A Gente Aprende com as Decepções
Quanto mais conhecimento
Que a gente consegue ter
É natural que mais dúvidas
Tendem a nos aparecer.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
25 Janeiro 2025
Quando a coisa está ruim
A gente não acha certo
Mas se a gente olhar enfim
A boa está por por perto.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
08 fevereiro 2025
Regeneratio
Nós somos feito de povo
E se a gente se apertar
A gente vai se quebrar
Quinem a casca do ovo.
Nós temos muitos defeitos
Mas se a gente se apertar
E a gente for olhar
Tem vez que somos perfeitos.
Nós temos dificuldades,
Preguiça de trabalhar
Mas se a gente for olhar
Temos também qualidades.
Nós somos uns trapaceiros
Gostamos de enganar
Mas se a gente se esforçar
Tem uns de nós verdadeiros.
Somos muito egoístas
Só queremos se dar bem
Mas se a gente for além
Tem uns de nós altruístas.
Tem muitos de nós sacanas
Causando desunião
Outros que dão o perdão
Em atitudes bacanas.
Somos muito desonestos
Enganamos facilmente
Tem um ou outro decente
Mais a força de protestos.
Se a gente olhar bem direito
É difícil de encontrar
Um de nós pra se espelhar
Mas vai ficar rarefeito.
É que estamos passando
Por provas e expiações
Onde existem legiões
Contra o mal trabalhando.
Isto é uma transição
Com obstáculos e teste
De maneira que investe
No estágio da evolução.
O mal aqui predomina
Pois tem muita aceitação
Por causa da expiação
Mas que um dia termina.
O mal tá em ascensão
Mas isto acabará
E a terra então passará
De Mundo de Expiação
Para regeneração.
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
Fevereiro de 2025
Tem gente que sente a chuva
E fica maravilhado,
Já outros reclamam dela
E ficam todo molhado.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
06 Março 2025
Podem sim nos copiar
Para usar de má fé
Mas duvido copiarem
Aquilo que a gente é.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
09 Março 2025
A Vida da gente é breve
Como risco em chão com giz
Portanto só se demore
Por muitas horas explore
No que te faça Feliz.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
26 Março 2025
A vida é uma viagem
De grande ou pequena escala
E tem gente que escolheu
Em todo percurso seu
Simplesmente ser a Mala.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
17/05/2025
A gente odiar alguém
É sentimento contrário
E não dar pra ir além
Com este peso desnecessário.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
14/06/2025
Se a gente ficar louco
A gente não serve mais
Mas quem acaba com o mundo
São os taxados normais.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
14/06/2024
Tudo que a gente fala
Ou venha a escrever
Em algum tempo foi dito
Só fizemos transcrever.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
16/06/2025
Quanto mais a gente fica
Com nossas indecisões
As coisas decidem sós
Sem nossas opiniões.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
22/06/2025
Para a gente ser feliz
Não precisa viajar
Porque a felicidade
Está em qualquer lugar.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
27/07/2025
Tem vezes que a liberdade
Parece ser uma cela,
Por isto tem muita gente
Correndo com medo dela.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
A gente só faz maldade
Se tiver com intenção
Porque fazer a bondade
Tá na nossa decisão.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Vi carro pipa passando
Com água para matar
A sede que é de lascar
Vi muita gente chorando
Eu vi a seca acabando
Com o pasto dos animais
Deixando o povo incapaz
Isto num tempo moderno
No ano que falta inverno
O pobre sofre demais.
Mote: Crispiniano Neto
Glosa: Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Já vi gente dizer que não consegue
Fazer algo que possa ir além
E reclama dizendo ser difícil
Por não ter o recurso que outro tem
Mas se um dia alguém pôde fazer
Com certeza outro alguém fará também.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Manifestar a benção antes dela chegar.
Pra que ela se sinta à vontade e bem vinda dentro da gente.
Pra ela ficar.
O PEQUENO POLEGAR
Havia um par de botas
Mas não um par comum
Serviam pra toda a gente
Cabiam em qualquer um
Não eram botas surradas
Nem tampouco elegantes
Enfeitiçadas pelas fadas
Guardadas pelos gigantes
Basta saber aonde ir
Essas botas não dão trégua
Botas rápidas feito o vento
As botas de sete léguas
Um grande bruxo as possuía
Até alguém dele roubar
O mais jovem de sete irmãos
O pequeno polegar
Abandonados pelos pais
Pois não tinham o que comer
Na floresta foram largados
Tinham mais chances de viver
Com as botas de sete léguas
Já não havia choro
Enganaram o velho bruxo
Levaram todo o seu ouro
Mas o bruxo era malvado
Se isso serve de consolo
Acharam o caminho de casa
Dividiram o seu tesouro
E não há quem não conheça
Aqui ou em qualquer lugar
Terror dos bruxos e dos gigantes
O pequeno polegar!
A gente nunca esteve na mesma página
Verdade seja dita
Eu sempre quis tirá-la de dentro do livro
As pessoas não mais acreditam em contos de fadas
Quem sabe se ela saísse e se mostrasse
Todos voltassem a acreditar em magia
Ela me faz flutuar#3;
Mas não existe alguém pra quem eu possa contar
E se acreditarem?#3;
Será que vão queimá-la?
Soube que existem outras mais por aí...
É, eu acredito nisso!
É injusto que só eu possa ficar enfeitiçado.
