A Gente se Ama
Que o Natal seja uma porta e uma obra sempre abertas para boi, boiada, gente, gentarada. O que, porventura não passar ou ficar para trás, é mistério. Dos grandes.
O que mais tem hoje em dia é gente querendo ser o que não é, ostentando uma vida que não tem, pra alimentar o ego cheio de uma vida vazia e supérflua.
A gente sempre acha que tem tempo suficiente para tudo.
E nesse meio tempo, mais fugimos de nossos objetivos do que corremos atrás.
Como se pudéssemos utilizar nossa perda de tempo como desculpa.
Apenas para camuflar cada gota de incerteza que tomamos como medo.
Você pode não ter mais nada a perder, mas abrirá mão de tudo para não perder nada.
Seduzido plea ilusão de que outro dia será melhor, ou mais fácil, do que hoje.
E o que sabemos sobre o futuro? Nada.
A não ser que o recheamos de esperança e pronto. Agora é só esperar.
Deveríamos chama-lo de presente. Não pelo o tempo em que vivemos nele. Mas pela forma com a qual o queremos.
Embrulhado, com fitas e entregue em nossas mãos.
Muitas vezes, o que compreendemos como sendo a realidade é uma ilusão que a gente cria para fugir dela. Essa é a realidade.
Gente que tem posição desagrada. Quem tenta agradar a todos, acaba não sendo leal a si mesmo. Seja feliz! A opinião do outro em nada vai agregar na sua vida, nunca vai definir quem você é. O importante é ser autêntico e respeitar sua identidade.
Não há nada mais assustador do que vê um mundo abarrotado de gente arrotando santidade, está sempre a um passo e meio de se tornar um inferno.
Normalmente, gente muito portentosa e bem resolvida acaba esbanjando tanta felicidade, beleza e simpatia, que os invejosos e infelizes acabam se sentindo incomodados.
Vindo dos mesmos que trouxeram a sabedoria fast food: “a economia a gente vê depois” — só nos resta retribuir-lhes com o que eles fazem com a nação: fingir preocupação.
