A Gente Aprende com as Decepções
Aquele que aprende a viver simplesmente encontrou um caminho para as descobertas. Eu disse simplesmente? Ah, mas é tão difícil.
Aprender é mais seguro do que ensinar, mas o que aprende e não ensina é como um homem que lavra e não semeia.
O acerto é a soma dos erros superados, quem não erra, não aprende, nem acerta. Essa é a lógica da vida. No entanto, a cautela é aliada do caminhar, para não estagnar nas curvas do caminho irregular.
Aprende a te valorizar antes do fim. O amor sem compromisso acaba; o ódio vingativo, o orgulho, a vaidade, a ambição cega e a hipocrisia também acabam. Até a vida se esvai quando não há amor, respeito e dedicação para apaziguá-la.
O inteligente aprende olhando aos arredores, tudo faz parte do aprendizado aprender onde estiver na escola da vida.
O forte não é quem sempre vence, mas quem aprende a se defender sem pedir ajuda, mesmo nos dias difíceis ele vence a batalha.
Escuta e aprende a lição até decorar: você pode estar machucado, doente, rastejando, mas ninguém vai se importar com a tua dor. A tua dor não dói em quem apenas observa. Machucaram você, ficaram as cicatrizes visíveis, porém ninguém vai enxugar as tuas lágrimas de dor.
A escolha é tua — e só tua — quando teu caminho ainda te representa.
Aprende, então, a nunca arrancar do outro o direito de decidir,
pois toda história, cedo ou tarde, retorna ao seu texto original,
e cada um será lembrado pelas escolhas que ousou ou negou permitir.
Você nunca aprende tudo de uma vez, e nem aproveita as aproveita as oportunidades que lhe aparecem de imediato. Sobre esta última — a oportunidade — ela está atrelada a aparência, ao choque primeiro dessa “oportunidade” e do meu Eu, que por causa da aparência o julga sem propriamente avaliá-lo, refleti-lo, quanto a sua importância; pode-se dizer que essa imediatez em negar o que possa ser importantíssimo, e/ou ter o entendimento de reconhecer-se como ignorante — tal como Sócrates — fruto da nossa vontade que direciona cada vez mais ao imediatismo, e também em pensar que nosso conhecimento está “acabado”, “finalizado”; de que já não temos nada a aprender; que a tecnologia mediante a ciência os tornou (homens) não somente deuses do conhecimento, mais ainda, tornaram-se baluartes, deuses da razão. Se existe um responsável por isso (ou mais de um), respondo com — a gênese cismática medieval e a modernidade. O que provará que essas reflexões se sustentam? O próprio tempo; haja vista em um exemplo comum, como quando pegamos um texto, um livro e pensamos em diálogo consigo mesmo — pensando: Por que não aproveitei mais esse texto? Por que não aproveitei mais essa aula? — isso significa algo que popularmente é dito; dizem que se tivessem isso a morte já o teria batido a porta e o levado: o arrependimento. É o arrependimento que nos leva a um tempo anterior junto a razão reflexiva, mostrando que somos ignorantes e ingratos.
E ai você cresce, amadurece a aprende que quando uma pessoa sai da sua vida é porque ela já cumpriu sua missão e finalmente compreende que nada é por acaso. Pessoas vão e vem continuamente nas nossas vidas, há aquelas que trazem paz, companheirismo, sinceridade, chegam para acrescentar e deixam uma marca impressa dentro dos nossos corações e há aquelas que chegam para nos ensinar algo, estão de passagem, às vezes nos decepcionam, nos ferem e depois sem explicação vão embora... Quando isso acontecer com você, não chore e nem pense que é o fim, mas sim que é uma resposta da sua oração: Livrai-me de todo mal, amém! (Priscilla Rodighiero)
Liberte-se de tudo aquilo que já te fez mal , quando você aprende deixar passado no passado a alma se sente livre e leve.
O sábio aprende a dançar com o silêncio, porque sabe que há tempestades que só se vencem com a leveza de uma brisa.
Ele não se cala por fraqueza, mas porque entende que até o sol se esconde atrás das nuvens quando a tormenta não está pronta para a luz.
Há uma paz que não se aprende nos livros,
nem se explica em palavras humanas;
é a paz que vem de Deus, suave e eterna,
que toca a alma quando o mundo silencia.
O erro é um degrau, não um abismo. Cair é parte da dança da vida. Quem aprende com o tropeço sobe mais consciente. A culpa paralisa; o aprendizado liberta. Não há fracasso no caminho do autoconhecimento. Só lições vestidas de tropeço.
A vida nem sempre sopra ventos favoráveis,
mas o marinheiro sábio aprende com as tempestades. O caos lapida. A dor ensina.
Nada é desperdício no campo da alma.
Erga o rosto e siga — até que o vento se curve ao seu propósito.
Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.
