A Gente se Ama
Fui até ti, como quem ama,
não com espada, mas com choro e palma.
Te vi distante, fria, ausente...
mas quis-te perto, ainda que indiferente.
Quando um corpo gosta de outro corpo, quer estar com esse corpo. Quando um corpo ama outro corpo, esse corpo quer estar sempre próximo da alma desse corpo.
A expressão comum diz: o meu coração ama-te.
O poeta diz: respiro-te em cada pulsação do meu coração.
A expressão comum diz: sinto a tua falta.
O poeta diz: há saudades que matamos. Há saudades que nos matam.
A expressão comum diz: o que sinto por ti é Amor.
O poeta diz: Amor é: a minha mortalidade humana unificada à imortalidade do que sinto por ti.
A expressão comum diz: adoro fazer amor contigo.
O poeta diz: quando faço amor contigo, o meu corpo retira-se do mundo real e entra no mundo cósmico.
Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo.
Quero amar-te como as flores amam a Primavera.
Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas vozes dos mares.
Quero amar-te como um poema de Amor que ama toda a poesia que existe em ti e em mim.
Aquele que afirma ser humanista, e não ama o seu povo, é mentiroso. Pois quem não ama o seu próprio povo, ao qual vê, como pode amar a Humanidade, a qual não vê?
O verdadeiro patriota ama o solo pátrio, a sua cultura, a sua história e, sobretudo, os seus compatriotas.
Prefira mil vezes namorar um tímido do que um popular.
O tímido quando ama e é amado, só tem olhos para ela e quase nada o fara deixar esse amor.
Já o popular por ter várias em seu pé, nunca se prende a uma só mulher, mesmo namorando sempre vai querer mais.
Não deixe que ele conheça a boca e nem o corpo de outras mulheres para depois querer dar uma chance a ele, podera ser tarde.
”Os homens não amaram Roma porque ela era grandiosa; ela se tornou grandiosa porque os homens a amaram.”
Adore a Deus, ama tua Mãe, honre teu Pai, seja exemplo pra os teus filhos e orgulho para os teus familiares e amigos.
HOMENAGEM À INDEPENDÊNCIA
(Autoria: Otávio Bernardes)
(“Saga de um filho que ama o Brasil”)
Brasil! Meu país adorado!
Tu és o berço que embalou
muita gente famosa.
Tu és o fanal brilhante
da gente brasileira.
Sinto que sou pequeno demais
para ser teu filho, Brasil!
Gostaria de poder dizer
bem alto teu nome, tua beleza, tua glória...
Parabéns, Brasil, pela tua Independência!
Brasil, terra estremecida...
Seus 194 anos de Independência
me fazem sorrir! Sorrio satisfeito...
Porém, meu sorriso não é covarde...
Reconheço que muitos homens
deram suas vidas por causa de ti!
Sei prestar a eles meu reconhecimento.
Tanta gente ignora isso, meu Brasil!
Vejo o sertanejo labutando
na sua lida diária.
Você, homem ousado, constrói
esta terra mais bela ainda...
Sertanejo que foi índio, índio
que foi não-civilizado,
não-civilizado que não era gente...
O Brasil cresceu, correu bastante
e... você, homem intrépido, viu
de perto esse progresso!...
Olho a campina, ao longe...
me dá vontade de correr
e abraçar você, Brasil!
Sabe, sou louquinho por você...Sou moreno, sou trigueiro,
sou mulato, sou índio,
sou brasileiro...
Quero observar todos os seus filhos...
Há muita gente importante.
Você se envaideceu, Brasil!
Você não é mais aquele de antes!
Às vezes, acho que você é ingrato comigo...
Tanta coisa mudada!
Eu próprio gosto tanto de você,
que mudei também!
Hoje, tu possuis tantos filhos ilustres!
Tu me deixaste para trás...
Eu já era!
Triste e lamentável!
Tu cresceste...
Tu correste demais, Brasil!
Brasil, meu país benquisto!
Cresce, Brasil, cresce!
Tu és a esperança
daqueles que lutam,
para enobrecerem teu nome!
Brasil-menino, Brasil-homem,
Brasil de hoje...
Sonhei com você desde pequeno...
Meu sonho se fez realidade!
Parabéns, Pátria Querida!
Seus 192 anos denotam a grandeza
desse povo laborioso...
Fique conosco! Fique em nosso coração...
Só que nosso coração é pequeno demais
para abrangê-lo todinho...
Precisamos crescer...
E crescer é imitar você, meu Brasil!
Na verdade, você é imenso, é lindo, é verde-amarelo!
Brasil, cresce, cresce!
Mas... não deixe de ser
o meu Brasil – a terra
em que nasci...
