A Gente vai se Vê de novo
PARTIDA
Vê-lo partir sangra a minha Alma
As lembranças dos dias felizes que fui tua sem pudor
Dias em que meu riso foi solto
Dias em que em chamas meu corpo explodia.
Vê-lo partir quebra meu ser
Mas como prender-te à mim?
Logo eu que prezo a liberdade?
Então vá!
Mas não me diga adeus
Diga-me apenas um até breve
Deixando-me a esperança
Esperança de futuros dias quentes ao seu lado
Kátia Osório
"Natal é renascimento...
é uma nova oportunidade de ser,
É mais significado, que festa.
É ver sacralidade na rotina de um jantar,
É quando Deus se limitou a um só lugar.
É prova que o finito, pode conter um Infinito.
É sentir Deus em um menino.
É repartir esse Deus, em fatias de pão.
Natal é época de se repartir, e sempre sobrar."
Quando as pessoas pararem de hipocrisias.
Antes de falar olhar suas mãos.
Vê o próximo além de sua aparência.
Não julgar sem ser referência.
Cobrar atitudes, sem ser exemplo.
Se doar em vez de reclamar.
O mundo será melhor.
Porque só o amor, pode tudo transformar.
Aquele que chama às vezes não é ouvido, como aquele que clama e não vê os milagres; "fiz para me proteger, ou talvez por medo"!
"Como sentar no sofá e perder o direito de pedir refresco", e foi assim que conheci uma solidão, a insegurança tem receios de ver a vida por outro ângulo, e assim perder a "segurança" de um passado conhecido!
Nem todas às lembranças antigas são eternas, e o riso despertou, e não tarde demais... "o risco mais perigoso de todos é viver uma vida sem fazer o que deseja"!
Se o mundo castiga, a vida ensina: "não acredite jamais que não é bom o suficiente, a maneira como os outros o percebe depende da sua postura!
Quem conquista o que é seu com o próprio suor e vê sua vida evoluir por mérito próprio não se importa com opiniões alheias e reconhece o seu valor.
Você sabe o meu nome,
mas insiste em me chamar
pelos meus erros do passado.
Quem me vê só pelo que fui
não enxerga o homem que sou.
E quem vive preso ao ontem
não tem coragem de caminhar comigo.
Eu não carrego mais culpas
que já paguei com silêncio e aprendizado.
Não sou rascunho, nem resto,
sou versão refeita — consciente.
Se o teu olhar ainda aponta falhas,
o meu já segue em frente.
Certamente você não pode caminhar comigo,
porque eu escolhi evoluir
e você escolheu lembrar.
A maldade se sobrepõe, pois não vê limites em invadir o espaço e o direito alheio, é egoísta, falsa, solitária, autodestrutiva.
A bondade prospera, pois reconhece e respeita os limites e o direito alheio, ajuda, acolhe, é sincera, amiga, é construtiva, edificante.
O mal é a ignorância do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.
Um espinho no pé só dói em você e ninguém vê, mas, a decisão de retirar o espinho e por fim ao seu sofrimento, somente cabe a você.
"Me desculpa por te incomodar mais uma vez, mas vim aqui te falar uma coisa: Amar alguém de verdade é deixá-la ser feliz. Às vezes, a gente pensa que amar é viver com a pessoa para sempre, mas não é assim. Amar é seguir em frente, é deixá-la viver. O amor, quando é puro e verdadeiro, nunca morre e nem o tempo o apaga. As coisas boas ficam nas nossas memórias e no nosso coração. Ninguém esquece um grande amor. Você sempre será o meu primeiro e eterno amor."
Na esquina que a cidade não vê
Onde o negrume da noite reside,
Acende o letreiro: "É por você!"
Mas o brilho do ouro é quem decide.
O pastor, de terno e voz aveludada,
No púlpito, a Bíblia aberta e o olhar sereno,
Condena a luxúria, a carne profanada,
Com o carro importado, o luxo obsceno.
