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que você se orgulhe.
E se você achar que você não é feliz, eu espero que você tenha a força para recomeçar.
(Benjamin Button)
O amor é uma fagulha que vai crescendo e vira labareda à medida que se cultiva a reciprocidade; virando cinzas onde o recíproco não se mostra. O pó das chamas ainda pode existir, mas não passa disso, e com o tempo o vento leva.
O Amargo da Vida
A medida que crescemos e os anos se vão, o lado doce da vida cede o lugar para o amargo. Quando nascemos, a vida logo nos presenteia com o leite materno, além do seu sabor adocicado ele nos remete a uma fase da vida a qual recebemos o máximo de amor e cuidado. Na infância, preferimos frutas, doces e sorvetes, não gostamos de fígado e outros alimentos de forte sabor. No início da vida adulta o refrigerante dá lugar a cerveja, alguns anos atrás tal bebida seria impalatável, mas hoje desce com suave prazer e o bife de fígado já nos é apreciado. Chegada a velhice, algumas vezes seremos obrigados a abandonar os doces por orientação médica e nossa alimentação será mais "amarga" do que nunca.
Assim como acontece com nossa alimentação acontece com nossa vida, recebemos muito amor durante a infância e esse amor diminui gradualmente a medida que a idade avança, muitas vezes o doce do amor é substituído pelo amargo dos problemas, das contas, da louca vida que vivemos, e como acontece com o paladar, não há doçura que vença em meio a tanta amargura.
ODE AO REI ARTHUR
Era um tempo sem tempo, onde a coragem de um cavaleiro era medida em
duelos de espadas,
e a distância entre os Reinos era vencida pelo trotar veloz dos cavalos.
Era um tempo sem tempo, onde reis e rainhas governavam com toda
opulência e glória, deixando nas marcas do tempo suas histórias.
Era um tempo sem tempo, onde Sacerdotes e Sacerdotisas
penetravam nos mistérios sagrados,
orientando um povo bárbaro a sacrifícios e rituais macabros.
Era um tempo sem tempo, onde Magos e Alquimistas dominavam os elementos e com suas poções e elixir da longa vida, sobrepujavam o tempo, na vã tentativa da imortalidade.
Era um tempo sem tempo, onde um Rei chamado Arthur, em honra a sua fé,
formou um conselho de nobres e valentes cavaleiros:
A Távola Redonda. Todos irmanados num único ideal.
Suas espadas traziam a Luz reluzente de Deus.
Em nome do Criador, e empunhando o Seu Poder, ele instaurou a paz
entre povos bárbaros, unindo os territórios, defendendo assim a Grã-Bretanha
Era um tempo sem tempo, onde essa história ficou perdida na poeira dos tempos.
Mas seus nomes se tornaram IMORTAIS.
(Vera Garroni Maio 2012)
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