E o fiel, pobre e de alma tão sedenta,
Deposita a sobra, a última moeda,
Ouve que a benção só é opulenta
Se a fé for medida por nota na gaveta.
A moral na boca é de pedra fria,
Julgando o vizinho que erra no passo,
Apontando o cisco com tamanha ousadia,
Enquanto esconde a trave sob o braço.
Falam de Cristo, humilde e despojado,
Que andava na poeira, sem teto nem coroa,
Mas fazem do templo um trono dourado,
Onde a caridade é só uma loa.
Alegam o amor que tudo perdoa,
Mas fecham a porta para o diferente,
Só aceitam quem reza, quem se ajoelha e entoa
A canção padronizada e conveniente.
A hipocrisia veste a roupa santa,
É o dízimo da boca, mas não do coração.
A verdade é que a fé, por vezes, se levanta
Não em Deus, mas em pura ostentação
A distância não diminui o amor. Quem ama alguém que não vê sempre, demonstra que o amor está no sentimento, não na visão.
O pior cego é aquele que acha que vê.
E eis que as mais essenciais imagens estão sempre distantes dos olhos
Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.
Quero minha ALMA sempre em paz, quero poder olhar para o céu e vê-lo sempre azul, sem importar o que acontece no externo de mim, já que o que importa, é o que carregamos no CORAÇÃO.
Flávia Abib
Bateria viciada
aos poucos a minha bateria se esgota
com os anos a alegria sai pela porta
as vezes dormindo na sala de aula
recebendo indiretas sobre cabeça abaixada
não sei porque, mas minha cabeça está pesada
sinto como se nada fizesse sentido
sinto como de o mundo tivesse se extinguido
sinto como se estivesse do lado de fora
de uma tela pixelada, falando, não sai nada
os dias antes cada vez mais lentos
e ao relento me sento, esperando a rotina mudar
Acredite no que você vê, sente e ouve. Na dúvida... volte, refaça, resgate, recomece... Cabe a você aceitar ou não, o destino que lhe foi traçado.
Flávia Abib
Amor.
Quero ser amado porém não sei amar, me pergunto por quanto tempo sozinho irei ficar. Ver todos felizes faz doer a ferida que não quer se tornar cicatriz.
Ó sofrimento que me faz querer deixar tudo de lado, me abandone por favor, quero sentir que a vida é bela e não apenas sofrimento e dor.
Alguns bons amigos agora dizem que faço falta, porém em vida, nunca haviam me convidado para fazer nada!.
Aos meus irmãos, peço perdão por não ter sido alguém melhor, principalmente não ser presente .
Não é coincidência, é destino. Todas as pessoas que conhecemos, tem seu tempo certo, para que venhamos a conhecer. ❤️✨
Poema da empatia
Colocar-se no lugar do outro
É sentir o peso que não se vê,
Recarregar nos ombros uma dor invisível,
É chorar em silêncio por feridas que não são nossas mas que poderiam ser.
Não é fácil lutar todos os dias
Com cicatrizes abertas na alma,
Com esperanças rasgadas pelo vento,
Com o coração pedindo apenas um gesto de abrigo.
E os que se dizem cristãos,
Que pregam o amor, misericórdia e compaixão,
Muitas vezes cruzam os braços,
E deixa um passado despercebido
Quem mais precisa de um abraço.
A fé sem empatia é palavra vazia,
É templo erguido sobre areia,
É Cruz sem sentido.
Ser empático é ser humano inteiro,
É estender a mão mesmo sem resposta,
É amar o próximo não só com palavras,
Mas com a presença que acolhe,
Com um olhar que reconhece,
Com o coração que compreende.
Pois quem aprende a sentir a dor do outro
Descobre o verdadeiro rosto de Cristo;
Um rosto feito de compaixão,
De lágrimas compartilhadas,
De amor que não despreza ninguém.
Ivanylson Aguiar
03/02/2025
